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2020: que ano é este?

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Janice Salvador – Vereadora.

Um cenário como este que estamos vivendo certamente não esperávamos. Quando comemoramos o término de um ano e o início de outro nos enchemos de esperança e confiança de que tudo será melhor. 2020 tem nos surpreendido e será daqueles anos cujos acontecimentos passarão a compor os currículos escolares. Estamos vendo grandes grupos econômicos, pequenos empresários, cientistas renomados, profissionais em início de carreira, cidadãos e autoridades se mobilizando, se esforçando, buscando dar a sua contribuição da melhor forma que podem. Opiniões se dividem, mas, como muito bem definiu o doutor Fernando Pedrotti, médico do SUS em Toledo, “ter opinião é diferente de ter razão”. Ainda assim, isso, por vezes, acentua o sofrimento e a ansiedade. Essa realidade me fez recuperar um texto de 2007, “Sob o signo de Cassandra”, de Marcelo Otávio Dantas, quando ele diz “Pois a lucidez de todo profeta repousa sobre um paradoxo quando suas palavras são escutadas, o futuro nelas previsto termina por dissipar-se; quando são ignoradas, o desfecho funesto aniquila qualquer lembrança do passado. No primeiro caso, o profeta se expõe ao descrédito; no segundo, sua paga é o esquecimento “. Do mesmo modo, Yuval Noah Harari, em seu livro Uma história da humanidade – SAPIENS, afirma esse paradoxo ao falar do caos e classificá-lo entre o que é previsível e o que não é. O segundo caso, ele chama de “caos nível 2, que reage a previsões a seu respeito” (p. 324) e é anunciado por profetas que “preveem coisas que não acontecem” (p. 325), mas essas coisas não acontecem justamente porque foram previstas e, por isso, foi possível intervir e evitar que a profecia se concretizasse. Essa reflexão se aplica ao momento de pandemia que vivemos: a “profecia” é de um contágio acelerado e, para evitar o colapso, medidas drásticas têm sido tomadas, mas, como em Toledo, há, até o momento, apenas um caso confirmado, há a impressão de que as medidas são exageradas. Contudo, essa realidade é resultado de medidas acertadas e que estão em constante avaliação e redimensionamento. Se o cenário mostrar-se caótico, os “profetas” serão execrados por anteciparem futuro tão negativo; se o cenário for mais favorável, dir-se-á que os “profetas” erraram. Sinceramente, torçamos pelo segundo caso ainda que o processo seja profundamente ingrato para aqueles que procuram nos alertar sobre o futuro. Esta é minha opinião e, talvez, eu também não tenha razão.

Janice Salvador – Vereadora.

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