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A crise hídrica e a busca de recuperação do agronegócio

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Por Dilceu Sperafico*

Como primeiro e maior prejudicado pelas adversidades climáticas, como a estiagem ou crise hídrica que atinge boa parte do País, o agricultor, cooperativas e agroindústrias estão se antecipando na contratação de recursos para o plantio da nova safra, buscando a recuperação de, pelo menos, parte dos prejuízos sofridos nas últimas colheitas. 

Conforme levantamento da Secretaria de Política Agrícola (SPA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), somente nos dois primeiros meses de vigência do Plano Safra 2021/2022, as contratações de crédito rural apresentaram elevação de 36% em relação ao período anterior, somando 64,11 bilhões de reais.

Os recursos se destinam ao financiamento de atividades agropecuárias, florestais, aquícolas e pesqueiras e somente as verbas contratadas para novos investimentos, como aquisição de máquinas e equipamentos, somaram 18,3 bilhões de reais, com alta de 61% em relação ao plano anterior.

Já as operações de crédito para custeio das atividades e/ou aquisição de insumos, como sementes, fertilizantes e defensivos e manutenção de empregados e equipamentos, totalizaram 35,99 bilhões de reais nos dois meses, valor 25% superior às contratações com as mesmas finalidades em igual período do ano passado.

Já para a industrialização ou transformação de produtos primários, os financiamentos atingiram 5,8 bilhões de reais ou 60% acima do plano anterior e para a comercialização das safras, o crédito contratado somou quatro bilhões de reais, 23% a mais do que o volume liberado no ano passado.

Os novos contratos de financiamentos somaram 242 mil para custeio, com aumento de 7%, 220 mil para investimentos ou 3,0% a mais, três mil destinados à comercialização, em número estável, e 492 contratos para a industrialização ou transformação, com elevação de 76% no setor.

            Os produtores beneficiados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), contrataram em apenas dois meses 7,9 bilhões de reais para custeio ou 46% acima do ano anterior, em mais de 177 mil operações. Para investimentos, os agricultores familiares contrataram 4,4 bilhões de reais, com aumento de 58% em relação ao plano anterior, em 184 mil operações.

Para o conjunto de suas atividades, os agricultores familiares contraíram 13,2 bilhões de reais em novos financiamentos, com elevação de 47% em relação às operações de julho e agosto de 2020, totalizando mais de 362 mil contratos ou 6,0% acima do ano anterior.

            O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) teve elevação de 19% no volume de recursos contratados, de 8,8 bilhões de reais. As contratações para custeio dos médios produtores somaram 7,8 bilhões de reais ou 16% acima do ano passado e para investimentos alcançaram um bilhão de reais, com aumento de 45% em relação ao contratado em 2020.

            As fontes de verbas utilizadas na concessão de créditos aos produtores e cooperativas de produção foram Recursos Obrigatórios, com 21,2 bilhões de reais; Poupança Rural Controlada, com 13,7 bilhões de reais; Poupança Rural Livre, com 11,7 bilhões de reais; Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e Agência Especial de Financiamento Industrial (BNDES/Finame), com 6,6 bilhões de reais; e  Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), com 18 bilhões de reais, valor 57% superior em relação ao plano anterior.

*O autor é ex-deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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