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Café é lavoura tradicional na família Garbelini

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O aroma de café é sempre inconfundível e irresistível. A bebida faz parte da cultura dos brasileiros e é consumida diariamente. O café combina com quase tudo, inclusive, com produção e renda no campo. A região de Ivaiporã (Centro-Norte do Paraná) já foi uma grande produtora de café, mas as áreas foram ao longo dos anos perdendo espaço para outras lavouras como a soja, por exemplo. Contudo, muitas famílias ainda resistem e apostam na cafeicultura como opção para diversificar, ou mesmo como a principal cultura na propriedade.
É o caso do associado Edvaldo Garbelini, morador na comunidade do Santa Barbara, região de Jacutinga, distrito de Ivaiporã e onde abriga a maior parte das lavouras de café. Ele é de família tradicional de cafeicultores e cresceu no meio das lavouras. Hoje, com 50 anos de idade, é o responsável pela continuidade do trabalho iniciado em 1962, pelo seu avô. “Ele [o avô] veio de Rancho Alegre [Norte do Paraná]. Em 1969, meu pai também se mudou para Ivaiporã. Eu estava com três meses de idade e posso dizer que fui criado no meio do café”, destaca.
O associado revela que tudo o que conseguiram foi com a cultura. “Somos gratos ao café. Também plantamos um pouco de soja para ter uma renda a mais, mas não tenho a intensão de deixar o café. Pelo contrário, a ideia é investir sempre para que tenhamos boa produção e qualidade no produto”, pondera Garbelini.
Na propriedade existem cerca de 15 mil pés de café espalhamos em quatro alqueires. As plantas têm como características o ciclo de produção bianual, ou seja, em um ano produzem bem e no seguinte uma quantidade menor. De acordo com o cooperado, 2019 foi um ano de baixa produção. “Tradicionalmente, nos anos bons produzimos mais de mil sacas de café. Já em anos ruins, a produção cai até 70%”, revela.
Ele revela que ao longo dos anos as lavouras foram diminuindo devido aos preços, falta de mão de obra e geadas, que erradicaram muitas áreas. “Ficaram as famílias tradicionais, àquelas que gostam e que fazem questão de manter o café”, frisa. De acordo com ele, toda a produção é entregue na Coamo e se sente orgulhoso em ver o produto industrializado sendo consumido por milhares de pessoas. “É uma sensação muito boa. Produzir uma bebida admirada e faz parte da família brasileira.”
Conforme o engenheiro agrônomo Danilo Prevedel Capristo, da Coamo em Ivaiporã, a região de Jacutinga é onde se concentra a maior parte das lavouras de café. Ele revela que são estimados cerca de 200 alqueires com a cultura. “As famílias que ainda resistem estão sempre buscando novas tecnologias e alguns deles dependem exclusivamente da cultura como fonte de renda. Eles não abrem mão de lavouras produtivas e de produzirem café com qualidade.”
Fonte: Coamo

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Edição nº2809 – 18/02/2026

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