“Quem falou a verdade? Quem mentiu?
A partir de hoje, a coluna Gente & Poder inicia a reprodução integral dos vídeos com os depoimentos de todos os envolvidos na denúncia conhecida como “Kit Propina”. O material será apresentado sem cortes, sem edições e sem versões paralelas, respeitando fielmente o conteúdo registrado nas oitivas.
As audiências foram acompanhadas por veículos de imprensa — TVs, rádios, sites e portais. Conforme comunicado em plenário pelo juiz Murilo Conehero Ghizzi, em razão das limitações do espaço físico, foi autorizado o acompanhamento presencial por apenas um representante de cada veículo. Por consenso entre os profissionais presentes, a maioria optou por aguardar a disponibilização oficial dos registros audiovisuais para posterior divulgação ao público, procedimento que esta coluna passa a adotar.
Por questão humanitária e de saúde, o primeiro depoimento colhido e, portanto, o primeiro a ser exibido nesta série, é o do prefeito Beto Lunitti, ouvido inicialmente no curso das oitivas. Este depoimento abre a presente edição.
Fica registrado, de forma clara e objetiva, que a divulgação seguirá rigorosamente a ordem processual das oitivas, com a publicação de um depoimento por dia, observando-se a seguinte sequência: denunciante, acusados e, posteriormente, testemunhas. Não haverá atalhos, interferências ou juízos antecipados.
Aqui, o tempo é do fato. A palavra é de quem falou. O julgamento, como sempre, fica com o leitor.
HRT – IDEAS – a resposta que não responde

A resposta do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS) à notificação extrajudicial da Prefeitura de Toledo segue um roteiro já conhecido por quem acompanha a gestão do Hospital Regional de Toledo: muitas linhas, pouca objetividade e nenhuma resposta integral.
Notificado formalmente para esclarecer possíveis descumprimentos contratuais, o IDEAS optou novamente pela estratégia da postergação. Reconhece a existência de divergências técnicas — especialmente entre a Demonstração do Resultado do Exercício e o parecer da comissão municipal —, mas transfere a solução para um “adendo futuro”. Em bom juridiquês: não nega, não esclarece e empurra para depois.
Esse padrão não é novo, não é casual e tampouco surpreende. Sempre que instado a responder de forma objetiva, o IDEAS prefere o caminho da manifestação incompleta, mantendo o processo em suspenso e testando, mais uma vez, a paciência institucional do poder público.
A bola agora está com o município
Com a resposta oficial do IDEAS admitindo que não respondeu integralmente aos questionamentos da notificação, o Município de Toledo passa a ter um elemento central: há, nos autos administrativos, reconhecimento implícito de descumprimento contratual.
A Prefeitura foi clara ao reafirmar que os repasses estão sendo feitos dentro do que a lei autoriza, que não haverá novos aportes e que a opção pelo atendimento exclusivo ao SUS decorreu de recomendações do Ministério Público. Ou seja, não há espaço para a narrativa de surpresa, desequilíbrio financeiro ou promessa não cumprida.
Resta agora saber se o Município seguirá apenas aguardando mais uma “manifestação complementar” — expediente recorrente do IDEAS — ou se adotará à medida que o contrato e o interesse público autorizam: o encerramento legal da parceria e o acionamento do Plano B, cuja existência este jornalista sabe não ser retórica. Em contratos públicos, resposta incompleta não é solução. É confissão de incapacidade de cumprir.
E, neste ponto, a enrolação deixa de ser estratégia e passa a ser prova.
Segundo o IDEAS – Toledo não pode cobrar nem exigir.
Amanha, irei mostrar algumas mensagens que recebo, e trechos das respostas do IDEAS. Uma delas, eles, através do Jurídico descredencia a prefeitura de cobrar o contrato.
Modo execução
Na abertura do ano legislativo, o prefeito Mario Costenaro deixou claro que 2026 não será ano de discurso vazio. A gestão apresentou um volume robusto de ações e investimentos herdados do trabalho iniciado em 2025, com números que colocam Toledo em outro patamar administrativo: mais de R$ 350 milhões em projetos estruturantes já encaminhados, incluindo o Eixão do Desenvolvimento e a Ponte Estaiada, ambos com impacto direto no crescimento urbano e econômico. Amanhã, farei nessa coluna um resumo sobre as falas do prefeito aos vereadores.
Do papel para o concreto
Diferente de gestões que viviam de maquetes e promessas, a atual administração mostrou obras em execução e contratos assinados. As áreas de pavimentação urbana e rural, novas UBSs, CMEIs e equipamentos públicos aparecem como prioridade real — não como promessa eleitoral. A mensagem foi direta: planejamento virou obra, e obra virou entrega.
O “elefante branco” ganha função
Um dos anúncios mais simbólicos foi o destino do antigo Muffato, legado improdutivo da gestão anterior e exemplo clássico de “elefante branco”. O espaço será transformado em Complexo Municipal de Saúde, abrigando a Central de Especialidades, Ambulatório Materno Infantil e Ambulatório Pediátrico, com investimento de R$ 6,8 milhões via Secretaria de Estado da Saúde. Onde antes havia abandono, agora haverá atendimento.
Educação: arrumar a casa primeiro
Na educação, o foco foi claro: concluir o que estava parado. CMEIs abandonados foram entregues, reformas avançaram e 443 professores foram contratados, sendo 353 a mais que no ano anterior. A gestão preferiu resolver passivos históricos antes de anunciar aventuras mirabolantes — um recado indireto, mas firme, às administrações que empurraram problemas para frente.
Políticas públicas com recorte técnico
Meio ambiente, assistência social, agricultura e desenvolvimento econômico apareceram com dados, não slogans. Destaque para a política pioneira do biometano, a recriação da Secretaria de Agricultura e a recuperação de espaços públicos abandonados. Toledo deixou de improvisar e passou a operar com estratégia.
Transparência como método
Outro ponto sensível foi a evolução do índice de transparência: Toledo saltou do Selo Ouro para o Selo Diamante no ranking do Tribunal de Contas do Paraná, subindo mais de 90 posições. Em tempos de legislativos barulhentos e gestões opacas, o dado fala por si.
Recado político final
Ao agradecer a Câmara, o prefeito também delimitou o papel de cada poder: diálogo sim, obstrução não. A fala encerrou com um tom conciliador, mas firme, reforçando que 2026 será ano de execução, não de encenação. Para quem vive de discurso, o recado foi indigesto.





