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Polícia Civil conclui inquérito sobre homicídio em Toledo e aponta surto psicótico de policial como causa do crime

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O delegado-chefe da 20ª SDP de Toledo, Alexandre Macorin, que conduziu as investigações e apresentou as conclusões do caso. Foto: Gazeta de Toledo

Da Redação

A Polícia Civil de Toledo concluiu o inquérito que investigou o homicídio de Marcos Rogério Francescon, ocorrido em 31 de março deste ano, no município.

De acordo com o delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo, Alexandre Macorin, as investigações confirmaram que o autor dos disparos foi o policial civil Jackson, que teria sofrido um surto psicótico no momento do crime. Após matar a vítima, o policial cometeu suicídio.

Segundo Macorin, o policial estava em tratamento psiquiátrico e não possuía qualquer relação direta com Marcos Rogério Francescon. A Polícia Civil concluiu que o crime não teve motivação pessoal contra a vítima, mas foi desencadeado por uma antiga desavença envolvendo um colega do policial civil.

“A Polícia Civil de Toledo está remetendo o inquérito policial que investigou o óbito de Marcos Rogério Francescon, ocorrido em 31 de março, em sua residência. A vítima foi alvejada por nove disparos de arma de fogo, efetuados pelo policial civil Jackson Dalprá , que, posteriormente, cometeu suicídio”, afirmou o delegado.

Ainda conforme a investigação, o surto psicótico teria levado o policial a procurar Marcos Francescon, mesmo sem qualquer vínculo entre ambos. O laudo pericial confirmou que a vítima foi atingida por nove disparos de arma de fogo.

“Visando esclarecer os fatos à sociedade de Toledo, informa-se que o crime foi motivado por um surto psicótico do policial, que se encontrava em tratamento psiquiátrico e não possuía qualquer relação com a vítima. O surto foi desencadeado por uma desavença antiga de um colega do policial com outra pessoa”, completou Alexandre Macorin.

Relembre o caso

O empresário Marcos Rogério Francescon foi morto a tiros na noite de 31 de março, no bairro Jardim La Salle, em Toledo. Ele estava em sua residência quando foi chamado até o portão e acabou atingido por nove disparos de arma de fogo, morrendo ainda no local.

As investigações iniciais apontavam como autor do crime o policial civil Jackson Dalprá, lotado na Delegacia de Assis Chateaubriand. Após o homicídio, ele teria ateado fogo no veículo que utilizava e, em seguida, foi encontrado morto em seu apartamento, em Toledo, após cometer suicídio.

De acordo com a investigação, o policial apresentava acompanhamento médico e sinais de instabilidade emocional, além de histórico de tratamento psiquiátrico. Imagens e o telefone celular apreendido foram analisadas para auxiliar no esclarecimento completo do caso.

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