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Biopark realiza evento sobre o desafio de alimentar futuramente cerca de 10 bilhões de pessoas

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Por Marcos Antonio Santos

De acordo com a ONU, haverá 9,7 bilhões de pessoas na Terra até 2050. Para alimentá-las, estima-se que a produção de alimentos deverá aumentar em 70 %. A indústria alimentícia já está trabalhando em formas de enfrentar tal desafio e os novos alimentos, desde insetos — endossados pela FAO — até microalgas ou inclusive carne artificial, estarão gradualmente presentes nos supermercados. E foi pensando na alimentação do futuro, que o Biopark, do município de Toledo, realizou nessa quinta-feira, 11, no auditório da UFPR, o I Encontro Alimentos do Futuro: “Perspectivas e tendências do setor produtivo paranaense em alimentos saudáveis”.

O vice-presidente do Biopark, Paulo Almeida comenta que alimentar quase 10 bilhões de pessoas foi um dos argumentos para a realização do encontro. “Esse é o desafio: de proliferar alimentação saudável a todos, porque a população continua crescendo, e isso é o que faz nos movimentar”. 

Os alimentos do futuro basicamente serão os mesmos da atualidade: leguminosas, feijão, ovos, leite, verduras, legumes, frutas, cereais, grãos, etc. Mas terão inovações, biotecnologias, bioprocessos, e acompanhados de perto pela engenharia biológica, engenharia de alimentos, medicina veterinária, zootecnia, agronomia e tecnologia. Paulo Almeida disse que o sonho é que a soja que tem uma escala absurda, por exemplo, tenha as mesmas propriedades favoráveis de um azeite. “Que a nossa soja com potencial de genética e biológica já alterada tenha as mesmas propriedades benéficas que um azeite consegue ofertar na nossa vida. Essas nuances temos que explicar para a sociedade, e isso não é muito fácil de fazer e envolve um esforço coletivo, que chamamos de cooperar para depois competir cada um dentro da sua casa e atingir a sociedade de uma maneira melhor. Os alimentos são base que nos dão condições de ter longevidade, tudo que atinge isso vai ter sucesso”, afirma.  

Para Paulo Almeida, o papel de um parque tecnológico é sempre alicerçar os novos avanços. “O evento dessa quinta tem o cunho de conseguir integrar toda a comunidade que tenha responsabilidade de fazer funcionar as pesquisas que daqui a algum tempo irão chegar à mesa, que é o tema no NAPI: alimentos saudáveis; de que maneira vamos conseguir cada vez mais desenvolver isso e como teremos esses impactos chegando no dia a dia das pessoas? E para isso é preciso conglomerar cooperativas; grandes empresas privadas; ter iniciativas do governo do estado, municipal, que estão sendo representados pela fundação Araucária; enfim, todos os stakeholders (partes interessadas) têm que estar trabalhando em harmonia por um sonho coletivo, por um interesse maior. E o nosso papel é conseguir ser essa massa que liga a todos, é conseguir esse ‘hub’ de integração”.

Foto: Assessoria/Biopark

NAPI – O encontro teve o intuito de ajustar as linhas de pesquisa e definir as diretrizes de atuação que serão desenvolvidas pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI), além de discutir o futuro da alimentação, tendências e a importância do investimento em pesquisa e inovação nesta área.

Os NAPIs focam em áreas prioritárias para o desenvolvimento do estado, promovendo criação de riqueza e qualidade de vida de forma sustentável, levando à maior assertividade dos instrumentos de apoio da Fundação Araucária e, consequentemente, melhor retorno sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

O evento foi voltado para gestores do segmento, especialistas da área, pesquisadores, estudantes, técnicos e público geral interessado. A programação contou com mesa redonda e palestras sobre tendências e mercado dentro das temáticas de alimentos industrializados, proteína vegetal e animal.

O encontro foi promovido pelo Biopark, Biopark Educação, Fundação Araucária, Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI-PR), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e EMBRAPA.

Foto: Assessoria/Biopark

BIOPARK – O Biopark tem o objetivo de atingir população de 75 mil pessoas e gerar mais de 30 mil postos de trabalho, e oferece mais de 20 benefícios exclusivos para quem deseja fazer parte. De acordo com Paulo Almeida, os trabalhos no Biopark estão acelerados.

“Antes falávamos do Biopark como um sonho, hoje está se consolidando. O primeiro loteamento que termina em agosto, já estamos com mais de 800 mil metros, temos mais de 20 edifícios em construção, nesse entorno já temos pessoas morando, são três universidades e mais de 150 empresas. O que é mais importante são as pessoas entenderem o que está acontecendo do lado delas, e deixo o convite para nos visitar, porque temos realmente uma terra de oportunidades e basta conseguirmos identificar o interesse de cada um para poder ajudar a alavancar esse sonho”.

Ele comenta que em breve será realizado o vestibular do Biopark. “A nossa campanha de vestibular de inverno terá o foco de que 90% dos alunos que estudam com a gente hoje, tem emprego antes de terminar a faculdade, isso é extremamente importante. Os alunos que passam no nosso vestibular e não são empregados não pagam a mensalidade, isso somente acontece porque o propósito da família Donaduzzi está sendo executado por todos. E a nossa região sempre foi rica em boas pessoas, agora é a oportunidade de conseguir desenvolver ainda mais”, diz.

O vice-presidente Paulo Almeida ressalta que viver bem envolve qualidade de vida, prazer e cultura. E ele revelou que o Biopark também irá realizar grandes shows no espaço. A divulgação das atrações terá um pré-lançamento provavelmente no dia 17 de junho, e os shows acontecerão em outubro.

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