Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Inibidores de apetite usados de forma indiscriminada podem causar doenças cardiovasculares, alerta nutricionista

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

O uso desse tipo de medicamento deve ser empregado apenas quando reeducação alimentar e exercícios físicos não produzem o resultado desejado

A obesidade é um problema de saúde a nível global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2,3 bilhões de pessoas no mundo convivem com o problema segundo relatório de dezembro de 2019.  Diante deste cenário, quando a união entre exercícios físicos e reeducação alimentar não surge os efeitos necessários, algumas pessoas optam por entrar com soluções medicamentosas — recheadas de prós, contras e polêmicas. 

A nutricionista Dani Borges explica que um dos tipos de drogas utilizados para esse fim são os anorexígenos, manipulados à base anfetamina e que agem no sistema nervoso central controlando e moderando as sensações de fome e saciedade. “Esse tipo de tratamento é indicado apenas para pessoas que possuem Índice de Massa Corporal maior que 30 kh/m², associado a problemas como diabetes, hipertensão e colesterol elevado, que podem ser ainda mais perigosos quando somados à obesidade”, alerta. 

Devido a sua composição, o uso indiscriminado e incorreto destes remédios pode causar efeitos adversos como arritmia cardíaca e taquicardia, precisando sempre de orientação de um médico, alerta Dani Borges. A utilização desse fármaco é tão polêmica, que em 2011 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegou a proibir a comercialização. O retorno da legalidade de compra veio apenas após a aprovação da Lei nº 13.454 de 23 de junho de 2017, que regulamentou a venda de drogas como anorexígenos sibutraminas, anfepramona, femproporex e mazindol.  

Mesmo com a existência de remédios que podem acelerar o processo de emagrecimento, a nutricionista Dani Borges aponta que um projeto de perda de peso baseado na alimentação e no exercício ainda são a melhor opção, sendo os fármacos apropriados para quem tem sobrepeso. “Ter resultados rápido é um desejo comum aos pacientes, porém, deve-se observar a possibilidade realista disso. A construção de um corpo saudável e com a estética desejada leva tempo e paciência, não existe fórmula mágica”, analisa.

Caso queira uma ajudinha de inibidores, a nutricionista aponta que alguns alimentos naturalmente condicionam a saciedade por um tempo maior. “Há ainda aqueles que ajudam a ‘queimar calorias’ no processo de digestão por ter um fator térmico alto, como as proteínas, por exemplo, que são fundamentais em uma dieta para não veganos e vegetarianos. A proteína possui um fator térmico de metabolização alto, no qual você gasta mais calorias para digeri-la, além de proporcionar maior saciedade. As oleaginosas (castanhas, nozes), ovos e gorduras boas (abacate, azeite extra virgem), assim como as fibras (aveia, linhaça, chia) também proporcionam maior saciedade e podem ajudar a diminuir a fome”, aponta Dani Borges.

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2811 – 02/03/2026

Cotações em tempo real