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Blitz educativa mobiliza forças de segurança em Toledo no combate à violência contra a mulher

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Blitz educativa realizada na Praça Willy Barth orientou a população e divulgou canais de denúncia contra a violência à mulher. Foto: Gazeta de Toledo

Por Marcos Antonio Santos

Ação realizada na Praça Willy Barth marca o mês da mulher e reforça canais de denúncia e a importância da conscientização da população

O 19º Batalhão da Polícia Militar, em parceria com a Polícia Civil (Delegacia da Mulher), a Secretaria da Mulher e a Secretaria de Segurança e Trânsito (Patrulha Maria da Penha), realizou nesta quinta-feira, 5, uma blitz educativa com o tema “Diga Não à Violência Contra a Mulher”. A ação ocorreu na Praça Willy Barth, em Toledo, nas ruas Tiradentes e 7 de Setembro.

A iniciativa faz referência ao Dia Internacional da Mulher, comemorado neste domingo, 8 de março, e tem como objetivo conscientizar a população sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, reforçando que nenhum silêncio, controle ou forma de violência deve ser tolerado.

CONSCIENTIZAÇÃO – A diretora da Mulher da Secretaria da Mulher, Josines Aparecida de Oliveira Turella, explicou que a blitz realizada no mês dedicado às mulheres tem como objetivo conscientizar a população sobre a violência contra a mulher. Segundo ela, a presença de diversas forças de segurança busca chamar a atenção para o problema e informar os canais de denúncia oferecidos pela Secretaria da Mulher.

“Iniciamos esta ação em março, mês dedicado à mulher, como forma de celebrar a data e enfatizar a importância da denúncia. As denúncias chegam por meio de encaminhamentos de outros serviços, por atendimento direto às vítimas ou ainda de forma anônima. É crucial que essa mensagem também alcance os agressores”, afirma.

Ela também destacou um caso recente ocorrido no município. “Tivemos, inclusive nesta semana, um julgamento que demonstra o posicionamento firme do município de Toledo contra a violência. Houve também um caso atípico, em que a mulher agrediu o marido, resultando em esfaqueamento. Nenhuma das partes agiu corretamente. A mulher não deve, em hipótese alguma, confrontar o agressor. Nossa orientação é que, diante de violência, ameaça ou constrangimento, a mulher procure ajuda e nunca reaja”, orienta.

Canais da Secretaria da Mulher: telefone fixo (45) 3196-2750, WhatsApp (45) 99828-2344 e Instagram @esmulher.toledo.

Foto: Gazeta de Toledo

PM – Para a cabo da Polícia Militar, Fernanda, a violência contra a mulher vai além do relacionamento conjugal e pode ocorrer em diversos contextos e por diferentes agressores, inclusive fora de casa. Segundo ela, a Polícia Militar atende muitas ocorrências de violência doméstica e, posteriormente, a Patrulha Maria da Penha realiza acompanhamento com visitas para orientação e incentivo à denúncia.

“Há outras formas de violência que as mulheres enfrentam cotidianamente. Além disso, a violência doméstica não se restringe ao companheiro, marido, ex-marido ou namorado. Pode ser praticada por filhos, netos, enteados, entre outros. Assim, a violência doméstica possui diversos perpetradores, não se limitando ao parceiro”, explica.

Ela ressalta ainda que a violência também pode ocorrer em espaços públicos, como bares, boates e festas. “Nesses casos, não se configura violência doméstica, pois ela se restringe ao âmbito familiar. Trata-se de outro tipo de violência contra a mulher, em espaço público”, destaca.

Segundo a policial, o número de ocorrências é elevado. “A Polícia Militar atua predominantemente em casos de violência doméstica. Em um dia, de cada seis ocorrências registradas, quatro podem ser desse tipo. Eu, como integrante da Patrulha Maria da Penha, além do primeiro atendimento realizado pela Rádio Patrulha, também participo de uma segunda intervenção, que consiste na visita à mulher após o registro da ocorrência”, relata.

De acordo com Fernanda, entre dez e quinze dias após o atendimento inicial, a Patrulha Maria da Penha realiza visitas para compreender melhor a situação e oferecer orientações e encaminhamentos adequados. “O objetivo é sensibilizar a vítima sobre a importância de denunciar qualquer tipo de violência”, afirma.

A policial também orienta que as mulheres não ignorem os primeiros sinais de agressão. “É fundamental que, diante do primeiro sinal de violência, a mulher não ignore a situação. Ela deve denunciar e estar atenta aos sinais, pois o agressor geralmente apresenta um padrão de comportamento. É preciso denunciar e permanecer vigilante”, afirma.

Fernanda ressalta ainda que pessoas próximas podem ajudar a identificar situações de violência. Se alguém perceber algum sinal de agressão, é importante orientar e incentivar a denúncia. Segundo ela, conquistar a confiança da vítima é fundamental. “É preciso que a mulher se sinta segura para relatar o que está acontecendo, desabafar e formalizar a denúncia. A denúncia também pode ser feita por terceiros”, acrescenta.

Canais da Polícia Militar para denúncias: 190 e 181.

Fotos: Gazeta de Toledo

PATRULHA MARIA DA PENHA – A Patrulha Maria da Penha em Toledo atua na fiscalização de medidas protetivas de urgência e no acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica. O grupamento realiza visitas, garante a segurança das vítimas e trabalha em conjunto com a rede de proteção, com o objetivo de romper o ciclo de violência.

O guarda municipal Alessandro Jardel de Paula, responsável pela Patrulha Maria da Penha, revela que em Toledo há cerca de 1.200 medidas protetivas ativas, número que tende a crescer com as campanhas de conscientização.

“Estamos com mais de 1.200 medidas protetivas ativas, um número que tende a crescer com a realização de campanhas como esta. Observamos o impacto nos dias seguintes, com aumento nas denúncias. Nosso trabalho foca principalmente na fiscalização dessas medidas”, explica.

Segundo ele, as equipes realizam visitas às mulheres que possuem medidas protetivas para verificar se elas estão sendo cumpridas e se são efetivas. “Qualquer relato de descumprimento, por menor que seja, é imediatamente comunicado ao Judiciário para que as devidas providências sejam tomadas. Paralelamente, também desenvolvemos campanhas educativas e de orientação”, afirma.

INFORMAÇÕES – As campanhas educativas têm se tornado mais frequentes em Toledo. A expectativa é de que a informação e a educação contribuam para reduzir ou, ao menos, amenizar o problema.

“Estou realizando um estudo com base nos dados dos bairros com maior incidência de medidas protetivas e violência doméstica, para direcionar campanhas e políticas públicas às áreas com maior necessidade. Nosso objetivo é aumentar a segurança dessas mulheres”, relata.

Ele também destaca que a violência atinge todas as classes sociais. “Ela está presente em todas as classes sociais, bairros e faixas etárias. Sempre orientamos que a denúncia seja feita, independentemente da situação. Mesmo que o agressor prometa mudar, é fundamental que responda por seus atos. A vítima pode até decidir retomar o relacionamento, se desejar, mas não deve deixar de garantir que o agressor enfrente as consequências de suas atitudes”, conclui o GM Jardel.

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Edição nº2807 – 29/01/2026

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