Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

A parábola do Evangelho de hoje (8/10) é uma das mais importantes do evangelho: de certo modo, ela contém toda a história da Igreja (cf. Mt 21,33-43). É verdade que Jesus conta a parábola ao povo de Israel, de modo particular, às autoridades políticas e religiosas do seu tempo.

Os protagonistas são apresentados: o proprietário da vinha é Deus; a vinha representa os privilégios de Israel como povo escolhido; os vinhateiros são os israelitas, principalmente, os líderes: fariseus, escribas e sacerdotes; os servos enviados pelo proprietário sãos os profetas enviados por Deus para alimentar a fé nas promessas messiânicas, através de uma vida difícil e, muitas vezes, trágica; o filho unigênito e predileto do patrão da vinha é Jesus.

A parábola se une diretamente à primeira leitura (Is 5,1-7): um canto comovente onde Isaías compara Israel a uma vinha que Deus havia plantado e cuidado com carinho na esperança de que produzisse uma colheita abundante.

O canto da vinha de Isaías é somente o ponto de partida, a narrativa de Jesus vai para outra direção. O pensamento dos dois textos permanece o mesmo: a vinha é o povo de Israel que não produziu nenhum fruto e é chegada a hora do juízo de Deus. Para Jesus a vinha é o Reino de Deus: “Por isso vos digo que vos tirarão o reino de Deus e o darão a um povo que dê os frutos devidos”.

Os primeiros responsáveis pela vinha serão dispensados deste encargo e novos responsáveis serão colocados no lugar deles. O fracasso do povo da antiga aliança atingiu o seu ponto culminante no assassinato do Filho. O novo povo de Deus nascerá do sangue de Jesus. Aqui se recorda que a pedra que foi rejeitada, considerada sem valor e importância, se tornará a pedra angular de toda a construção.

A narração desta parábola tocou profundamente a Igreja da nova aliança: eles viram na história do Messias que, rejeitado por alguns, será constituído Senhor mediante a ressurreição. Assim se realiza a promessa de Deus. O plano de Deus de colher frutos da humanidade, não foi abandonado pela rejeição de muitos: surgirá um novo povo a quem será confiado o reino de Deus e que dará muitos frutos. O convite para fazer parte deste povo continua valendo para toda humanidade.

Através de Jesus, Deus cuida da sua vinha – a Igreja – porque é a vinha de Cristo. A Igreja é o corpo de Cristo. Pelo Batismo fomos inseridos neste corpo que nos conduzirá à Salvação. O desafio é produzir frutos que permaneçam e a consciência de que não somos donos da vinha, mas arrendatários. No final, Deus exigirá os frutos que produzimos, principalmente no que se refere ao cuidado com os mais fracos e com a natureza. O que podemos fazer é continuar no seguimento de Jesus e construir comunidades eclesiais missionárias. Na Eucaristia estamos unidos ao Deus da vida que nos oferece um novo vigor reavivando o nosso Batismo, nossa pertença à comunidade e uma vida nova capaz de contagiar com amor o mundo em que vivemos. O Senhor conta conosco para cuidar da sua vinha e que ela produza abundantes frutos. Amém!

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2811 – 02/03/2026

Cotações em tempo real