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Smap apresenta a produtores projetos para suinocultura e pecuária leiteira

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Carcaças de suínos e combate à brucelose e tuberculose em rebanhos bovinos foram temas de evento nesta quarta-feira (10), na sede do Sindicato Rural de Toledo Carcaças de suínos e combate à brucelose e tuberculose em rebanhos bovinos foram temas de evento nesta quarta-feira (10), na sede do Sindicato Rural de Toledo Carcaças de suínos e combate à brucelose e tuberculose em rebanhos bovinos foram temas de evento nesta quarta-feira (10), na sede do Sindicato Rural de Toledo Carcaças de suínos e combate à brucelose e tuberculose em rebanhos bovinos foram temas de evento nesta quarta-feira (10), na sede do Sindicato Rural de Toledo Carcaças de suínos e combate à brucelose e tuberculose em rebanhos bovinos foram temas de evento nesta quarta-feira (10), na sede do Sindicato Rural de Toledo. Foto: Fabio Ulsenheimer

A Secretaria Municipal de Agricultura e Proteína Animal (Smap) apresentou, na manhã desta quarta-feira (10), duas iniciativas voltadas ao fortalecimento da pecuária em Toledo. Durante encontro realizado na sede do Sindicato Rural de Toledo, produtores rurais conheceram detalhes de um projeto-piloto que visa regulamentar a destinação de carcaças de suínos e do programa “Toledo Livre de Brucelose e Tuberculose”, voltado à sanidade dos rebanhos bovinos e à proteção da saúde pública.

A primeira apresentação tratou do projeto de recolha de carcaças de suínos que morrem no período em que permanecem nas propriedades (da maternidade à terminação). Desenvolvida a partir de discussões da Smap com produtores, órgãos públicos e empresas responsáveis pelo abate destes animais, a proposta busca reduzir riscos sanitários e ambientais associados tanto ao uso de composteiras ineficientes quanto à recolha clandestina dos animais.

A dimensão do desafio é significativa, pois, segundo estudos feitos pelas integradoras, entre 2% e 3% das unidades deixadas nas propriedades acabam morrendo antes de irem para o abate. Em Toledo, onde a suinocultura responde por 42% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), movimentando R$ 1,9 bilhão em 2024, há uma geração diária de 45 e 55 toneladas de carcaças.

Neste cenário, a recolha clandestina representa um importante fator de risco para a saúde pública, podendo provocar contaminação do solo e dos recursos hídricos, favorecer a disseminação de doenças e comprometer a segurança sanitária dos rebanhos. Para enfrentar o problema, o projeto – que foi construído com suporte do Ministério Público e do Instituto Água e Terra (IAT) e embasamento técnico fornecido por resoluções da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – prevê que o material será coletado por empresas certificadas e autorizadas para este serviço.

Até o momento, apenas uma, localizada em Nova Aurora, cumpriu os requisitos estabelecidos pela legislação e pelos órgãos ambientais. Esta empresa, ao final do processamento, transformará as carcaças em biodiesel e biofertilizante. Os caminhões utilizados no transporte são vedados e contam com sistemas de contenção de líquidos, medida adotada para evitar vazamentos e possíveis contaminações durante o deslocamento.

Demanda antiga – A iniciativa atende uma reivindicação histórica da cadeia produtiva. O presidente da Associação Regional dos Suinocultores do Oeste (Assuinoeste), Delmar Briccius, destaca que a destinação dos animais mortos é uma das principais preocupações dos produtores e que a falta de mão de obra para realizar o manejo das carcaças tem agravado o problema. “O suinocultor não aguenta mais fazer a questão da compostagem e do esquartejamento dos animais. É um trabalho muito pesado e degradante dentro da cadeia da suinocultura”, relata.

Foto: Fabio Ulsenheimer

Segundo ele, a entidade tem atuado para viabilizar o projeto e auxiliar os produtores em todas as etapas burocráticas necessárias para a adesão. “Hoje a Assuinoeste atende todo o Oeste do Paraná e está fazendo esse processo sem custo nenhum para o produtor”, informa.

Briccius observa ainda que a proposta contribui para reduzir problemas trabalhistas relacionados à atividade e oferece mais comodidade aos produtores. “O projeto veio atender uma demanda muito importante do suinocultor e ajudar também na questão da mão de obra, que hoje é uma grande dificuldade do setor”, avalia.

