A Ministério Público do Paraná, por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Toledo, pediu à Justiça a prorrogação por mais 180 dias do afastamento dos vereadores Edimilson Dias Barbosa e Valdomiro Nunes Ferreira, réus no escândalo conhecido como “Kit Propina”. A manifestação foi protocolada hoje, 30 de janeiro, desmonta, de forma direta, a narrativa que já circulava nos bastidores da Câmara Municipal de Toledo de que ambos estariam de volta ao plenário no próximo dia 4.
Segundo o Ministério Público, persistem intactos os fundamentos que motivaram o afastamento inicial, entre eles a gravidade dos fatos, o risco de reiteração criminosa e a possibilidade concreta de interferência na instrução processual. A promotoria sustenta que os réus teriam se valido do cargo e da estrutura da própria Câmara para articular a suposta cobrança de propina, o que torna incompatível o retorno às funções antes do julgamento final.
O pedido também destaca episódios recentes que reforçam a tentativa de manutenção de influência política nos corredores do Legislativo, mesmo após o afastamento, cenário que, para o MP, compromete a ordem pública, a moralidade administrativa e a credibilidade institucional da Casa.
A audiência de instrução e julgamento ocorre nesse meomento, e o Ministério Público é categórico: não há excesso de prazo, tampouco justificativa jurídica para o retorno antecipado. A decisão final agora está nas mãos do Judiciário, mas, ao menos por ora, o “já voltou” virou apenas conversa de corredor.





