A BRF está investindo em tecnologia de inteligência territorial (via satélite) com o objetivo de fortalecer seu compromisso de mapear a procedência de 100% dos grãos provenientes dos biomas Amazônia e Cerrado até 2025, informou a companhia na quarta-feira (19).
Em parceria com uma empresa de inteligência territorial, o projeto de monitoramento de lavouras da BRF conta com banco de dados geográficos, visão espacial e rastreabilidade de territórios, impactando positivamente o negócio da companhia no que se refere ao fornecimento de grãos. Com essa tecnologia, a BRF monitora mais de 7 milhões de hectares de lavoura em sete estados brasileiros (MT, GO, MG, MS, PR, SC e RS).
“Conseguimos trazer mais eficiência à nossa atuação comercial. É possível, por exemplo, direcionar as visitas e o acompanhamento das lavouras que apresentam maiores índices de risco de quebra. Até o presente momento conseguimos monitorar 2 mil contratos com base em risco de quebra e de não entrega do produto, o que representa um volume de mais de 1 milhão de toneladas de grãos monitorados”, disse o diretor de Operações e Compras de Commodities da BRF, Gilson Ross, em nota.
A plataforma tecnológica é baseada em um algoritmo matemático de previsão de quebra de safra, que leva em conta um histórico de mais de 30 anos de dados edafoclimáticos (condições de solo e clima) e permite a análise de fatores como: uso do solo e base de identificação de cultura; precipitação acumulada e estimada de chuvas; temperatura média ocorrida; temperatura média estimada e data de plantio detectada via satélite.
O projeto conta também com um modelo matemático de mais de 8 mil variáveis, que cruza restrições de negócios – como os volumes de consumo e os estoques mínimos das unidades, capacidades de armazenagem, expedição e recebimento delas – e contratos de compra com dados de mercado.
Com isso, é possível otimizar e sugerir as melhores decisões para minimização de custos no suprimento das fábricas de rações, auxiliando no planejamento e na logística de recebimento e transferência de grãos da companhia.
Com base nesse sistema a BRF apresentou, apenas nas primeiras semanas de uso em setembro deste ano, um potencial de economia de R$ 3,5 milhões mediante uma nova ordenação de contratos e transferências dos insumos entre unidades de grãos. O modelo possibilita também uma mensuração periódica.
Segundo Gilson Ross, além de um potencial significativo de eficiência no campo mês a mês por meio da plataforma, são geradas mais de 80 mil análises socioambientais dos territórios de originação da companhia, contribuindo com a sustentabilidade da operação.
“Em pouco mais de um ano da execução desse projeto, já contamos com cerca de 90% de rastreabilidade de grãos de fornecedores diretos na Amazônia e Cerrado, que é o foco do nosso compromisso, além de expandirmos a rastreabilidade para mais de 90% nos demais biomas onde atuamos.”
Em sintonia com sua jornada de Commodities 4.0, a BRF investiu, somente no ano passado, R$ 10 milhões na atualização de plataformas existentes e implementação de novas tecnologias voltadas à eficiência territorial das compras e à garantia da rastreabilidade de grãos, que permitem o monitoramento integrado da cadeia de commodities.
Fonte: CarneTec





