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Alegrai-vos e exultai porque será grande a vossa recompensa nos céus

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

A liturgia da festa de hoje (6/11), Solenidade de Todos os Santos, inicia com a exortação “Alegremo-nos todos no Senhor”. É um convite a partilhar a alegria celestial dos santos. Os Santos não são uma pequena casta de eleitos, mas uma multidão sem número. Nesta multidão não estão apenas os santos e santas oficialmente reconhecidos, mas os batizados de todos os tempos e nações que se esforçaram para cumprir a vontade divina com amor e fidelidade. A festa dos santos é a festa do nosso destino, a festa da nossa vocação. Nesta festa celebramos a fidelidade de Deus à humanidade e a fidelidade da humanidade em relação a Deus.

Na Bíblia, a santidade, antes de tudo, define o ser de Deus! O homem é santo graças à aliança de amor que Deus quis fazer com ele. Os caminhos da santidade são muitos, mas todos eles brotam da relação profunda que Deus estabelece com a humanidade, transformando-a em nova criatura.

A Igreja nos convida a olhar para o alto até chegarmos ao ponto de vislumbrar a Jerusalém: “Festejamos hoje a cidade do céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os santos, vos cercam e cantam eternamente o vosso louvor. Para essa cidade caminhamos pressurosos, peregrinando na penumbra da fé” (Prefácio dos Santos). Toda a história da Igreja é marcada por estes homens e mulheres que com a sua fé, com a sua caridade, com a sua vida foram faróis por muitas gerações, e são também para nós.

As bem-aventuranças são boas novas, Evangelho, como atitudes vividas radicalmente por Jesus e, como tal, devem se tornar o estilo de vida do cristão. Somos, portanto, chamados a acolhê-las como pergunta e estímulo que questiona nossa fé, nosso seguimento do Senhor Jesus e, mais precisamente, nossa alegria e felicidade em viver o Evangelho.

Nove vezes Jesus proclama bem-aventurados aqueles que vivem situações específicas capazes de facilitar o seu caminho para a plena comunhão com Deus. Ele revela que a bem-aventurança não vem de condições externas, não vem do bem-estar, prazer, sucesso, riqueza. Ao contrário, ela surge de comportamentos que são destinatários de uma promessa de felicidade da parte de Deus, comportamentos que devem ser assumidos no coração e manifestados na vida cotidiana.

A novidade que Jesus introduz nas bem-aventuranças é ele mesmo: é ele que participa da fraqueza humana, simpatiza com a fragilidade e a salva amando-a. Ele é o pobre, o manso, o pacificador, o perseguido pela justiça. As bem-aventuranças são certamente um programa de vida difícil e, no entanto, têm um grande encanto. Indicam o caminho da liberdade pelo desapego dos bens, pelo exercício da misericórdia e da mansidão, pela solidariedade com o ser humano, pelo amor e pela convivência em paz.

E é precisamente aqui que o discurso da santidade se une com o das bem-aventuranças. O mundo pede riqueza e força, astúcia e competição (…). A santidade vem da consciência de que tudo é graça e que este mundo é passageiro, com seus truques, seus mitos e suas mentiras, enquanto permanece a gratuidade dos santos: daqueles que nos precederam e daqueles que nos acompanham. Eles nos ensinam a olhar a realidade com outros olhos, na convicção de que a paz não nasce do engano, mas da certeza de que o desígnio de Deus percorre os caminhos dos humildes e dos pacificadores, dos perseguidos, dos que são fiéis e não se cansam na dificuldade.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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