Nova residente no Biopark quer escalar o processo de produção de mudas clonais de palmito pupunha e de produção de maniva-semente de mandioca com elevada qualidade genética e fitossanitária 

Um dos principais insumos para garantir a produtividade agrícola é o material propagativo, seja a semente ou a muda utilizada na implantação da lavoura. Os atributos de qualidade são ligados especialmente às características genética e fitossanitárias do material utilizado, e a produção com alto padrão de qualidade ainda apresenta uma grande demanda do setor produtivo para diferentes espécies vegetais.  
 
Para atender a este mercado, a Vivetech Agrociências, nova residente no Biopark, possui todo processo de produção que começa em um laboratório-biofábrica, onde as plantas são micropropagadas em condições controladas e específicas para cada espécie vegetal até chegar ao produtor. 
 
O Brasil é considerado um dos maiores produtores e consumidores de palmito do mundo. Dentre as diferentes espécies, o palmito pupunha se tornou o mais sustentável e viável economicamente, além de agradar o paladar do consumidor. No entanto, seu cultivo ainda carece de tecnologias para aumento de produtividade, incluindo a produção de mudas em escala com características selecionadas para a produção de palmito.  

Fundada em Marechal Cândido Rondon, a Vivetech Agrociências desenvolveu um processo para a geração de mudas clonais de pupunha mais produtivas. “Com este processo, conseguimos produzir mudas selecionadas a partir de plantas matrizes com as características desejadas para produção de palmito. Isso traz mais adaptabilidade das plantas nos locais onde serão inseridas. O ganho de produtividade é de mais de 40% além disso, o palmito chega à mesa do consumidor mais saboroso e macio”, destaca o sócio e engenheiro agrônomo, Douglas Steinmacher. 

 
A Vivetech também atua no segmento de mandiocultura, no qual a proposta da empresa é disponibilizar ao mercado os materiais propagativos com elevada qualidade genética e fitossanitária – tanto para finalidade industrial quanto ‘de mesa’. A empresa é licenciada para multiplicar e disponibilizar as mudas e manivas de todas as cultivares de mandioca recentemente lançadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA.  

Atualmente, a Vivetech produz as mudas de palmito em Marechal Cândido Rondon e comercializa para produtores do Vale do Ribeira, em São Paulo, que é a principal região produtora do país. O segmento de mandiocultura ainda está em fase de consolidação. “Com a vinda para o Biopark queremos expandir o quadro de colaboradores e a nossa produção. O objetivo também é atender os produtores da região”, conta Douglas. 

Entre os fatores que atraíram a empresa para o Biopark está a sinergia e as oportunidades de negócios. “Foi por meio das redes sociais que percebemos que o Biopark possui toda uma magnitude única. Acompanhamos as apresentações do fundador Luiz Donaduzzi, e concluímos que diversas empresas de pequeno, médio e grande porte que possuem ideias de inovação e tecnologia estão sendo atraídas para cá. Com isso, queremos além de ser parceiros do Biopark, buscar sinergia com outros negócios e possivelmente gerar grandes frutos para o futuro”, finaliza o empresário. Fone> Assessoria Biopark