A campanha de Ademar Dorfschmidt (PL) para deputado federal ganhou um problema que não veio dos adversários, nem das urnas: veio da própria Justiça Eleitoral.
Por unanimidade, o TRE-PR indeferiu o registro da candidatura porque não ficou comprovada a quitação eleitoral. Ademar apresentou acordo para parcelamento de um débito decorrente da prestação de contas de 2022 e comprovou o pagamento da primeira parcela, em 8 de setembro. Só havia um pequeno — e decisivo — detalhe: faltavam a concordância da parte credora e a homologação do parcelamento pela Justiça. Para o Tribunal, promessa de parcelamento não é parcelamento concluído.

E aí mora a ironia eleitoral: candidato pode ter santinho, número, partido, agenda, discurso e até primeira parcela paga. Mas, se a papelada não estiver juridicamente fechada, a urna eletrônica não se comove.
O próprio acórdão registra que Ademar apresentou os demais documentos, comprovou a suspensão da exigibilidade de outras multas e não havia informação sobre causa de inelegibilidade. O tropeço foi específico: faltou comprovar regularmente a quitação daquele débito. Resultado: registro indeferido.
Nesta terça-feira (15), os dados divulgados a partir da base do TSE apontavam a candidatura como “indeferida em prazo recursal ou com recurso”, portanto a discussão jurídica ainda pode prosseguir.
Na política costuma-se dizer que eleição se ganha no voto. Antes disso, porém, é bom conferir se a papelada está em dia. Mas, se bem o conheço, vai jogar a culpa em aguém, que deixou de fazer isso oiu aquilo. Nunca foai homem de assumir suas …
Kit confusão STF

Assistindo aos pronunciamentos dos nossos “sinistros ministros” em Brasília, por alguns momentos achei que tinha errado o canal e voltado a assistir a uma sessão da Câmara de Toledo. Gritos, interrupções, acusações, dedos apontados e aquele velho campeonato nacional de “a culpa é do outro”.
A diferença é o endereço.
Em Toledo, o espetáculo acontece na tribuna da Câmara. Em Brasília, o palco tem mármore, capa preta e transmissão nacional. O roteiro, porém, parece ter sido escrito pela mesma equipe.
Lembrou até aqueles tempos de infância em que os moleques jogavam “bulitas”: quando começava a confusão, ninguém mais sabia quem tinha ganho, quem tinha perdido ou de quem era a bolinha. Só se sabia que cada um jurava que o outro estava roubando.
Em Toledo, recentemente, também vimos a tribuna servir menos para discutir os grandes problemas da cidade e mais para acusações, versões, respostas, contrarrespostas e julgamentos políticos improvisados. Vamos aguardar os proximos capitulos no STF.
Parece que virou moda.
Quando faltam argumentos, aumenta-se o decibel.
Quando sobra problema, procura-se um culpado.
E quando ninguém consegue convencer ninguém, transforma-se o plenário em ringue.
Brasília e Toledo nunca estiveram tão perto.
Só muda o tamanho do prédio. Porque, quando começa o bate-boca, até ministro e vereador conseguem provar uma coisa: cargo grande não é garantia de debate à altura.
O Oeste que inova

O Oeste do Paraná vem mostrando que sua força não está apenas no agronegócio e nas cadeias de proteína animal. O Iguassu Valley articula 54 municípios e reúne empresas, universidades, startups, instituições científicas e ambientes de inovação em torno de uma agenda comum de desenvolvimento.
Desde 2018, esse ecossistema já registra mais de R$ 2 bilhões em recursos captados para inovação, 885 projetos entre empresas e instituições científicas e 251 propriedades intelectuais concedidas. É a região agregando tecnologia, conhecimento e inovação à sua já reconhecida capacidade produtiva.
Summit em Foz
Nos dias 17 e 18 de setembro, Foz do Iguaçu recebe a 4ª edição do Summit Iguassu Valley, reunindo representantes de todo o ecossistema regional de inovação.
A programação terá cerca de 40 speakers, empresas, startups, 72 projetos universitários e um Super Hackathon, com foco na aproximação entre conhecimento, tecnologia e mercado.
O evento ajuda a mostrar uma mudança importante no perfil econômico regional: o Oeste quer continuar sendo potência na produção, mas também quer ser referência em inteligência artificial, biotecnologia, automação, software, energia e novos negócios.





