O que há dez anos era uma área de terras agrícolas transformou-se em um dos grandes projetos de educação, pesquisa, inovação e desenvolvimento do Oeste do Paraná. Nesta terça-feira, 22 de setembro, o Biopark, em Toledo, celebra uma década de existência com mais de 170 empresas, investimentos de R$ 512 milhões em recursos próprios e novos projetos para o futuro. A programação comemorativa prevê a presença do governador em exercício, Darci Piana, e dos fundadores do empreendimento, Dr. Luiz Donaduzzi e Dra. Carmen Donaduzzi, que compartilharam suas experiências, conquistas e os sonhos que continuam movimentando o ecossistema.
Um sonho que o casal ainda custa a acreditar
Ao relembrar os dez anos do Biopark, o Dr. Luiz Donaduzzi revelou que, mesmo acompanhando diariamente o crescimento do empreendimento, ele e a esposa, Carmen, ainda se surpreendem com a dimensão do que construíram. Segundo ele, há momentos em que os dois observam o Biopark de longe e precisam confirmar um ao outro que tudo aquilo realmente está acontecendo. Para o empresário, os prédios, ruas, laboratórios e instituições de ensino representam apenas uma parte de um projeto muito maior, que continua em construção.
Carmen Donaduzzi: o legado vale mais que o patrimônio
Em um dos momentos de seu pronunciamento, a Dra. Carmen Donaduzzi revelou o verdadeiro significado do Biopark para o casal: deixar um legado capaz de transformar a vida das pessoas. Casados há quase 50 anos, Carmen e Luiz compartilham sonhos que ultrapassam os limites de seus empreendimentos empresariais. Para ela, a educação é o principal instrumento dessa transformação. A empresária destacou que as conquistas materiais somente fazem sentido quando proporcionam oportunidades para que outras pessoas construam uma vida melhor.
O médico que emocionou os fundadores
Um dos relatos mais emocionantes de Carmen Donaduzzi envolveu um atendimento médico recebido pelo casal. Ao final da consulta, o profissional revelou que somente havia conseguido se formar em Medicina graças à oportunidade de estudar em uma instituição de ensino cuja implantação contou com a participação e o apoio dos empresários. Para Carmen, histórias como essa renovam diariamente a disposição de continuar investindo na educação e mostram que o verdadeiro resultado do Biopark está também nas vidas transformadas pelas oportunidades oferecidas.
Dez anos de construção e milhares de colaboradores
Luiz Donaduzzi fez questão de reconhecer a participação das milhares de pessoas que contribuíram para a implantação e o crescimento do Biopark. Seu agradecimento começou pelos antigos proprietários das terras onde hoje está instalado o empreendimento e se estendeu aos trabalhadores, estudantes, pesquisadores, empresas e instituições parceiras. Carmen também destacou a importância do apoio recebido desde o início, inclusive do poder público municipal, que acreditou no projeto quando a área ainda não contava com a infraestrutura que possui atualmente.
Livro registra a história de quem construiu o Biopark

As comemorações dos dez anos também marcam o lançamento do livro O Futuro no Tempo Presente. A obra reúne 34 coautores que participaram da construção do ecossistema e registraram suas experiências ao longo dessa trajetória. Mais do que apresentar números e investimentos, a publicação resgata a participação das pessoas que transformaram um projeto idealizado pelo casal Donaduzzi em uma estrutura que hoje reúne empresas, instituições de ensino, pesquisadores, estudantes e profissionais de diferentes áreas.
Educação para quem pode e para quem não pode pagar
Luiz Donaduzzi destacou que um dos principais compromissos do Biopark é desenvolver um modelo educacional acessível, independentemente da condição financeira dos estudantes. Conforme explicou, a proposta é que aqueles que dispõem de recursos possam pagar pelos estudos, enquanto os que não possuem condições financeiras tenham acesso a bolsas. A educação constitui uma das prioridades do casal, que busca ampliar as oportunidades de formação e desenvolver métodos de ensino personalizados, capazes de atender às necessidades individuais dos alunos.
