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Bem-aventurados os que acolhem a Palavra de Deus

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D. João Carlos Seneme. Foto: Reprodução

São Lucas, no evangelho (Lc 6,20-26) deste domingo, insere as bem-aventuranças e os “ai de vós” no âmbito da fé. O ser humano coloca sua confiança em Deus ou nas coisas que possui? Nas cenas anteriores acompanhamos Jesus que escolhe seus discípulos e há uma multidão que o acompanha sedenta por suas palavras. Neste contexto, Jesus apresenta seu “programa de vida”, é uma palavra decisiva. Quem a acolhe é seu discípulo; quem a anuncia é apóstolo. O mundo é o conjunto da multidão que deve escutar sua palavra.

O texto de hoje (13/02) é chamado de “bem-aventuranças”. Ele contém a mensagem definitiva de Jesus diante do complexo de verdades limitadas que são anunciadas pela humanidade. Segundo os fariseus, Deus está com aqueles que obedecem às exigências da lei; outros supõem que Deus se manifesta em uma experiência íntima, outros o encontram nos ritos sagrados e outros ainda o veem no juízo futuro que destruirá o mundo pervertido. Jesus apresenta sua palavra que propõe que Deus se revelou como um poder de salvação que acolhe os pequenos da terra enriquecendo-os e oferecendo-lhes o seu Reino.

As bem-aventuranças constituem a expressão da presença de Deus na existência da humanidade. Aqui é proclamado o mistério de graça e bondade que dá sentido à vida. Os pobres, os quem têm fome, os que choram já possuem a vida e são felizes. Não são felizes em si mesmos – porque são pobres e esquecidos – mas porque descobrem que Deus os enriquece em Jesus Cristo.

São Lucas contrapõe os pobres e os ricos, os famintos e os saciados, os que choram e os que riem, os rejeitados e os reconhecidos. Coloca em evidência que os “ai de vós” não são um tipo de condenação; como os “bem-aventurados” não exprimem aprovação de uma situação socioeconômica. Aqui se trata de uma afirmação clara sobre a inversão dos critérios que acabam colocando em julgamento a humanidade e suas escolhas.

O texto evangélico convoca todos os que têm fé e a própria Igreja a testemunhar que o fundamento da existência não está nas riquezas, mas no próprio Deus. O vigor do texto chama a atenção porque a questão é profunda: não basta um desapego afetivo e interior. O evangelho diz claramente que tudo o que temos deve ser colocado a serviço de todos, principalmente dos mais necessitados. Neste sentido, a comunidade cristã é obrigada a rever o uso dos bens em perspectiva de fidelidade ao evangelho de Jesus Cristo.

Jesus nos ensina que é melhor dar do que receber, é melhor servir do que dominar, compartilhar do que querer tudo para si, perdoar do que vingar-se. Se prestarmos atenção no mais íntimo de nosso ser percebemos que Jesus tem razão. Portanto, as “bem-aventuranças” e os “ai de nós” de Jesus devem gritados em alto e bom som por todos nós que acreditamos e seguimos Jesus Cristo.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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Edição nº2810 – 24/02/2026

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