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Banco de Leite do HUOP atende bebês prematuros e amplia campanha de doação de leite humano

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Foto: divulgação

Celebrado em 19 de maio, o Dia Nacional da Doação de Leite Humano chama atenção para um gesto simples que pode salvar vidas. No Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), o leite humano doado é fundamental para a recuperação de recém-nascidos prematuros internados na UTI Neonatal, especialmente aqueles que ainda não conseguem ser amamentados diretamente pelas mães.

Os bebês prematuros necessitam de cuidados específicos desde os primeiros dias de vida. Além da fragilidade clínica, muitos nascem sem reservas nutricionais importantes, o que torna o leite materno essencial para o desenvolvimento e fortalecimento do organismo.

Segundo a enfermeira supervisora da UTI Neonatal do HUOP,  Grasiely Masotti S. Barreto, o leite humano vai muito além da alimentação. “O leite materno desempenha um papel fundamental nos primeiros seis meses de vida, sendo a fonte mais completa de nutrição e proteção para o bebê, oferecendo proteção contra diversas patologias, o que é especialmente relevante para os bebês que nasceram antes do tempo”, explica. 

Ela destaca ainda que os benefícios aparecem diretamente na evolução clínica dos recém-nascidos prematuros internados. “Bebês prematuros que recebem leite humano apresentam melhor evolução clínica, com menor mortalidade, menor risco de infecções graves, além de menor tempo de internação em UTI Neonatal e ganho de peso mais rápido”, afirma Grasiely.

Quando a mãe não consegue produzir leite suficiente para atender a demanda do próprio filho, o Banco de Leite Humano se torna essencial para garantir a alimentação segura desses bebês. Todo o processo, desde a coleta até a distribuição, segue normas rigorosas de segurança e controle de qualidade.

Jociani Fátima Castro, coordenadora do Banco de Leite Humano do HUOP, explica que o leite passa por várias etapas antes de chegar aos recém-nascidos. “Quando o leite chega ao Banco de Leite Humano do HUOP, ele passa inicialmente por uma etapa de recepção, identificação e avaliação criteriosa. Em seguida, o produto passa pela pasteurização, procedimento fundamental para garantir segurança microbiológica sem comprometer as propriedades nutricionais e imunológicas do leite humano”, conta. Após a pasteurização, o leite ainda é submetido a exames laboratoriais microbiológicos. Somente depois de aprovado em todas as etapas ele é liberado para consumo.

Para muitos bebês internados na UTI Neonatal, o leite humano doado é essencial nos primeiros dias de vida, ajudando no fortalecimento do organismo e reduzindo riscos de complicações comuns da prematuridade. “Mais do que alimento, o leite humano doado representa vida, proteção e esperança para muitos recém-nascidos internados. Cada doação pode beneficiar diversos bebês e contribuir significativamente para a recuperação e desenvolvimento desses pacientes”, ressalta. Cada frasco recebido carrega um impacto direto na recuperação desses recém-nascidos.

Na UTI Neonatal, o cuidado com a administração do leite também é rigoroso. A enfermeira Anelise Vieczorek, do Banco de Leite Humano, explica que o leite da própria mãe é sempre a primeira opção para os prematuros. “A primeira coisa na dieta de um prematuro é a escolha do melhor leite, que vai ser sempre o leite materno, o leite humano e, em especial, se for possível, da própria mãe”, afirma.

A realidade da prematuridade é vivida diariamente por mães como Hermine Bordotte, mãe das gêmeas Maria Vitória e Isabel, nascidas com apenas 28 semanas de gestação. As bebês estão internadas há quase dois meses na UTI Neonatal do HUOP e recebem acompanhamento constante da equipe multiprofissional.

Hermine conta que, desde o nascimento das filhas, passou a entender ainda mais a importância do leite humano para o crescimento e recuperação das bebês. Sempre que possível, ela realiza a retirada do próprio leite para contribuir na alimentação das gêmeas, mas também recebe apoio do Banco de Leite Humano quando necessário. “Se for da mãe, principalmente, ajuda muito mais no crescimento da criança, para ela se fortalecer, porque vem da mãe. Mas o leite que eles usam aqui ajuda bastante também no crescimento das crianças”, relata. 

Ela afirma que acompanhar diariamente a evolução das filhas tem sido um processo desafiador, mas também cheio de esperança. Segundo Hermine, perceber o cuidado da equipe e saber que outras mães doadoras ajudam bebês como as suas filhas traz ainda mais gratidão nesse momento delicado. O Banco de Leite Humano do HUOP orienta que mulheres saudáveis, que estejam amamentando e tenham excesso de leite, podem se tornar doadoras. Pequenas quantidades podem fazer grande diferença para bebês prematuros e recém-nascidos de alto risco que dependem desse alimento para sobreviver e se desenvolver.

Fonte: Unioeste

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