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Audiência pública: números do primeiro semestre de 2026 são apresentados pela Emdur

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Foto: Câmara de Vereadores

A Câmara de Toledo promoveu a audiência pública de prestação de contas da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdur)Foram apresentados os Relatórios de Execução Orçamentária e de Gestão Fiscal, como determina a Lei “R” n° 71/2018. A audiência pública foi realizada na manhã desta quarta-feira (2), no Auditório e Plenário Edílio Ferreira.

O diretor-superintendente Cesar Kruger e a equipe técnica da Emdur apresentaram os dados e obras realizadas durante os primeiros seis meses de 2026. Representada pelos vereadores Jairo Cerbarro, Pedro Varela, Roberto de Souza e Professor Genário, a Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) organizou a audiência. Os parlamentares Professor Oseias, Katchi Nascimento, Sergio Japonês e Professora Marli também participaram do encontro.

No 1° semestre de 2026, o total da receita líquida alcançou R$ 20.640.398,23 – a receita bruta foi de R$ 22.284.215,27. Pavimentação rural liderou as receitas, com o total de R$ 9.541.925,86 (43%). Por setor, as receitas seguintes foram: R$ 4.691.314,95 em pintura da malha viária (12% do total); R$ 1.385.308,25 em aterro sanitário (6%); 1.225.691,27 em galerias (6%); R$ 987 mil em cemitérios (4%); R$ 609 mil em pinturas diversas (3%); R$ 537 mil em paisagismo (2%); R$ 378 mil na rodoviária (2%); e R$ 122 mil em construção civil (1%). Junho foi o mês com o maior registro de receita bruta em obras no período, com o total de R$ 5.297.462,11.

Em despesas e custos nesses seis meses, o relatório apontou o total de R$ 25.253.219,39. Custos são os gastos necessários para que serviços, bens ou produtos produzidos pela empresa sejam executados. As despesas estão divididas da seguinte forma: 35% em salários e encargos (com 240 empregados públicos ativos); 27% em material aplicado e de uso e consumo; 11% na manutenção da frota e de equipamentos; 8% em benefícios aos funcionários; 7% em combustíveis e lubrificantes; 6% de depreciação; 2% em despesas com concessão; 1% com energia elétrica, água e telefone; 1% com estágios e aprendizagem; 1% em materiais de segurança do trabalho; e 1% com sistema de informação.

A produção da Emdur alcançou a marca de 10.913,82 toneladas na usina de asfalto, entre os meses de janeiro e junho de 2026. A fábrica de artefatos de cimento produziu 241,9 m³ no semestre. Em pedreira, a empresa produziu 31.888 m³. O capital social da Emdur aumentou em relação ao fim de 2025. Agora, com a aquisição de uma caminhonete Chery pick-up 2013/2014, o saldo está em R$ 28.215.757,72.

O resultado acumulado do semestre foi um déficit de R$ 3.617.108,68. Sobre fluxo de caixa, a Emdur atribuiu uma dificuldade por conta de uma reduzida entrada de recursos entre fevereiro e maio e pelo atraso no pagamento de obras realizadas por meio de convênios estaduais. As obras de convênio em execução apresentadas somam cerca de R$ 45 milhões. Desse total, a empresa já executou R$ 15.713.587,24 em serviços.

Do valor executado, R$ 10,427 milhões já passaram por medição. A empresa recebeu R$ 7,299 milhões. Outros R$ 3,128 milhões já foram medidos e aguardam pagamento. Há ainda R$ 5,286 milhões executados, mas que dependem de medição. Somadas as obras estaduais, a Emdur possui R$ 8.414.585,40 a receber. Com aproximadamente R$ 377 mil referentes a contratos do Finisa, o total se aproxima de R$ 8,8 milhões.

A direção informou que ainda existem valores de serviços de pintura viária, aterro e rodoviária que não foram incluídos nesse cálculo. Os atrasos, que podem variar entre 60 e 90 dias, comprometeram o fluxo de caixa e provocaram pendências com fornecedores. Segundo a administração da Emdur, os valores a receber são suficientes para quitar as obrigações e manter saldo em caixa. A planilha apresentada está disponível no vídeo da audiência (a partir de 42:03). O relatório foi apresentado ao Conselho de Administração, que não realizou objeções.

Foto: Câmara de Vereadores

Contratos e obras

Em relação aos contratos continuados, os representantes da Emdur listaram: a manutenção do Aterro Municipal; o contrato do paisagismo; o contrato de manutenção de galerias, meios-fios e bocas de lobo; o contrato de administração dos cemitérios municipais e a administração da Rodoviária. 

Contratos de pavimentação rural em execução totalizam R$ 25.240.149,00. Em contratos de urbanização, a Emdur registrou R$ 48.280.359,32. A soma de contratos em execução atinge a marca de R$ 73.520.508,32.

Entre as obras apresentadas na audiência, os representantes da empresa listaram: a pavimentação asfáltica da ciclovia Toledo-Novo Sobradinho; a implantação do kartódromo e da pista de drift, localizados no Autódromo Municipal Rafael Sperafico (BR-163/PRC-467); a segunda etapa da reurbanização da Avenida Ministro Cirne Lima; a pavimentação da estrada rural OT 312A (Dois Marcos) e da OT 457F (Nova Concórdia e Vila Ipiranga); pinturas viárias; e outras revitalizações e reformas. Todas as intervenções – concluídas e em andamento – estão disponíveis no relatório apresentado.

Buracos

Os vereadores questionaram a durabilidade dos serviços de tapa-buracos realizados nas vias de Toledo. Relataram que, em vários pontos, o material se solta após as primeiras chuvas. Também perguntaram se há falhas na preparação na execução dos reparos.

Os representantes explicaram que a Emdur não define os locais que receberão os serviços. A Secretaria Municipal de Infraestrutura Rural e Urbana e de Serviços Públicos identifica as demandas e encaminha as ordens de serviço. A empresa pública atua conforme os contratos e as determinações recebidas.

Segundo a equipe técnica, os reparos que apresentam menor durabilidade utilizam massa asfáltica fria. O material tem custo mais baixo e serve como solução provisória, de modo paliativo. A massa fria é aplicada pela Secretaria de Infraestrutura como atendimento inicial aos buracos, até a execução do serviço definitivo. A massa quente é utilizada pela Emdur e exige projeto técnico, ordem de serviço, laudo e acompanhamento de engenharia. Diante do aumento das chuvas, o Município e a Emdur passaram a utilizar reparos emergenciais já com massa quente. A técnica apresentou maior resistência e poderá substituir o procedimento anterior.

Fonte: Departamento de Comunicação/Câmara de Vereadores

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