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Agro de Toledo se reúne para mitigar efeitos de praga em lavouras de milho

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Técnicos de órgãos públicos e de cooperativas e representantes de várias cadeias produtivas do agro local participaram de um encontro na tarde desta segunda-feira (19) na sede da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Toledo (AEA). Em pauta, a “cigarrinha”, nome popular do Dalbulus maidis, inseto de cor branco-palha ou acinzentada que provoca o “enfezamento”, doença que tem diminuído a produtividade em lavouras de milho, cereal que é o principal insumo na produção de proteína animal. 

Na ocasião, foram debatidos meios de mitigar os danos causados por esta praga, para a qual não existe controle químico. Seguindo recomendações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os produtores devem, entre outros procedimentos, eliminar plantas voluntárias de milho (grãos remanescentes de safras anteriores) e grãos híbridos tolerantes à infestação, fazer o monitoramento da “cigarrinha” e fazer o tratamento das sementes.

A realização deste manejo faz parte de um campanha promovida pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio de Toledo (CMDAT), pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pela Embrapa/Milho e Sorgo, e pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR). A AEA e a Secretaria do Agronegócio, de Inovação, Turismo e Desenvolvimento Econômico (AgroDesenvolvimento) apoiam a iniciativa.

O presidente do CMDAT e diretor de Desenvolvimento Agropecuário e Abastecimento da AgroDesenvolvimento, João Luis Nogueira, observa que a realidade local do agro requer atenção total ao assunto. “O Paraná previa uma safra de 16 milhões de toneladas de milho, mas agora a estimativa foi revisada para 15,5 milhões. Essas 500 mil toneladas a menos não se deve a uma seca ou outra intempérie climática, mas, sim, à ‘cigarrinha’. Considerando que boa parte da nossa produção é exportada, esse volume pode vir a fazer falta para a produção de proteína animal, que certamente terá que pagar mais para comprar o grão que alimentará, por exemplo, suínos e aves. Na ponta, o consumidor acabará pagando mais para consumir todos os produtos que dependem de alguma maneira deste cereal”, analisa.

João observa que é fundamental que os produtores tenham acesso às informações relacionadas ao manejo que previne ou reduz os efeitos desta praga. “É importante que eles entendam a importância de evitar a ‘cigarrinha’ em suas lavouras de milho. Nosso estado tem registrado incidentes deste inseto desde 2019 e a situação tem piorado a cada ano e, nesta última safra, algumas propriedades tiveram perdas de até 30%. O momento de intervir é agora e vamos seguir este diálogo com os produtores nas próximas semanas, seja na forma de visitas presenciais ou por materiais a serem divulgados na internet a tempo de evitar que a ‘cigarrinha’ interfira na próxima colheita, programada para janeiro do ano que vem”, comenta.

Fonte: Decom/Pref. de Toledo

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