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Agropecuária brasileira também se destaca na geração de empregos

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Dilceu Sperafico. Foto: José Fernando Ogura/AEN

Por Dilceu Sperafico*

Apesar de todas e graves dificuldades enfrentadas nos últimos dois anos, como foram a pandemia de Covid-19, crescimento do desemprego, queda no consumo de alimentos, elevação da inflação, desvalorização do real frente ao dólar e histórica crise hídrica, entre outras, o agronegócio brasileiro prosseguiu se destacando na geração de novos postos de trabalho e no esforço pela estabilização da economia nacional.

As dificuldades, como se sabe, resultaram na quebra de safras, com perda de renda para o produtor, que com a elevação do dólar e em consequência dos preços das commodities, incluindo insumos agrícolas, sofreram aumento dos custos da produção, agravando ainda mais a redução da demanda por alimentos e matérias-primas, multiplicando os prejuízos do homem do campo.  

Na prática, a elevação da inflação e da cotação do dólar, aumenta preços de alimentos com prejuízos para consumidores e comerciantes, como também para produtores, porque seus efeitos no campo são muito negativos, ampliando custos, reduzindo a lucratividade, derrubando o consumo e atingindo diretamente o bolso do agricultor.     

Mesmo assim, conforme a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entre janeiro e setembro deste ano a agropecuária do País gerou 194,99 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, beneficiando trabalhadores, suas famílias, comércio e demais segmentos econômicos do País.

De acordo com o estudo, os quase 195 mil novos postos de trabalho na agropecuária representaram alta de 87% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram geradas 104,4 mil novas vagas, como resultado do esforço e determinação do produtor, que está habituado a enfrentar e superar dificuldades e perdas a cada safra.

De acordo com a CNA, os postos de trabalho gerados no campo nos primeiros nove meses de 2021, representaram 8,0% do total de empregos criados com carteira assinada em todo o Brasil naquele período, somando 2,56 milhões de vagas. Os dados da instituição foram obtidos junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego.

A geração de novos postos de trabalho no agronegócio ganha ainda maior destaque quando comparada com o desempenho de outros setores da economia nacional, como prestação de serviços e comércio, que nos nove primeiros meses de 2021, acumularam perdas de 382.242 e 307.444 empregos, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado.

Enquanto isso, somente no mês de setembro, a agropecuária brasileira registrou a criação de 9.084 novas vagas de trabalho, com destaque para a Região Nordeste, que gerou 11.059 novos empregos no período. As Regiões Norte e Centro-Oeste também apresentaram saldo positivo de 1.075 e 466 novas vagas no período, respectivamente.

Somente foi registrada a perda de empregos no mês de setembro último nas Regiões Sul, com redução de 39 vagas, e Sudeste, com a diminuição das contratações de 3.477 trabalhadores. Por Estado, Pernambuco foi a Unidade da Federação com maior geração de empregos no setor primário em setembro, com criação de 5.957 novas vagas.

O menor saldo negativo foi do Paraná, com a perda de 446 vagas, que certamente seria muito maior sem o desempenho recorde de municípios com a economia baseada no agronegócio, como aconteceu com Toledo, que criou 4.379 novos empregos, entre janeiro e setembro.

*Dilceu Sperafico é ex-deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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