Por Marcos Antonio Santos
Ação da Polícia Civil cumpriu 38 mandados em sete cidades e investiga grupo responsável por mais de 20 furtos, com prejuízo estimado em R$ 6 milhões
Nesta quinta-feira, 12, a Polícia Civil deflagrou a Operação Konomashi, mobilizando aproximadamente 60 policiais civis para o cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão nas cidades de Toledo, Cascavel, Guaíra, Iporã, Francisco Alves, Cafezal do Sul e Sarandi, todas no Paraná. A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de furtar mais de 20 caminhonetes de luxo na região Oeste do Estado.
Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão, porém duas suspeitas seguem foragidas.
O delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo, Alexandre Macorin, confirmou que a operação é resultado de três meses de investigação sobre uma quadrilha especializada no furto de caminhonetes da marca Toyota.
Segundo ele, o grupo atuava principalmente na região de Toledo e cidades vizinhas e utilizava um dispositivo eletrônico adquirido no Paraguai, capaz de abrir e ligar os veículos em cerca de 30 segundos. O esquema criminoso também envolvia mulheres atuando como “batedoras” e menores de idade utilizados como motoristas.
A estimativa é de que os furtos tenham causado prejuízo de aproximadamente R$ 6 milhões.
O delegado também explicou a origem do nome da operação.
“O nome ‘Konomashi’ significa ‘preferida’, em japonês, em referência à preferência da quadrilha pelas caminhonetes Toyota, tanto nos modelos regulares quanto na SW4, devido ao alto valor comercial. Eles utilizavam um dispositivo eletrônico, adquirido no Paraguai, que permitia a abertura e o funcionamento desses veículos específicos. Em 100% dos 20 furtos que apuramos na região, o veículo era da marca Toyota”, explicou.
De acordo com Macorin, a principal característica da ação criminosa era a rapidez. Em poucos segundos, os suspeitos conseguiam acessar e levar os veículos. A investigação contou com o uso de tecnologias modernas e métodos tradicionais, além da colaboração de diferentes forças de segurança.
“Agradecemos a colaboração da equipe de Toledo, da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Cascavel, que forneceram informações importantes. Por meio de sistemas de monitoramento foi possível observar a agilidade com que os criminosos conseguiam abrir e furtar as caminhonetes”, afirmou.
O modus operandi da quadrilha também chamou a atenção dos investigadores. As mulheres — todas presas nesta quinta-feira — atuavam como batedoras, vindo principalmente das cidades de Guaíra, Umuarama e Iporã até Toledo e região. Elas tinham a função de observar o movimento e verificar as condições de segurança antes do crime.
Em seguida, um integrante com conhecimento técnico realizava a abertura e a ligação do veículo. Depois disso, adolescentes eram encarregados de dirigir as caminhonetes até o destino final.
Segundo o delegado, alguns menores já foram internados e outros ainda poderão ser apreendidos, já que esta foi apenas a primeira fase da operação.
“Acreditamos que mais pessoas estejam envolvidas. As apreensões realizadas hoje podem levar a novas descobertas. Já temos informações sobre outros suspeitos, mas ainda precisamos reunir mais provas para solicitar novas prisões”, disse.
As prisões ocorreram nas cidades de Francisco Alves, Cafelândia, Sarandi, Cascavel, Toledo e Guaíra.
Até o momento, 14 pessoas foram presas, enquanto duas continuam foragidas. Parte das detenções ocorreu na manhã desta quinta-feira durante a operação, enquanto outras foram realizadas ao longo da investigação, em cumprimento a mandados de prisão já expedidos.
“O conjunto probatório é consistente, pois utilizamos tanto tecnologias modernas quanto métodos tradicionais de investigação. Temos evidências sólidas da participação de todos os envolvidos nos furtos. A investigação continua em andamento, e pretendemos prender os demais envolvidos em breve”, concluiu o delegado Alexandre Macorin.





