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Covardia contra a família Campos: o desabafo de Sabine que Toledo precisa ouvir

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Por Eliseu Langner de Lima – Jornalista

Há acontecimentos que ultrapassam os limites da política e atingem profundamente quem conhece a história de Toledo, seus personagens e, principalmente, as famílias que ajudaram a construir esta cidade.

Conheço a família Campos há décadas. Conheço Sabine desde criança. Conheci de perto a trajetória de seus pais, Sabino Brasil Nunes de Campos e Rosa Campos, um casal que esteve entre os mais humanos, participativos e comprometidos com Toledo.

Sabino não foi apenas deputado estadual por dois mandatos. Foi um dos grandes empresários de nossa cidade, gerador de oportunidades e um dos homens que ajudaram a consolidar o esporte profissional em Toledo. Vivi o tempo em que nosso Estádio 14 de Dezembro recebia multidões, com arquibancadas lotadas e uma cidade inteira envolvida pelo futebol. Sabino fez parte dessa história.

Rosa, por sua vez, foi muito mais que vice-prefeita. Foi uma mulher de presença constante nas comunidades, dedicada às pessoas, às causas sociais e ao esporte. Tinha uma capacidade extraordinária de ouvir, acolher e participar. Era uma mulher que não precisava de cerimônia para estar perto do povo.

Sabino e Rosa não construíram apenas carreiras políticas. Construíram uma história de respeito, trabalho e participação na vida de Toledo.

Por isso, como jornalista e testemunha dessa trajetória, confesso minha indignação ao ouvir Sabine Campos, aquela menina que vi crescer, relatar que alguém teria disparado contra a residência de seu pai, na noite de domingo (25).

Esse episódio, trata-se de uma covardia inaceitável. Pouco importa se foram tiros de festim. Apontar uma arma, ou algo que se apresente como tal, contra a casa de uma família é uma atitude que merece investigação rigorosa.

Repudio profundamente esse tipo de comportamento.

Os responsáveis precisam ser identificados, assim como suas motivações. Não se pode atribuir o episódio a determinado grupo político sem apuração, mas tampouco podemos aceitar que a intolerância e a intimidação sejam tratadas com naturalidade.

E faço questão de acompanhar Sabine em seu apelo: Toledo precisa recuperar o respeito às diferenças, independentemente de posições partidárias.

O desabafo de Sabine Campos

Trechos de seu pronunciamento, com pequenos ajustes de transcrição e preservação do sentido original.

“Boa tarde, eu sou a Sabine. Ontem à noite, às 20h08, atiraram contra a casa do meu pai.

Ah, foram balas de festim? Pode ser. Mas colocar um cano para fora da janela e atirar contra a casa de uma pessoa é grave, não é?

Eu sou Sabine Rosa de Campos. Meu pai é Sabino Brasil Nunes de Campos, que foi deputado estadual por dois mandatos e também participou do governo Requião. Minha mãe foi vice-prefeita nesta cidade.

Ontem à noite, alguém atirou contra a casa dos meus pais. Minha mãe não está mais aqui, e meu pai nem entende o que aconteceu. Mas a gente entende. E a gente sabe que isso é uma ameaça.

O engraçado é que a eleição aconteceu, o resultado deu um troco para esse pessoal. Agora, vamos esquecer a eleição e vamos pacificar?

Meu pai e minha mãe são respeitados como políticos nesta cidade. Você pode perguntar a qualquer adversário político deles sobre a retidão de suas atuações e a capacidade que sempre tiveram de conciliar, pacificar e conversar com quem pensa diferente.

A gente está precisando muito disso nesta cidade. Muito!

Se queremos pacificar o país, e aqui eu falo tanto para a direita quanto para a esquerda, precisamos urgentemente começar aqui, em cada cidade, em cada grupo de pessoas, dentro das nossas próprias famílias.

Gente, vamos parar com isso!

Todo mundo quer o bem para si e para sua família. Mas quem manda lá em cima não quer o nosso bem. Quer que a gente continue nessa algazarra, nessa polarização, nessa briga constante para continuar no poder. Independentemente do lado.

Ontem fiz minha primeira postagem nas redes sociais durante todo esse processo eleitoral. Coloquei uma carinha de palhaço, porque o que aconteceu ontem à tarde, com a decisão do STF, foi feito sem pensar nas consequências.

Agora precisamos parar com essa polarização, entender, aceitar a derrota e tocar para a frente.

Vamos atuar para pacificar realmente a sociedade brasileira e construir um futuro melhor?

Porque viver dentro das nossas bolhas, de telas e redes sociais, não funciona para nada.

Eu prometi que não faria nenhuma postagem. Mas vou ter que fazer.

Porque uma pessoa parou na frente da casa do meu pai e atirou.

Qual é o recado?

Não! Eu não vou aceitar isso. Não vou ficar calada.

