Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte: CEPEA
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Câmara aprecia homenagens aos médicos Iwasaki e Campagnolo nos 70 anos de Toledo

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

A Câmara de Toledo iniciou nesta semana a apreciação de duas propostas de homenagens visando as comemorações dos 70 anos da emancipação do Município de Toledo, em 14 de dezembro. Foram lidas na sessão de segunda-feira (16), as proposições que propõem homenagens aos médicos Joaquim Iwasaki e Sérgio Campagnolo. O primeiro teve proposta a concessão do Título de Cidadão Honorário do Município de Toledo, enquanto o segundo teve proposta a outorga da Medalha Willy Barth.

As proposições foram lidas e em seguida despachadas às Comissões Permanentes para sua apreciação inicial. A sessão teve a leitura de 8 projetos que foram despachados às Comissões Permanentes e assim iniciaram sua tramitação, sendo seis deles de autoria dos vereadores e da Mesa da Câmara, entre os quais as duas homenagens.

O Projeto de Lei nº 79, da Mesa da Câmara, concede o Título de Cidadão Honorário do Município de Toledo a Joaquim Katsuyuki Iwasaki “pela contribuição e destaque com o progresso do Município de Toledo”.

Joaquim nasceu em Martinópolis (SP) em 1949 e aos cinco anos mudou-se com sua família para o Paraná, fixando-se em Cornélio Procópio, de onde saiu aos 16 anos para ir a Curitiba fazer cursinho para o vestibular de Farmácia na UFPR, mas acabou recebendo e acatando sugestão de um professor para fazer Medicina devido às suas notas. Aprovado entre os 20 primeiros, concluiu o curso e veio para Toledo, onde conhecera o médico e empresário Jorge Okano, bem como sua então namorada Irma conhecia Nair Okano.

Joaquim Iwasaki formou-se em 1974 e recebeu o convite de Jorge Okano para trabalhar com ele em Toledo e sua agora esposa Irma, que fora aprovada no primeiro concurso do Banco do Brasil aberto a mulheres. Ela conseguiu sua transferência para Toledo, onde trabalhou por décadas até se aposentar, vindo os dois para a cidade que conheceram ainda solteiros, nas idas até Guaíra, onde Irma trabalhou por um tempo depois de chamada no concurso em Cornélio Procópio. Eles passavam por Toledo e daí e das visitas aos amigos Jorge e Nair nasceu a ligação com a cidade, onde constituíram sua família.

Joaquim e sua esposa Irma Iwasaki tiveram os filhos Fábio, Melissa e Melanie, os quais optaram por estudar em Curitiba, onde escolheram graduar-se em Administração, Farmácia e Arquitetura, respectivamente, além de lhes proporcionar três netos.

Joaquim Iwasaki ao chegar em Toledo começou a frequentar um campo de futebol que Torao Takada tinha na subida da Avenida Maripá, ao lado do Cemitério Municipal, que denominaram de “Takadão”. Lá ele e alguns colegas médicos começaram a jogar e com o tempo começaram a agregar jogadores, alguns egressos do futebol profissional, dentre eles o João da Silva Pedro, o conhecido “Vaquinha”, que algumas vezes assistia aos jogos, outras apitava. Amante do futebol, Joaquim era torcedor do São Paulo e quando jovem até fez teste no seu clube de coração e a partir disso, por 40 anos, comandou o Japanela, um dos mais conhecidos do futebol suíço de Toledo.

Atualmente atua junto ao campo comandando o time do clube Mexa-se e relata com orgulho a influência de sua mãe, que considera “uma guerreira”. Viúva aos 33 anos, ela tinha Joaquim com seis meses e mais quatro filhos homens e começou a lecionar. Após 50 anos dedicados a ensinar a língua e a cultura japonesa, aos 85 anos ela foi chamada ao Japão e recebeu uma homenagem do governo por difundir a cultura japonesa, especialmente no Brasil. Ela faleceu aos 96 anos e o filho Joaquim não tem dúvida de que foi marcado por seu carisma, garra e dedicação.

Secretaria da Saúde

Já o Projeto de Resolução nº 6, da Mesa da Câmara, propõe a outorga da Medalha Willy Barth a Sergio Avelino Campagnolo “em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na área da saúde, os quais contribuem muito para a promoção da população toledana”.

O médico Sérgio Avelino Campagnolo é natural de Toledo, sendo filho do também médico e ex-prefeito Avelino Campagnolo e tendo ocupado o cargo de secretário da Saúde na gestão do falecido prefeito Luiz Alberto Araújo. Casado com a também médica e ex-vereadora e presidente da Câmara Maria de Fátima Quirino Campagnolo, Sérgio é pai de Andre Avelino Campagnolo, Paula Luiza Campagnolo e Maria Thereza Campagnolo, todos também médicos, além de avô de João Antônio, de 10 meses de idade, filho de Paula Luíza.

Sergio Avelino Campagnolo é irmão de Orley Alvaro Campagnolo e ambos seguiram o caminho da medicina como o pai. A irmã Geraldine Campagnolo Patino é graduada em Administração Hospitalar e realiza a gestão do hospital, como também o irmão Luciano, o caçula, que também integra a administração do hospital.

A família Campagnolo tem como legado deixado pelo pai o hospital fundado ainda no final da década de 1950. Era nele que Avelino Campagnolo se sentia realizado, tanto que mesmo ao passar dos 90 anos de idade estava lá, de jaleco branco andando de uma sala para outra encaminhando os pacientes. Nas manhãs de domingo, assumia a sala na administração do hospital para a sequência de suas atividades, compartilhadas com a esposa e com os filhos, sendo que Sergio e Orley também são médicos reconhecidos em suas especialidades.

Na gestão do prefeito Luiz Alberto de Araújo (in memorian), no período 1989/1991, tendo como vice-prefeit Rosali Maria Mazziero de Campos, Sergio Avelino Campagnolo foi secretário da Saúde, lembra o projeto assinado pela Mesa da Câmara.

Na época foi implantada a coleta seletiva do lixo hospitalar em hospitais, farmácias e clínicas, com destinação final em aterro sanitário próprio. Na área de saúde curativa o sistema foi estruturado com a municipalização da assistência ambulatorial, dos serviços de vigilância sanitária e epidemiológica e a divisão da cidade em seis regiões polo.

Dentro da programação estabelecida foi construído o Mini Hospital Jorge Milton Nunes, na Vila Pioneiro, com atendimento 24 boras sete dias por semana, numa medida de alto alcance na saúde curativa. O Mini Hospital em tempo integral funcionava também como pronto socorro, principalmente no período noturno, contando para isso com enfermaria equipada com quatro leitos.

Durante este período de trabalho no mínimo dois médicos prestavam plantão, contratados pela Prefeitura através da Unimed. Foram construídos ainda mais cinco Postos de Saúde, com projetos de prédios bonitos e funcionais, aponta a justificativa da proposição, reforçando a estrutura no setor em bairros e localidades.

Confira os 8 projetos que deram entrada na Câmara na segunda, dia 16

Fonte: Departamento de Comunicação da Câmara

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2811 – 02/03/2026

Cotações em tempo real