Estamos passando por um momento no município de Toledo onde está sendo revisado o Plano Diretor Municipal e é muito importante que toda sociedade acompanhe a construção deste plano em suas respectivas fases, dando sugestões, revisando o plano, contribuindo e criando ideias, debatendo os dados já levantados pelos gestores para ajudar a estruturar esta importante ferramenta que norteará as políticas públicas de desenvolvimento social, cultural, econômico, ambiental e sustentável do município pelos próximos dez anos.
Antes de falarmos da importância do Plano Diretor para o desenvolvimento econômico de um município, precisamos estar em sintonia com alguns pontos; O que é um plano diretor? O que ele faz? É obrigatório o município ter um Plano Diretor?
Ele é uma indispensável ferramenta de planejamento, que contribuirá para apontar caminhos para o desenvolvimento econômico de um município. O Plano Diretor precisa ser construído através de um processo que envolva agentes públicos e privados, que direcione a um acordo que convirja para atender aos anseio da sociedade.
Segundo o Estatuto da Cidade, ele é obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes ou que integrem regiões metropolitanas. Ainda segundo a lei, o Estado só pode firmar convênios de financiamento com os municípios que tenham tal plano aprovado pela Câmara Municipal.
Por isso o município precisa estar preparado para compreender, pensar e planejar alternativas para o fortalecimento da economia a curto, médio e longo prazo, valorizando as potencialidades locais, a integração e intercâmbio social, a conservação dos recursos para que busque alternativas viáveis e sólidas para garantir o crescimento equilibrado e organizado para que possa garantir a qualidade de vida.
Toledo hoje tem uma população em torno de 139.000 habitantes, com o PIB de 5,4 Bilhões em 2016 com uma economia forte e com perspectiva de crescimento a grandes passos, por isso vale ressaltar alguns dados que são muito importantes para compreendermos a importância de um Plano Diretor bem direcionado. O município de Toledo é o 1º lugar no PIB agropecuário do Paraná e da região sul e o 11º no país, o município vem se consolidando a vários anos como o 1º lugar no Valor Bruto Agropecuária do estado, o 2º maior plantel de frangos do Paraná é Toledo, somos o 4º maior produtor de peixe do estado e o 1° em número de tanques escavados para piscicultura comercial. Maior frigorífico de suínos e aves da América Latina (BRF), que a capacidade de abate chega a 360 mil frangos por dia e 6,4 mil abates de suínos dia e gera 8,5 mil empregos diretos, por isso também temos o ranking de maior rebanho de suínos do Brasil e da America Latina Paraná.
Quando observamos estes dados e o cenário socioeconômico de Toledo dimensionamos o tamanho da responsabilidade que é apontar caminhos que direcione para que o município continue crescendo de forma organizada . Toledo é exemplo de desenvolvimento, crescemos muito, temos muitos desafios pela frente ainda. É preciso que tenhamos um olhar com mais dedicação para os bairros, fortalecendo as associações de moradores, motivando pequenas cooperativas, tornando-as protagonistas de projetos que atenda e compreenda a realidade cultural e local, que possa ser implantado o índice de felicidade para alinhar parâmetros juntamente com o PIB (produto interno bruto) e o IDH ( Índice de Desenvolvimento Humano), pois acredito que o grande desafio dos gestores será pensar as cidades com olhar mais humano, generoso, solidário, que o sentimento de pertença, expectativa de vida, confiança e liberdade esteja presente em cada cidadão e cidadã da nossa cidade.
Um plano diretor participativo se consolida quando é constituído um pacto da sociedade em torno do desenvolvimento municipal. É necessário que aconteça reuniões e audiências públicas em diversas localidades do município para ouvir as propostas dos setores produtivos, cooperativas, movimentos populares, associações de moradores. O plano precisa abranger todo território do município e incluir na elaboração aqueles que desenvolvem atividades econômicas rurais. Na análise comunitária se extraí o diagnóstico da realidade do dia a dia de quem vive no município e junto com a análise técnica fazem o contraponto para obter um diagnóstico claro e palpável para a conclusão do plano.
É um grande desafio sim, porém penso que é preciso, urgente e necessário manter integrado o plano diretor dentro da perspectiva da sustentabilidade que em sua essência defende a harmonia entre a produtividade econômica, os seres humanos e o meio-ambiente, ou seja, a busca pelo equilíbrio entre o econômico, o social e o ambiental.
Roberto de Souza