Da Redação
Entidade participou da programação no Parque Ecológico Diva Paim Barth ao lado de produtores e aproveitou a mobilização para reforçar a importância econômica da atividade e levantar o debate sobre a recolha legalizada de carcaças
A Associação Regional de Suinocultores do Oeste (Assuinoeste) esteve entre as quase 150 entidades, associações, clubes de serviço e órgãos públicos que participaram do desfile de 7 de Setembro realizado na manhã de segunda-feira (7), no Parque Ecológico Diva Paim Barth, em Toledo.
A entidade participou acompanhada de suinocultores da região, levando para a avenida uma das atividades de maior peso na economia do município e do Oeste do Paraná. A presença no desfile teve como objetivo valorizar o trabalho dos produtores, destacar a importância da cadeia da suinocultura e demonstrar a união da categoria.
Segundo o engenheiro agrônomo da Assuinoeste, Edson Pacheco, a participação também representou uma oportunidade para aproximar a entidade da comunidade e dar visibilidade às pautas que fazem parte do cotidiano dos produtores.
“A nossa participação teve justamente esse objetivo de mostrar a força da suinocultura, a importância que ela tem para Toledo e para toda a região e, principalmente, demonstrar a união dos produtores”, destacou Pacheco.
Recolha legalizada de carcaças entra no debate
Após a participação no desfile, representantes da Assuinoeste também aproveitaram a mobilização para discutir com produtores e responsáveis pelo serviço de recolha legalizada de carcaças uma questão que vem preocupando a entidade.
De acordo com a Assuinoeste, há relatos de suinocultores que estariam sofrendo pressão de algumas empresas integradoras para não aderirem ao sistema legalizado de recolhimento de animais mortos nas propriedades.
A entidade sustenta que o procedimento está amparado pela Instrução Normativa nº 48 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além da regulamentação estadual fiscalizada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e das autorizações ambientais do Instituto Água e Terra (IAT).
Para a Assuinoeste, o produtor que opta pelo sistema autorizado está utilizando uma alternativa legal para a destinação ambientalmente adequada das carcaças.
“Respeitamos o posicionamento das integradoras, mas não podemos aceitar que o produtor que está cumprindo as exigências legais e contratuais seja pressionado ou ameaçado por escolher uma modalidade que está devidamente regulamentada”, afirmou Edson Pacheco.
Relatos de pressão preocupam entidade
Segundo a associação, produtores teriam relatado situações envolvendo possibilidade de desligamento da parceria com integradoras ou avaliações negativas em checklists técnicos caso optassem pela utilização do sistema de recolha legalizada.
A Assuinoeste ressalta que essas situações precisam ser debatidas e esclarecidas, principalmente diante das cobranças já enfrentadas pelos produtores dentro do sistema de integração.
Pacheco observa que a discussão ganha ainda mais importância diante do cenário econômico enfrentado pela atividade.
“Hoje o produtor já convive com custos elevados, exigências cada vez maiores e uma remuneração que nem sempre acompanha essa realidade. Não é razoável acrescentar a isso uma pressão sobre uma alternativa de destinação que está prevista e autorizada pela legislação”, disse.
Defesa dos produtores
A Assuinoeste informou que continuará acompanhando o tema e buscando diálogo com produtores, empresas e órgãos responsáveis para garantir segurança aos suinocultores na adoção de procedimentos previstos na legislação.
Para a entidade, a participação no desfile de 7 de Setembro serviu não apenas para valorizar uma das principais atividades econômicas de Toledo, mas também para reforçar o papel da associação na representação dos produtores.
A mobilização, segundo a Assuinoeste, demonstra que a entidade pretende ampliar o debate sobre questões técnicas, ambientais e econômicas que interferem diretamente na rotina e na sustentabilidade da suinocultura regional.





