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Publicada a 4ª edição do Boletim de Conjuntura Econômica de Toledo

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O Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR), do Campus de Toledo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), lançou, em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Toledo (ACIT), a 4ª edição do Boletim de Conjuntura Econômica.

Esta edição traz informações sobre o crescimento populacional estimado, o crescimento econômico de Toledo após o período de restrições da pandemia, taxa de mortalidade do município, causas das mortalidades nos municípios, empresas abertas, empregabilidade, remuneração média, variação do valor da soja e o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios paranaenses.

Na empregabilidade, Toledo apresenta um saldo geral positivo (quantidade de contratações menos a quantidade de demissões no período) de 2023 vagas de trabalho entre janeiro e março de 2021. O coordenador do Boletim, professor Jandir Ferrera de Lima, explica que o município recuperou seu dinamismo econômico após a crise criada pela pandemia de Covid-19. Lima argumenta que a recuperação econômica de Toledo se deu na forma de ‘V’, pois o município perdeu muitos empregos entre abril e junho de 2020, mas voltou a contratar ao longo do ano o que, segundo Lima, tornou a recuperação da cidade mais rápida que a do país. “Enquanto em seu conjunto o Brasil continua com uma taxa de 14% de desemprego, Toledo, em função do seu parque industrial, em função de sua estrutura produtiva na área de medicamentos e na área de tecnologia de informação e outras áreas correlatas, tem mantido a sua capacidade de gerar empregos”, explica Lima.

O Boletim aponta que 93% das empresas abertas com alvará na Prefeitura Municipal de Toledo atuam no setor de comércio e serviços. Deste total, 94% são Microempreendedores Individuais (MEI’s), que não estavam enquadrados como atividades essenciais. O documento aponta que é necessário a adoção de políticas públicas de qualificação e capacitação dos microempresários, assim como o acesso a crédito para que as empresas possam crescer e atingir melhor empregabilidade.

O Boletim também analisa a taxa de mortalidade em Toledo nos últimos 10 anos. De acordo com a publicação, a taxa de mortalidade apresentou ligeira alta, de 5,42 mortes por mil habitantes em 2010 para 5,55 mortes por mil habitantes em 2019. Esta alta ficou concentrada no grupo de 0 a 4 anos de idade. Para o professor, faz-se necessário fortalecer as políticas de prevenção, como o atendimento pré-natal às gestantes, o atendimento à primeira infância (recém-nascidos) e modernizar as UTIs neonatais. “Neste caso, cabe uma avaliação mais particular das autoridades de saúde para se saber os motivos que levaram a esses óbitos e as ações necessárias para corrigi-los”, explica Lima.

O professor também chama a atenção para o alto número de óbitos por problemas circulatórios e por tumores ocorridos em Toledo. “As pessoas precisam buscar uma vida mais saudável, e neste sentido, de políticas de saúde preventiva, no sentido de estimular as pessoas a terem uma vida mais saudável, a ter uma alimentação mais saudável, a praticar exercícios e evitar consumo excessivo de alimentos industrializados se torna indispensável para que a médio e longo prazo, esses indicadores possam ter uma melhora”, argumenta Lima. A íntegra do Boletim de Conjuntura Econômica pode ser conferida no link https://acit.org.br/servicos/area-de-download .

Fonte: Assessoria de Comunicação da Unioeste

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