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Aterro sanitário de Toledo vem recebendo descarte irregular

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Por Marcos Antonio Santos

Mesmo com todo o investimento, e são cerca de R$ 14 milhões, os problemas no aterro sanitário do município de Toledo são graves, principalmente quanto a separação do lixo orgânico, o reciclável e resíduos sólidos.

Fotos e vídeos mostram os caminhões da empresa responsável pelo recolhimento de lixo do munícipio fazendo o descarregamento no aterro sanitário, e todo o tipo de lixo e entulhos estão misturados:  lixo orgânico; resíduos sólidos; e caixas de papel, pneus, grades de ferro e outros materiais que deveriam ser reciclados pela Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR), que está localizada junto ao Aterro Municipal. O aterro sanitário é o local onde é destinado os resíduos sólidos gerados pelos moradores das cidades.

O mais preocupante é que uma vez por semana, funcionários da Empresa de Desenvolvimento Urbano (Emdur) fazem o aterramento de todo o lixo, e pelo visto não é somente os resíduos sólidos, está sendo aterrado também o material reciclado, pneus, grades de ferro e caixas de papelão. A Emdur realiza o processo de espalhar e compactar o lixo em camadas no terreno, que posteriormente será coberto por terra. 

Aterro vem recebendo caixas de papel, pneus, grades de ferro e outros materiais que deveriam ser reciclados. Foto: arquivo pessoal

O secretário Municipal de Meio Ambiente, Junior Henrique Pinto, se mostrou estarrecido quando a reportagem da Gazeta de Toledo lhe informou o que está acontecendo no aterro sanitário. “Essa carga tem muito reciclado (vídeo visto pelo secretário e encaminhado pela Gazeta de Toledo), estou entrando em contato com meu coordenador e vamos falar com o motorista para entender o motivo que ele levou essa carga para baixo”.

Segundo o secretário, não se tem orientação da secretaria de Meio Ambiente para mandar reciclado para os volumosos. “Reciclados quando está misturado com orgânico é na célula. Se a carga for volumosa, aí sim vai para baixo. E pneu é descarte irregular”. Resíduos volumosos não são coletados junto com o lixo doméstico.

Pela surpresa do secretário Junior Henrique pode estar faltando mais fiscalização no aterro sanitário. E o descarregamento dos caminhões da empresa que recolhe o lixo no município é durante a luz do dia. Outro detalhe importante é que a quantidade de lixo que não deveria ser aterrado e que está espalhado pelo aterro sanitário não é pouca, incluído resto de móveis, baldes de plástico e latas vazias de tinta.

Durante a manhã dessa quarta-feira, 24, Junior estava no aterro sanitário e disse que não viu nada de anormal. “ Estou aqui na célula e aparentemente vejo a quantidade de material que vem misturado no lixo orgânico, não tem nada de atípico. Única questão diferente são contêineres amarelinhos que muitas vezes estão carregados de orgânico e não se consegue processar nada. A orientação nesse caso é encaminhar esse lixo para célula e não para o barracão de recicláveis, porque pode estragar todo o material já armazenado no local. Acredito que neste mês iremos bater cerca de 200 toneladas de lixo reciclável comercializado na Unidade de Valorização de Recicláveis. A nossa média mensal é de 145 toneladas”.  

O aterro é o local onde é destinado os resíduos sólidos gerados pelos moradores das cidades. Foto: arquivo pessoal

NOVO ATERRO – Mesmo com todos esses problemas em breve o município de Toledo irá ganhar uma nova estrutura no aterro sanitário avaliada em R$ 14 milhões. “Está sendo feito uma obra de um novo aterro no município, que o valor total irá chegar a pouco mais de R$ 14 milhões e o estágio que se encontra hoje é de aproximadamente 75% de execução. E com previsão de entrega para o começo do mês de marco de 2024”, afirma o secretário Junior Henrique Pinto.   

A Prefeitura de Toledo firmou em 2022, o maior contrato da história relacionado às questões ambientais. A administração municipal confirmou a execução global, incluindo material e mão de obra, do novo aterro sanitário de resíduos sólidos urbanos e a sua estação de tratamento de efluentes (ETE).

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