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Ato no Lago Municipal homenageia Andressa Dani e vítimas de feminicídio em Toledo

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Foto: Gazeta de Toledo

Da Redação

Amigas, familiares e mães de outras vítimas se reuniram para pedir justiça, denunciar a violência e reforçar a importância da denúncia

Na tarde desse domingo, 15, no Parque Ecológico Diva Paim Barth – Lago Municipal, aconteceu o ato em memória de Andressa Dani de Souza, organizado por suas amigas. O objetivo do ato foi homenagear as vítimas de feminicídio aqui em Toledo, que lamentavelmente ocorreram na nossa cidade. Por volta das 16h, as mulheres resolveram fazer uma roda de conversa, com cada uma contando seus problemas, vividos no dia a dia com ex-companheiros e companheiros, tentando buscar soluções para esse problema chamado feminicídio em Toledo. Dois cartazes chamaram a atenção no ato: um deles dizia “A maior epidemia no Brasil é o feminicídio”. O outro trazia a frase “Somos o grito das que não estão mais aqui”. No grupo de WhatsApp “Ato Dani Presente”, a diretora da Mulher da Secretaria Municipal da Mulher, Josines Aparecida de Oliveira Turella, escreveu que elas seguem unidas com coragem e propósito, que cada voz importa, que não estão sozinhas e que a memória de Dani e de tantas outras reforça que, juntas, são mais fortes.

AMIGA – Amiga de Dani de Souza, Vanessa Matos colaborou na organização do ato. Após um minuto de silêncio, Vanessa falou sobre o feminicídio. “Não tem palavras para descrever. Foi uma covardia imensa. A Dani era uma pessoa incrível, alegre, companheira, amiga para tudo que precisasse. Não tem palavras para descrever tudo que a gente está sentindo nesse momento, a falta que ela vai fazer para nós, para os filhos dela. Ela só queria viver. Então a gente só pede justiça”.

Fotos: Gazeta de Toledo

Questionada se Dani comentava sobre ameaças do ex-companheiro, Vanessa disse que acredita que o crime foi premeditado. “Eu creio que sim. A pessoa sair de casa e ir lá fazer o que fez deve ter convicção do que está fazendo. Ela sempre comentava com a gente, a gente sempre deu conselhos, mas não acreditava que ele teria tamanha capacidade, por ela ser mãe dos filhos dele, por eles terem vários anos de casamento. Cinco filhos eram dele. A gente não consegue entender o que passou na cabeça dele, as crianças, tudo que viveram juntos. Foram anos, desde os 13 anos dela. Ela vivia com ele, casada com ele. É algo que ainda não entra na nossa cabeça”.

Sobre a violência, Vanessa afirmou que não era recente. “Eles já separaram e voltaram várias vezes. Já teve ocasião de ele agredi-la aqui no lago, quando ela precisou se esconder. Foi há algumas semanas. A gente temia, mas não teve muito o que fazer”.

Sobre os cinco filhos, ela contou que a família está enfrentando o luto aos poucos. “A ficha está caindo aos poucos, principalmente para a neném, que tem dez meses. O filho mais velho é autista, então não tem plena compreensão do que está acontecendo, mas há muita revolta. Vai ser uma luta.” Segundo ela, a avó tem condições de cuidar das crianças, com apoio de amigos.

Foto: Gazeta de Toledo

OUTRAS VÍTIMAS – Também estavam no ato as irmãs de Neide, 38 anos, assassinada a tiros pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento.

E Maria Nice, mãe de Gabrielle de Lima Rodrigues, 34 anos, assassinada por arma branca pelo ex-companheiro, que também não aceitava o fim do relacionamento.

“A minha filha faleceu no dia 18 de março de 2024. É uma dor tão grande que não passou e acho que não vai passar nunca. É uma dor que ameniza, mas está sempre ali. Vendo a família da Dani passar por tudo isso, a gente se coloca no lugar dela também, porque é uma dor que você não faz ideia. A família vai carregar isso para sempre. Minha filha deixou duas crianças pequenas, e a Dani também deixou filhos. Hoje eles estão comigo, fazem tratamento psicológico e terapias. Estão tendo todo o amparo que precisam de mim e do meu esposo.”

Sobre o que diria às mulheres que sofrem agressões, ela reforçou a importância da denúncia. “Tem que denunciar. A gente nunca imagina que o agressor vai chegar a esse ponto. Minha filha viveu um relacionamento abusivo por 20 anos. Tinha 16 quando conheceu ele, foi o primeiro namorado, teve os filhos. A gente percebia que ele não era dedicado, vivia como solteiro, e tentamos ajudar de todas as maneiras. Mas quando a mulher está nesse relacionamento, é muito difícil sair. Se as pessoas ao redor conhecem essas vítimas, que denunciem, que não tenham medo, que não se calem. São vidas que estão sendo ceifadas. Eu estou passando por isso, lutando na Justiça, mas isso não traz minha filha de volta”.

CASO – Andressa Dani de Souza, 30 anos, foi morta a tiros na manhã de 8 de fevereiro, por volta das 5h, em Toledo. A ocorrência foi registrada em frente a uma casa noturna na Avenida Parigot de Souza.


Andressa foi atingida por um disparo de arma de fogo no rosto, efetuado com um revólver calibre .38, e morreu no local antes de receber socorro.

Uma segunda mulher também foi atingida de forma leve na cabeça, foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para atendimento médico, sem risco de morte.

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Edição nº2807 – 29/01/2026

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