Brucelose e tuberculose – Na sequência, os participantes receberam informações sobre o programa Toledo Livre de Brucelose e Tuberculose, regulamentado pelo Decreto nº 1.849/2026. Instituída pela Lei nº 3.048/2025, a iniciativa integra o Programa de Desenvolvimento da Agropecuária do Município de Toledo e tem como objetivo promover a sanidade dos rebanhos bovinos, proteger a saúde pública e fortalecer a cadeia produtiva da proteína animal.

Coordenado pela Smap, o programa prevê incentivos financeiros para que produtores rurais realizem exames de diagnóstico, adotem medidas sanitárias e busquem a certificação de propriedades livres de brucelose e tuberculose bovina. O decreto autoriza a concessão de subsídios, conforme disponibilidade orçamentária da pasta, para custear os procedimentos necessários à obtenção da certificação sanitária.

Entre as metas estabelecidas estão o incentivo à realização de exames de diagnóstico, a prevenção e erradicação dessas zoonoses, a ampliação do número de propriedades certificadas e a garantia da qualidade sanitária dos produtos de origem animal produzidos no município. A adesão ao programa é voluntária e depende de protocolo formal junto à Smap, ocasião em que o produtor deve apresentar nota fiscal dos serviços realizados, comprovantes de regularidade cadastral, documentos que atestem a exploração pecuária, certificados de participação em capacitações, atestados sanitários e dados bancários.

Para ter acesso aos benefícios, o produtor deve estar regular perante o município, comprovar atividade pecuária ativa junto à Adapar, possuir até 65 fêmeas bovinas com mais de 24 meses de idade, participar de capacitações técnicas e apresentar atestados sanitários emitidos por médico-veterinário habilitado. O auxílio financeiro previsto é de R$ 15,42 por exame de brucelose, R$ 15,42 por exame de tuberculose e R$ 11,02 por dose da vacina Brucelose B19 aplicada em fêmeas com idade entre 3 e 8 meses.

Para obter a certificação de propriedade livre de brucelose ou tuberculose, são necessários dois testes consecutivos com resultado negativo, realizados em intervalo de seis a doze meses. O processo começa com a solicitação formal da certificação junto à Adapar e a contratação de um médico-veterinário habilitado no programa nacional de controle dessas enfermidades.

Interessados em participar do programa podem obter mais detalhes sobre o “Toledo Livre de Brucelose e Tuberculose” com a Smap. Em horário comercial, eles podem ser atendidos pessoalmente na sede da secretaria, localizada no Centro de Eventos Ismael Sperafico, pelo e-mail agricultura@toledo.pr.gov.br ou pelos telefones (45) 3196-2929 (fixo) ou (45) 99828-0432 (WhatsApp). A qualquer momento, os interessados podem obter mais informações no site https://www.toledo.pr.gov.br/secretarias/Agricultura_e_Proteina_Animal

Foto: Fabio Ulsenheimer

Qualidade de vida e segurança alimentar – Ao comentar as duas iniciativas, o secretário municipal de Agricultura e Proteína Animal, Luiz Carlos Bombardelli, destaca que ambas foram estruturadas para atender demandas concretas do setor produtivo e ampliar a proteção sanitária no campo. “Quando se fala em Toledo Livre de Brucelose e Tuberculose, estamos falando de qualidade de vida e segurança alimentar”, ressalta.

Bombardelli pondera que o controle das duas enfermidades beneficia tanto os produtores quanto os consumidores. “Na medida em que você combate isso, tem um rebanho saudável e a garantia de que quem consome leite, queijo, nata e outros derivados está consumindo um alimento seguro”, argumenta.

Em relação à recolha de carcaças, o secretário observa que a proposta surgiu a partir de demandas apresentadas pelos próprios produtores rurais, que há anos apontam dificuldades para realizar o manejo dos animais mortos nas propriedades. “Nós olhamos para essas dores e criamos um projeto que legalizasse essa recolha de forma segura, com risco sanitário mínimo e baseado em estudos técnicos”, assinala.

O secretário também avalia que as duas iniciativas colocam Toledo em posição de destaque no setor agropecuário. ”O programa de combate à brucelose e à tuberculose está entre os primeiros do gênero no Paraná e a proposta para recolha de carcaças apresenta características inovadoras no país”, constata. “Esse protagonismo do nosso município na produção animal brasileira nos impõe os desafios próprios do pioneirismo, exigindo a busca permanente por soluções para questões que afetam toda a cadeia produtiva”, salienta.

Fonte: Secom/Pref. de Toledo

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