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Até quando?

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A morte de Ary Alipio Klein, aos 83 anos, após agressão brutal na Vila Industrial, escancara uma pergunta incômoda: Toledo vai continuar reagindo ou vai começar a prevenir?

A prisão foi rápida. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil do Paraná. Mas tecnologia de monitoramento com identificação facial poderia antecipar movimentos suspeitos, identificar foragidos e inibir ações criminosas e de vadios que tomam posses de algumas áreas e cometem essas barbaridades devido as dependências ilícitas. Segurança moderna não é luxo. É necessidade.

Prevenção custa menos que tragédia

Câmeras com reconhecimento facial já são realidade em diversas cidades brasileiras. Em Toledo, o debate ainda caminha.

Enquanto isso, famílias enterram seus idosos.

Investir em inteligência e monitoramento não é discurso político — é política pública. A cidade precisa decidir se quer agir antes ou apenas lamentar depois.

Corrida 24 Horas

Durante a sessão ordinária, o presidente da Câmara de Toledo fez um entusiasmado apelo aos vereadores, assessores e demais servidores: todos convidados a se inscrever na tradicional Corrida — ou caminhada — 24 Horas deste ano. Iniciativa saudável. Incentivar esporte é sempre louvável.

Mas como coluna política não vive só de tênis e isotônico, fica a dúvida que paira no ar:

Os afastados também vão alinhar no pórtico de largada?

Se forem, resta outra curiosidade: a premiação é apenas medalha simbólica ou há algo mais “motivador” no percurso? Porque, convenhamos, em Toledo tem gente que corre muito — principalmente quando o assunto envolve vantagem.

No mais, que vença o melhor preparo físico. E que a fiscalização tenha o mesmo fôlego que os competidores.

Presença que agrega

O empresário Rainer Zielasko marcou presença na sede da Gazeta de Toledo no último sábado, em um encontro que reuniu boa conversa, memória e visão de futuro.

Ao lado da esposa — que, na ocasião, concedia entrevista ao programa Conexão Saúde, apresentado por Edina Dallabrida — Rainer participou de um momento descontraído, degustando a tradicional polenta bristolada da casa.

Entre recordações de episódios marcantes da trajetória empresarial e comunitária, a conversa avançou para temas culturais, como o já conhecido conceito do “vinho aquático”, e, naturalmente, chegou ao cenário político atual — com análises sobre desenvolvimento, ambiente de negócios e os rumos da gestão pública.

Encontros assim reforçam o papel da Gazeta como espaço plural de diálogo, onde empreendedorismo, cultura e política se cruzam com respeito, profundidade e visão estratégica.

Caça às bruxas ou combate aos “ratos”?

Em vez de esclarecer a denúncia sobre o criadouro de ratos na chácara da Xourinda, a energia foi direcionada a descobrir “quem vazou” a informação.

Curioso.

Quando o foco passa a ser o mensageiro e não o fato, a prioridade deixa de ser o interesse público e passa a ser o controle da narrativa.

Em política, transparência não é favor. É dever.

A Constituição não é sugestão

Convém lembrar que a Constituição Federal — a chamada Carta Magna — estabelece no artigo 5º, inciso XXXIII, que “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral”.

Mais do que isso: o princípio da publicidade é um dos pilares da administração pública, previsto no artigo 37 da própria Constituição.

Ou seja: acesso à informação não é concessão graciosa. É regra.

O problema não é quem fala. É o que aconteceu.

Se houve denúncia, que se apure.

Se não houve irregularidade, que se esclareça.

Mas instaurar uma cruzada para descobrir a origem da informação soa menos como zelo institucional e mais como desconforto com a transparência.

E transparência, para quem ocupa cargo público, deveria ser aliada — não inimiga.

Reincidência preocupa

Quando episódios semelhantes se repetem, a pergunta deixa de ser “quem contou?” e passa a ser “por que isso continua acontecendo?”. Respeitar as leis que se ajuda a criar é o mínimo esperado de quem exerce função pública. A Constituição não é opcional.
Nem seletiva. Nem interpretativa conforme conveniência.

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Edição nº2810 – 24/02/2026

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