E é por isso que estou compartilhando isso com vocês.”

Minha posição

Sabine, conheço sua história, conheço seus pais e sei o que essa família representa para Toledo.

Seu pai ajudou a construir uma cidade economicamente forte. Sua mãe ajudou a construir uma cidade mais humana. Ambos deixaram marcas que nenhuma divergência política será capaz de apagar.

O que você pede não é privilégio, proteção partidária ou tratamento especial. É respeito. É o direito de uma família viver em paz.

E faço minhas as suas palavras: chega de transformar divergências políticas em ódio pessoal.

Que as autoridades apurem o ocorrido, esclareçam as circunstâncias e identifiquem os responsáveis.

Porque Toledo não pode admitir que a casa de uma família se transforme em alvo de intimidação.

Sabine, sua indignação também é minha. E seu apelo pela pacificação merece ser ouvido.

Sem passaporte: começou a perseguição?

O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi intimado pela Polícia Federal nesta segunda-feira (26), após visitar o pai, Jair Bolsonaro, a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o Brasil, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Flávio classificou a medida como tentativa de intimidação e afirmou que nunca pretendeu deixar o país. A decisão ocorre um dia após sua derrota presidencial. Seria uma medida judicial necessária ou o início de uma nova ofensiva contra a família Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro questiona resultado das eleições

Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que sua equipe jurídica pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação das eleições presidenciais. Segundo ele, a prorrogação da votação até as 19h, quando diversas seções já estavam fechadas, teria comprometido a igualdade de condições entre os eleitores. Seus representantes jurídicos teriam procurado o TSE, mas não conseguido protocolar a contestação. A alegação de irregularidade ainda depende de comprovação e análise judicial.

Comemorações dos 74 anos de Toledo terão programação enxuta

Pelas informações obtidas pela coluna, a Prefeitura de Toledo prepara uma programação reduzida para as comemorações dos 74 anos de emancipação político-administrativa, com três shows previstos para dezembro.

Molejo é a primeira atração confirmada

O grupo Molejo está contratado para se apresentar no dia 12 de dezembro, durante a 15ª Virada Cultural. O cachê será de R$ 120 mil, conforme contrato nº 691/2026, assinado em 23 de outubro.

Mais dois shows previstos

Além do Molejo, a programação deverá contar com outras duas apresentações, previstas para os dias 13 e 14 de dezembro, véspera e data do aniversário de Toledo. Os nomes dos artistas ainda não foram confirmados.

Réveillon sem shows

Já para a virada de 2026 para 2027, as informações indicam que não haverá apresentações musicais contratadas pela Prefeitura. A programação deverá se limitar à tradicional queima de fogos, sem shows na noite de Réveillon.

Segurança pública: Rogério destaca atuação integrada

O secretário de Segurança e Trânsito de Toledo, Rogério de Lima, afirmou, durante entrevista ao Gente & Poder, que o enfrentamento da criminalidade exige decisões firmes e atuação conjunta. Segundo ele, ações articuladas com Ministério Público, Judiciário, forças policiais e secretarias municipais permitiram reduzir significativamente problemas relacionados à população em situação de rua, especialmente após o homicídio registrado na rodoviária.

Motocicletas barulhentas: 572 apreensões em 2025

O combate à perturbação do sossego provocada por motocicletas com escapamentos irregulares foi outra prioridade destacada por Rogério de Lima. Segundo o secretário, 572 motocicletas foram apreendidas em 2025, algumas reincidentes, incluindo uma recolhida cinco vezes. Ele estima que as reclamações relacionadas ao barulho tenham diminuído aproximadamente 80%. Link da entrevista https://www.youtube.com/watch?v=RRMzKEGzmZk&t=5328s

Oséias defende colegas, mas não espera reciprocidade

Questionado no Gente & Poder sobre defender vereadores, inclusive adversários políticos, sem receber a mesma consideração, o professor Oséias foi direto: “Você tem que fazer uma defesa sem esperar retorno. Senão, não é honra.” Citou como exemplo a defesa de Marcos Zanetti e Chumbinho diante de acusações de misoginia, além de intervenções em favor de Odir Zoia, Bruno Radunz e Bisoni. Segundo ele, sua postura é orientada pela ética cristã e pelo respeito ao próximo.

Professor Oséias: “O poder não me encanta”

Ao comentar sua postura política e a ausência de reciprocidade de alguns colegas, Oséias descartou qualquer arrependimento. Afirmou que não atua esperando reconhecimento ou vantagens políticas. Recorrendo à filosofia de Maquiavel, comparou a política a um barco: “Você não controla o vento, mas controla o leme.” E concluiu: “Não me movo por poder. Não me encanta o poder.” https://www.youtube.com/watch?v=RRMzKEGzmZk&t=5328s

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Edição nº2833 – 23/10/2026

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