Donaduzzi Educação recebe R$ 36 milhões em investimentos
A celebração também marca o lançamento da Donaduzzi Educação, nova marca que passa a representar o antigo Biopark Educação. Atualmente, as iniciativas educacionais do ecossistema alcançam cerca de 10 mil pessoas. Somente em 2026, foram destinados R$ 36 milhões a bolsas de estudo, laboratórios, salas de aula e expansão das atividades educacionais. A nova identidade reforça a participação da educação no projeto de desenvolvimento idealizado pelos fundadores, que pretendem ampliar o acesso ao conhecimento e à formação profissional.
Parcerias internacionais para transformar o ensino
O Dr. Luiz Donaduzzi revelou que o Biopark está buscando experiências internacionais para desenvolver um modelo educacional diferenciado no Brasil. Entre as instituições mencionadas estão a Universidade de Helsinque, na Finlândia, a Universidade de Tsukuba, no Japão, e a Universidade Stanford, nos Estados Unidos. O empresário também citou negociações com a Universidade Columbia. A proposta é desenvolver metodologias de ensino personalizadas e escaláveis, com possibilidade de expansão inicial para outras regiões do Paraná e, posteriormente, para diferentes estados brasileiros.
Inteligência artificial exige uma nova maneira de aprender
Para Luiz Donaduzzi, a inteligência artificial está provocando transformações profundas na educação e no mercado de trabalho. Durante seu pronunciamento, ele destacou a necessidade de substituir métodos tradicionais por modelos que valorizem o aprendizado contínuo, as metodologias ativas e o ensino personalizado. O empresário também manifestou preocupação com os impactos das novas tecnologias sobre o emprego e defendeu a formação permanente como instrumento para preparar as pessoas para as mudanças que deverão ocorrer nos próximos anos.
Hospital e Eixão estão entre as prioridades dos próximos dez anos

Ao projetar o futuro do Biopark, Luiz Donaduzzi apontou duas obras de infraestrutura como fundamentais para o desenvolvimento do empreendimento: a construção de um hospital e o avanço do Eixão Norte, via destinada a melhorar as condições de acesso e a segurança de quem se desloca diariamente para o local. O empresário também destacou a necessidade de ampliar os laboratórios, fortalecer as atividades de pesquisa e dar continuidade à expansão educacional. Para ele, a celebração dos dez anos representa mais uma etapa de um projeto que ainda tem muito a crescer.
Metade da fortuna do casal destinada à educação e à inovação
Uma das declarações de maior impacto do pronunciamento de Luiz Donaduzzi foi a revelação de que ele e Carmen estão destinando metade de sua fortuna à construção de um instituto voltado à concessão de bolsas de estudo, à implantação de uma universidade de inovação, ao desenvolvimento de laboratórios e ao empreendedorismo. A iniciativa, segundo o empresário, está ligada ao compromisso do casal de criar oportunidades e assegurar a continuidade do projeto educacional e científico que vem sendo desenvolvido no Biopark.
Pesquisa compartilhada aproxima empresas e Governo do Paraná
Na área da inovação, Luiz Donaduzzi destacou o desenvolvimento de um modelo de pesquisa compartilhada, realizado em parceria com o Governo do Paraná e dez grandes empresas. A proposta é reunir esforços para investigar problemas comuns, compartilhar conhecimentos e reduzir os custos das pesquisas. Segundo o empresário, o sistema permite ampliar a capacidade de inovação e desenvolver soluções que atendam às necessidades de diferentes setores da economia.
Biopark também transforma conhecimento em novos produtos
O trabalho de pesquisa e desenvolvimento do Biopark também apresenta resultados no setor de alimentos. Ao longo de sua trajetória, o ecossistema desenvolveu 40 queijos finos e mantém outros 49 em desenvolvimento. A iniciativa demonstra a aplicação prática do conhecimento científico na criação de produtos, no aperfeiçoamento dos processos produtivos e na geração de oportunidades para o setor agroindustrial, uma das principais atividades econômicas do Oeste do Paraná.
Carmen sonha em voltar ao Biopark daqui a 30 anos
Em uma das passagens mais pessoais de seu pronunciamento, Carmen Donaduzzi imaginou como seria retornar ao Biopark 30 anos depois de sua partida. Ela gostaria de reencontrar a queijaria, os laboratórios, as árvores, as ruas e tudo aquilo que ajudou a construir com tanto carinho. O desejo traduz sua preocupação com a continuidade do projeto e com a preservação de seus propósitos. Para Carmen, mais importante do que celebrar o que já foi realizado é garantir que as próximas gerações possam usufruir das oportunidades criadas pelo empreendimento.
