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Atividades pecuárias puxam consumo de energia, mas são dependentes de melhorias

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Foto: Wirestock

A Copel divulgou que o Paraná fechou o ano de 2024 com aumento acumulado de 7,3% no consumo de energia elétrica. Os dados constam no desempenho do chamado “mercado fio” da companhia. Segundo dados da companhia, a agropecuária está entre os três maiores consumidores de energia, com base no apurado durante todo o ano de 2024. Os produtores rurais elevaram o consumo em 8,1%, ficando atrás do consumo residencial – que aumentou 11,2% e do consumo do comércio que registrou alta de 9,1 %.

Para o presidente do Sindicato Rural de Toledo, Nelson Gafuri, o levantamento feito pela companhia traz índices importantes de crescimento no consumo, mas ele considera ser necessária maior atenção na qualidade do fornecimento e do restabelecimento da energia quando ocorrem as interrupções. Ele cita as atividades pecuárias como as mais sensíveis a esse tipo de ocorrência, e que são altamente demandantes de energia.

“O problema que enfrentamos é quando ocorrem as quedas. O produtor rural sofre muito com a interrupção no fornecimento. É preciso que as autoridades olhem com mais atenção para esse problema porque o produtor rural não pode ficar nem mesmo uma hora sem energia no aviário. Uma hora com galpão fechado cheio de aves, ou um açude sem aeração no caso da piscicultura, é o suficiente para ocorrer a mortalidade dos animais e o prejuízo está instalado. Por isso que nós reforçamos esse apelo dos produtores para que o fornecimento seja constante e no caso de interrupção, que o restabelecimento aconteça rapidamente”, pontua.

A observação feita pelo Sindicato Rural de Toledo se justifica, ainda mais quando se fala que o agronegócio é altamente demandante de energia para manter as atividades primárias, as quais são geradoras de empregos em outros segmentos da indústria e do comércio.

Gafuri comenta outra consequência da demora no restabelecimento de energia. “Já tivemos casos de 10, 12 horas ou mais que produtores ficaram sem energia para as suas granjas. E o que precisaram fazer? Acionar o gerador, que funciona com óleo diesel. Agora o combustível foi reajustado e isso é outra preocupação. Enfim, é importante ver que aconteceu o aumento de consumo, mas precisamos que governo e empresa olhem com mais atenção o produtor rural”, considera.

AUMENTO DO COMBUSTÍVEL 

Com o aumento do diesel, sobem os custos na agropecuária. A movimentação de insumos e a entrega da produção acontecem sobre rodas movidas por este combustível que agregou seu valor nos últimos dias.

Somente de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é estadual, a alíquota é de 17,3%. “A cada 1 mil litros, são 170 ‘litros’ em impostos”, compara Gafuri. Se somar os impostos federais, são mais 5,3% na composição do litro do diesel. Nesse caso, o índice sobe para 22,6% de impostos sobre o combustível. Tomando o mesmo exemplo com esse percentual, o produtor e demais consumidores recolhem para o Estado e União Federal o equivalente a 220 litros em impostos a cada 1 mil litros abastecidos.

Composição dos preços dos combustíveis

DIESEL – preço médio: R$ 6,13 (em 05/02/2025)

R$ 0,95 Distribuição e Revenda (15,5%)

R$ 0,82 Biodiesel (13,3%)

R$ 1,06 Imposto Estadual (17,3%)

R$ 0,32 Impostos Federais (5,3%)

R$ 2,98 Parcela Petrobras (48,6%)

Fonte: Petrobras (disponível em https://precos.petrobras.com.br/w/diesel/pr)/SRT

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Edição nº2811 – 02/03/2026

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