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A Tecnologia da Informação, o cooperativismo e o agronegócio do Paraná

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Dilceu Sperafico. Foto: Assessoria

Por Dilceu Sperafico*

O agronegócio do Paraná prossegue crescendo e surpreendendo com avanços tecnológicos, dentro e fora das porteiras das propriedades rurais. Entre as últimas boas notícias e/ou novidades da agropecuária paranaense, esteve a chamada “agro automatização”, com a criação no Estado da primeira cooperativa de Tecnologia da Informação do País, para a prestação de serviços aos produtores, instituições e empresas do setor.

A iniciativa inédita no Brasil partiu de conjunto de 21 cooperativas do setor agropecuário do Estado, que constituíram formalmente no final de 2021, a Cooperativa Central de Infraestrutura de Tecnologia da Informação (UniTI), seguindo o exemplo de centros de tecnologia do Paraná, do País e do mundo, pois o conhecimento e aplicação da técnica são fundamentais ao desenvolvimento da maioria dos empreendimentos produtivos.

Conforme Leonardo Boesche, superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/Paraná), a iniciativa não se restringiu à simples união das áreas de Tecnologia da Informação (TI), já em operação em cooperativas do Paraná, pois incluiu formalização de visão estratégica de futuro, na qual a TI é fundamental.

Exemplo dessa importância da tecnologia para o empreendedorismo e o desenvolvimento econômico e tecnológico de empresas, cidades, regiões e do País, está no Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark), da Prati-Donaduzzi, de Toledo, que através de sua própria instituição de ensino superior oferece curso de TI pagando bolsa de estudos e garantindo emprego bem renumerado aos interessados.

O dirigente do Sescoop/Paraná, esclarece que a ideia da implantação da UniTI surgiu no ano passado, durante o trabalho de elaboração do planejamento estratégico do setor cooperativista, denominado Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), que tem entre suas metas e objetivos atingir o faturamento conjunto de 200 bilhões de reais anuais, ainda na atual década.

A UniTI foi criada a partir da constituição de comitê, formado para discutir a proposta e sua viabilização, sob a liderança de quatro das principais instituições do Estado, Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo), de Campo Mourão; Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar), de Maringá; Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), de Cafelândia; e Frísia Cooperativa Agroindustrial, de Ponta Grossa.

Pouco tempo depois, outras 17 cooperativas se somaram ao processo, totalizando as 21 instituições integrantes da UniTI, que prossegue aberta à participação de todas as demais cooperativas do Estado. No atual estágio, estão sendo tratadas questões legais da estrutura de operação da instituição e o objetivo é ainda neste primeiro semestre de 2022 iniciar as atividades da UniTI, que terá sede junto à Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), em Curitiba.

Em 2022 o Paraná conta com 58 cooperativas agropecuárias em atividades, formadas por mais de 190 mil produtores rurais, que respondem por 60% da safra anual de grãos do Estado. Em 2021, as instituições movimentaram 152,5 bilhões de reais, resultado 31,8% superior ao alcançado no ano anterior.

As sobras, investidas na expansão das instituições ou distribuídas aos cooperados no período, atingiram 7,6 bilhões de reais, contribuindo para o crescimento das entidades e a melhoria da renda dos produtores associados.

*Dilceu Sperafico é ex-deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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