Dez anos depois, o sonho continua
Carmen Donaduzzi encerrou sua manifestação lembrando que os projetos do casal não terminam quando se apagam as luzes dos escritórios. Muitas ideias surgem em casa, durante uma conversa, uma viagem ou enquanto compartilham um chimarrão. São nesses momentos que Luiz e Carmen continuam imaginando novos investimentos e oportunidades. Dez anos depois da fundação do Biopark, os dois seguem olhando para o futuro com a mesma disposição de transformar ideias em realidade, agora com o propósito de assegurar que o legado construído tenha continuidade pelas próximas gerações.
Cinco votos mantêm Deltan fora da campanha

A decisão do TSE foi tomada no plenário virtual. Votaram pela manutenção da suspensão os ministros Floriano de Azevedo Marques, Dias Toffoli, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis. O presidente da Corte, Nunes Marques, e o ministro André Mendonça votaram pela derrubada da liminar. Com isso, Deltan permanece impedido de pedir votos, participar de debates, utilizar recursos públicos de campanha e veicular propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.
Decisão de 2023 está no centro da disputa
O processo tem origem na decisão do TSE que, em 2023, cassou o mandato de deputado federal de Deltan Dallagnol. Na ocasião, a Corte entendeu que ele havia pedido exoneração antecipada do Ministério Público Federal para evitar possíveis consequências de procedimentos disciplinares, em uma situação enquadrada na Lei da Ficha Limpa. Em 8 de setembro deste ano, entretanto, o TRE-PR deferiu sua candidatura ao Senado por quatro votos a três. O tribunal regional considerou, entre outros argumentos, o arquivamento posterior dos procedimentos disciplinares. A controvérsia agora é saber se a decisão anterior impede o registro da candidatura para as eleições de 2026.
Nunes Marques vota pela retomada da campanha
Em seu voto, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, defendeu a derrubada da liminar e o restabelecimento dos direitos eleitorais de Deltan. Para o magistrado, o artigo 16-A da Lei das Eleições permite que candidatos com registro ainda em discussão judicial continuem fazendo campanha, arrecadando recursos e participando da propaganda eleitoral. Nunes Marques também argumentou que a suspensão, nas semanas anteriores à votação, pode causar prejuízos irreversíveis, uma vez que o tempo de campanha perdido não poderá ser recuperado. O ministro ressaltou, porém, que seu posicionamento não antecipa uma decisão definitiva sobre a elegibilidade de Deltan.
André Mendonça também questiona a suspensão
O ministro André Mendonça acompanhou a divergência e votou contra a manutenção da liminar. Em sua manifestação, destacou que as condições de elegibilidade devem ser examinadas a cada eleição e que decisões referentes a pleitos anteriores não dispensam uma nova análise dos fatos. Mendonça também considerou que a interrupção da campanha pode produzir danos de difícil reparação ao candidato. Para ele, o julgamento definitivo do registro poderia ocorrer antes do primeiro turno, sem a necessidade de impedir antecipadamente os atos de campanha.
Deltan contesta participação de Dias Toffoli
Em nota à imprensa divulgada na segunda-feira (21), Deltan Dallagnol questionou a participação do ministro Dias Toffoli no julgamento. O candidato alega que o processo tramitou sob sigilo e que sua defesa não teve acesso aos autos antes da decisão, ficando impedida de apresentar seus argumentos e de questionar a imparcialidade do magistrado. Deltan também sustenta que a suspensão da campanha contraria o artigo 16-A da Lei das Eleições. As alegações integram a manifestação do candidato e não constituem conclusão judicial sobre a atuação de Toffoli.
Afinal, Deltan continua candidato?
Sim. Até esta terça-feira (22), a situação é a seguinte: Deltan permanece com o registro deferido pelo TRE-PR, mas está impedido de realizar atos de campanha por determinação do TSE. A decisão de segunda-feira manteve a liminar, sem julgar definitivamente o recurso contra seu registro. Seu nome continua previsto para constar na urna eletrônica em 4 de outubro. Entretanto, a validade dos votos que receber dependerá do desfecho do processo de registro. A palavra final sobre sua elegibilidade ainda cabe à Justiça Eleitoral.





