Este colunista tem insistido, com responsabilidade e coerência, na necessidade de união real de forças — Prefeitura, Câmara, lideranças regionais, setor produtivo e entidades representativas — para que Toledo volte a ter voos diários, como merece uma cidade que é polo regional e motor econômico do Oeste. Não se trata de capricho. Trata-se de infraestrutura estratégica.
O cancelamento não foi por falta de demanda
Importante lembrar: o cancelamento de voos no aeroporto não ocorreu por falta de público. Pelo contrário — mesmo com ocupação superior a 80% no embarque e no desembarque, a interrupção se deu por um fator central: falta de condições operacionais adequadas. E essa conta, por anos, foi empurrada com a barriga.
Agora, a estrutura começa a acompanha o tamanho de Toledo
A atual gestão avança em etapas fundamentais, resolvendo gargalos técnicos que impediam o pleno funcionamento do terminal. A cidade precisa entender isso: sem estrutura, não há conectividade; sem conectividade, não há competitividade. A pista não é apenas o asfalto novo — é uma porta de entrada para investidores, novas rotas, oportunidades e agilidade.
Investimentos já apresentados
Após a fala do prefeito Mario Costenaro e do secretário do Agrodeseco Thiago Darisbo, apresentando valores acima de R$ 15 milhões em investimentos já feitos, podendo chegar a R$ 20 milhoes, Toledo recebe agora mais um passo decisivo. E esse passo é o que faltava para amarrar o ciclo: operacionalidade e segurança.
Chega o PAPI: A “Ultima peça” da segurança operacional
No dia 12, o Governo Federal anunciou a implantação do sistema PAPI (primário e secundário) no Aeroporto Municipal de Toledo — um marco técnico que reforça o que sempre foi cobrado por este colunista: condições operacionais reais para viabilizar voos regulares.
O investimento total é de R$ 1,29 milhão, sendo: R$ 1 milhão do Governo Federal (Ministério de Portos e Aeroportos) e R$ 289,8 mil de contrapartida do município. A previsão é conclusão até dezembro deste ano.
Segurança de verdade: Mais confiança para pilotos e operadores
O sistema PAPI é vital especialmente em situações de baixa visibilidade, como nevoeiro e chuva — condições comuns na nossa região.
Ele orienta a aproximação do avião, com luzes que indicam se a aeronave está: na altura correta, alta demais ou baixa demais. É tecnologia simples, eficiente e necessária. Sem isso, não existe aviação regional segura e competitiva.
Desenvolvimento regional não é só Toledo.
Como destacou o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Ramos Longo, o investimento impacta toda a região: melhora infraestrutura, dá confiabilidade e fortalece conectividade. Ou seja: não é um luxo — é desenvolvimento regional com planejamento.
Os números mostrar a relevância do Aeroporto.
Segundo dados oficiais, em 2025, o aeroporto registrou:
2.608 operações aéreas, com voos: aeromédicos, governamentais, segurança pública e aviação geral. Isso prova que o aeroporto já é necessário — e será ainda mais quando estiver totalmente apto para voos regulares.
A pergunta que fica: quando voltarão os voos diários?
Reconheço que as etapas estão andando. Agora, o próximo movimento precisa ser político, institucional e comercial: sentar na mesa com companhias, garantir condições técnicas, fortalecer demanda com estratégia, regionalizar o apoio (associações, indústria, agro) e cobrar com inteligência.
Toledo merece e precisa
A retomada de voos diários não é um “extra”. É um instrumento de: atração de investimentos, agilidade a quem produz, ampliação de negócios, integração regional e valorização da cidade
Quem lidera Toledo precisa compreender: crescimento exige conectividade. E conectividade exige pista operacional.





