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Setembro Verde: Hoesp mantém taxa de aceite para doação de órgãos acima de 80% e reforça importância do acolhimento às famílias

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Foto: assessoria

A doação de órgãos é um gesto de solidariedade capaz de transformar a vida de pessoas que aguardam por um transplante. No Paraná, mais de 5 mil pessoas aguardam na fila de espera por um órgão, segundo dados da Central Estadual de Transplantes do Paraná. Diante desse cenário, o trabalho realizado dentro dos hospitais é fundamental para identificar potenciais doadores, conduzir os protocolos e, principalmente, acolher as famílias durante um dos momentos mais delicados de suas vidas.

Na Hoesp/Hospital Bom Jesus, em Toledo, esse trabalho vem apresentando resultados expressivos. O hospital mantém, há vários anos, uma taxa de aceite para doação de órgãos superior a 80%, resultado atribuído ao trabalho desenvolvido pela equipe do hospital, especialmente no processo de acolhimento e orientação às famílias.

“A taxa de aceite que conseguimos manter é resultado de um trabalho contínuo da equipe, principalmente no acolhimento familiar. Estamos falando de um momento de muita dor, em que uma família acabou de receber a notícia da perda de um ente querido. Nosso papel é respeitar esse momento, oferecer informação, esclarecer todas as dúvidas e permitir que a família compreenda o processo antes de tomar uma decisão”, diz o coordenador da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT) da Hoesp, Itamar Weiwanko.

Em 2025, durante o primeiro semestre, a Hoesp registrou nove protocolos de morte encefálica e oito doações efetivadas. Ao longo de todo o ano, foram 15 protocolos e 13 doações, com uma taxa de aceite de 87%. Em 2026, os números também demonstram a efetividade do trabalho. Até quarta-feira, 9 de setembro, foram registrados 18 protocolos de morte encefálica e 16 doações, resultando em uma taxa de aceite de 89%. Considerando somente o primeiro semestre, de janeiro a junho, foram 12 protocolos e 10 doações, com taxa de aceite de 83%.

Fotos: assessoria

O processo de doação segue protocolos rigorosos. “O diagnóstico de morte encefálica é realizado de acordo com os protocolos estabelecidos em âmbito federal, com a realização de exames clínicos e exames complementares de imagem necessários para confirmar o diagnóstico, seguindo critérios técnicos estabelecidos para garantir a segurança e a precisão do procedimento”, explica Itamar.

Quando existe um paciente potencialmente elegível para doação, a Central Estadual de Transplantes é acionada e o protocolo é conduzido por profissionais habilitados, que realizam todos os testes necessários. Após a confirmação da morte encefálica, o médico responsável pela UTI comunica oficialmente a família sobre o falecimento. É a partir desse momento que a equipe da e-DOT desempenha um papel fundamental: acolher os familiares e apresentar a possibilidade da doação de órgãos, fornecendo as informações necessárias para que a família possa compreender o processo e tomar uma decisão consciente.

“Nosso trabalho é acolher, ouvir e fornecer todas as informações necessárias. A decisão precisa ser livre e consciente. A doação é um processo solidário, de amor e de generosidade, que pode transformar uma situação de perda em uma oportunidade de salvar outras vidas. É algo que ficará marcado para sempre na história dessas famílias”, destaca Itamar.

Um gesto que pode salvar vidas

A possibilidade de doação de órgãos também pode ser discutida em vida. Conversar com familiares sobre o desejo de ser doador é uma maneira importante de deixar clara essa vontade. No Brasil, a família exerce papel fundamental na autorização da doação após a morte, por isso, comunicar previamente esse desejo pode fazer diferença no momento da decisão.

Durante o Setembro Verde, o dia 27 é dedicado nacionalmente à doação de órgãos. Nesse período, o hospital reforça a necessidade de ampliar o debate e estimular que mais pessoas conversem com seus familiares sobre o tema. “Falar sobre doação de órgãos ainda é difícil para muitas pessoas, porque envolve falar sobre a própria morte. Mas é justamente por isso que precisamos conversar sobre o assunto enquanto estamos vivos. Quando uma pessoa manifesta esse desejo para sua família, ela facilita uma decisão que poderá ser tomada posteriormente com mais segurança e tranquilidade”, ressalta Itamar.

Fonte: assessoria Hoesp

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