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As commodities e sua importância para a economia brasileira

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Deputado federal Dilceu Sperafico. Foto: Assessoria

  Dilceu Sperafico*

         A importância e contribuição das commodities para o desenvolvimento econômico e bem-estar social do País vão muito além do volume e valor da produção agropecuária e derivados industrializados. Exemplo disso está na diferença do valor de um quilo de milho ou soja e do preço do mesmo peso de proteína animal, como carnes de frangos, suínos e bovinos, produzidos com ração animal. Por isso, a importância das commodities para a economia do País supera muito o valor da produção agropecuária e derivados, sejam alimentos ou matérias-primas, além das cotações das principais empresas exportadoras.

         Conforme especialistas, é muito grande o impacto das commodities na economia nacional e seus reflexos na Bolsa de Valores reflete um pouco dessa importância. Na prática, as commodities estimulam e fortalecem a agropecuária e a indústria do País, transformando o Brasil em verdadeiro e grande “supermercado do mundo”, como demonstra sua liderança na exportação de alimentos industrializados, siderurgia e mais recentemente também na expansão do setor petrolífero.

Diante dessa realidade, conhecer as principais commodities do Brasil é essencial para quem investe em Bolsa de Valores, já que a economia do País é afetada diretamente pela oscilação de preço das matérias-primas. No Brasil, as commodities já correspondem a mais de 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB), e representam mais de 60% dos bens exportados. As vendas ao exterior incluem petróleo, minério de ferro, celulose, proteína animal, soja, milho e café, entre outros, pois são muitos os produtos com comércio influenciando o desempenho da economia brasileira, o que acaba se refletindo nas empresas e na Bolsa de Valores.

         Diante dessa realidade, não são muitos os que entendem a importância das commodities no Brasil e também conhecem as principais empresas de commodities listadas na Bolsa de Valores. De acordo com especialistas, não é de hoje que a economia brasileira é profundamente dependente das commodities. Tanto que o País já viveu a época da cana-de-açúcar, do ouro e do café, e hoje é produtor de vasta cadeia de commodities.

Antes de avançar no entendimento da relação das commodities com a economia, vale lembrar a definição do termo, que em inglês tem tradução para o português na palavra “mercadoria”. No mercado financeiro e na economia de maneira geral, commodities se refere a produtos básicos, seja em estado bruto ou com algum nível de transformação. Em outras palavras, commodities são produtos utilizados como matéria-prima em indústrias e negociados globalmente. É por isso que o preço das commodities sofre variações diárias no cenário internacional, conforme cresce ou diminui a demanda por esses produtos.

         A economia brasileira é dependente das commodities, como mostrou recente levantamento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). A agência da ONU analisa economias consideradas dependentes de bens primários e revelou que, no Brasil, as exportações de commodities respondem por 6,5% do PIB.

Além disso, as commodities respondem por mais de 60% das mercadorias exportadas pelo País. Mas mesmo assim pode se orgulhar de ter economia mais desenvolvida e não tão dependente da receita dessas matérias-primas, na comparação com outros países em desenvolvimento. Em alguns países as commodities representam até 70% do PIB, como nos ligados ao petróleo.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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