O parecer do Conselho de Ética da Câmara de Toledo não deixa margem para dúvidas: a conclusão do relator é pela procedência total da representação, com pedido de cassação e perda dos mandatos dos dois vereadores investigados.
Não se trata de ilações ou suposições frágeis. O relatório é sustentado por um conjunto robusto de provas documentais, depoimentos, gravações e elementos colhidos sob o crivo do contraditório, além de respaldo em investigação do Ministério Público e material oriundo de ação penal em curso.
Do ponto de vista jurídico, o relator é categórico ao enquadrar a conduta no artigo 317 do Código Penal — corrupção passiva — destacando que o crime se configura no simples ato de solicitar vantagem indevida em razão da função pública, independentemente de sua consumação final.
Mais do que isso, o parecer desmonta as teses defensivas ao evidenciar contradições, ausência de lastro documental e, sobretudo, a tentativa de construir versões posteriores aos fatos para justificar o injustificável. A narrativa de “contrapartida” ou “negociação legítima” não se sustenta diante da cronologia dos acontecimentos e do conteúdo das provas analisadas.
O relatório também registra um ponto sensível: todas as tentativas recursais e estratégias protelatórias da defesa foram rejeitadas, sem qualquer êxito em invalidar o processo, o que reforça a legalidade dos atos e a solidez da instrução.
Agora, o caso entra em seu momento decisivo.
Nesta quarta-feira, 25, os cinco membros do Conselho de Ética irão votar o parecer. Não há mais espaço para discursos genéricos ou neutralidade conveniente. Cada voto será um posicionamento claro diante de provas consideradas consistentes pelo próprio relator.
É, de fato, a hora da verdade.
Os vereadores terão que escolher entre duas posições inequívocas:
ou acompanham um relatório técnico, fundamentado e juridicamente estruturado, que aponta para a cassação — ou assumem, de forma explícita, a decisão de contrariá-lo.
IDEAS – mais fora do que dentro

Não vejo outro cenário.
Nesta quarta-feira, 25, vence o prazo para que a OS IDEAS se manifeste sobre a notificação do Município — se fica e cumpre o contrato ou se deixa a gestão do Hospital Regional de Toledo.
Nos bastidores, porém, o desfecho já parece definido. A informação que circula é de que a própria direção teria, na prática, reconhecido a inviabilidade de permanência.
E não é surpresa.
Quando uma gestão não consegue garantir o básico, especialmente em serviços essenciais, deixa de ser uma questão administrativa e passa a ser um problema público.
Saúde não admite improviso.
A saída, neste caso, não é crise — é solução.
Agora, resta saber se será feita com responsabilidade ou em meio a mais desgaste.
Moro se filia ao PL, monta base e abre disputa direta com Ratinho Jr pelo comando do Paraná

A filiação de Sergio Moro e Rosângela Moro ao PL não é apenas uma mudança partidária — é um movimento estratégico com foco em 2026. Ao lado de Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, Moro se posiciona definitivamente dentro do campo bolsonarista.
O discurso é claro: o Paraná deixa de ser coadjuvante e passa a ser base de um projeto nacional. Ao falar em “fortaleza”, Moro sinaliza que o estado será peça-chave na construção de maioria no Senado e na sustentação de um novo ciclo político.
Nos bastidores, o movimento reorganiza forças e antecipa a disputa: o Paraná entra no centro do jogo.
Candidatura colocada na mesa
O evento em Brasília teve menos tom de filiação e mais de lançamento. Ao ser tratado como futuro governador por Flávio Bolsonaro e reforçado por Deltan Dallagnol, Moro deixa o campo das possibilidades e passa a ocupar posição concreta no tabuleiro de 2026.
A presença de lideranças políticas e do setor produtivo indica que há mais que alinhamento: há formação de grupo.
Outro ponto relevante é a reaproximação de nomes que já estiveram em lados opostos, agora unidos por um objetivo comum — montar um palanque competitivo e nacionalmente conectado no Paraná.
Na prática, o ato não foi sobre partido. Foi sobre projeto de poder.
Chapa definida e recado direto ao Paraná
A nova configuração política no Paraná começa a ganhar forma mais clara. Durante a filiação, o PL praticamente antecipou sua estrutura eleitoral no estado:
- Sergio Moro como cabeça de chapa ao governo
- Edson Vasconcelos (Fiep) como pré-candidato a vice
- Filipe Barros e Deltan Dallagnol projetados para o Senado
Mais do que nomes, o evento trouxe um recado direto de Flávio Bolsonaro: o Paraná é peça estratégica e Moro é responsável por entregar palanque e força política no estado.
A fala — “conto com a sua força e com o seu palanque no Paraná” — não é apenas simbólica. É cobrança política antecipada.
Com isso, o PL sinaliza que entra organizado na disputa, com eixo definido: segurança pública, alinhamento ideológico e apoio do setor produtivo.
O movimento consolida uma frente e deixa claro: o Paraná já está em modo eleitoral.





