Meu “urubu” madrugador — aquele que não perde um movimento nas marquises da Prefeitura — resolveu fazer um sobrevoo tático no estacionamento. Deu um salto aqui, apoiou ali, pousou com elegância no guidom de uma moto e — clic! Registrou a famosa Amarok do chefe do “kit propina”, repousando, tranquila e confiante, na vaga do “quase ex-vereador”. Parece que, para alguns, o constrangimento ainda não entrou em modo de emergência.
A pergunta que não quer calar:
Ele foi ao Legislativo, ao Executivo… ou foi testar a paciência do Judiciário?
Ora, todos sabemos — ele só não está proibido de circular no Executivo. Então, provavelmente foi lá cumprir seu ritual preferido: jogar as famosas “boslinhas” no ventilador, distribuir indiretas, cutucar uns egos… quem sabe, na ilusão de arrancar algum favorzinho de última hora, talvez, fazer alguma “cobrança”, sei lá!
Afinal, o relógio corre: faltam 24 dias para o martelinho criminal descer na mesa — e convenhamos, para o fórum ele não iria nem com guia espiritual… só se fosse devidamente “intimado”.
Silêncio em alta — ética em modo furtivo.
Na Câmara, chama atenção o silêncio confortável da bancada da situação — e do sempre discreto Conselho de Ética. Trabalhando, até estão… mas em modo furtivo, como quem prefere que nada apareça.
Resta a dúvida: confiança absoluta no resultado — ou receio de expor a falta de respaldo do próprio grupo?
Vertys doa 32 aparelhos de ar e leva dignidade aos usuários do Hospital Bom Jesus

Estive na manhã desta terça-feira, 6 de janeiro, no evento em que os empresários Juliano Carulli e Douglas André Molter, do grupo Vertys, oficializaram a doação de 32 aparelhos de ar-condicionado ao Hospital Bom Jesus. Em tempos em que muitos preferem discursar sobre solidariedade sem jamais tirá-la do papel, a iniciativa da Vertys faz o caminho inverso: transforma discurso em prática, conforto em dignidade e responsabilidade social em ação concreta — tanto para quem enfrenta o calor e a fragilidade de um leito hospitalar, quanto para famílias que ainda lutam por condições mínimas de bem-estar em seus lares. Gestos e atitudes como esta merecem ser respeitadas.
Conforto e humanização no Hoesp
A direção do Hospital Bom Jesus comemorou a doação de 32 aparelhos de ar-condicionado feita pelo grupo Vertys. Para o superintendente Zulnei Bordin, a iniciativa representa “um presente importante neste início de ano, especialmente em dias de altas temperaturas”, garantindo mais conforto, dignidade e humanização aos pacientes e familiares.

O Hoesp registra, em média, 1.200 internações mensais, das quais cerca de 70% são de usuários do SUS. Segundo Bordin, a melhoria ambiental nas enfermarias “impacta diretamente no bem-estar e no processo de recuperação dos pacientes”.
Vertys amplia atuação social com foco na saúde
Os empresários Juliano Carulli e Douglas André Molter, do grupo Vertys (Vertys Motors e Vertys Solar), afirmam que a doação integra um programa permanente de responsabilidade social da empresa.

A proposta — definida pelos sócios como “parcerias que mudam vidas” — prevê que parte do faturamento seja revertida em ações voltadas à população de menor renda. A empresa destaca que os equipamentos doados são mais silenciosos, econômicos e preparados para condições climáticas extremas, contribuindo não apenas para o conforto térmico, mas também para a qualidade de vida e prevenção em saúde pública.
Prefeito vê ação como exemplo de responsabilidade social
Presente no ato de entrega, o prefeito Mario Costenaro ressaltou que a iniciativa da Vertys “é um exemplo concreto de responsabilidade social e de cooperação entre setor público e iniciativa privada”.

Para o prefeito, a melhoria do ambiente hospitalar “reforça as condições de tratamento e favorece o processo de cura”, além de servir como referência para futuras parcerias voltadas à saúde pública de Toledo e região.
Seria fechado — e “eles” sabem disso
No ato da entrega dos aparelhos de ar ao Hospital Bom Jesus, quem roubou a cena foi José Augusto Sperotto, membro do conselho da Hoesp. Direto como sempre — e sem paciência para rodeios — ele lembrou que o hospital “vive de pão e água” e deixou um recado que ecoou no salão: se o Bom Jesus não fosse o único hospital de porta aberta da região, “eles” já teriam fechado há muito tempo.
Sim, “eles”. Os mesmos que, na gestão passada, sonharam alto — ou baixo — com a ideia de terceirizar tudo na saúde pública e empurrar o Bom Jesus para o abismo administrativo. Faltou coragem para assumir publicamente. Sobrou intenção.
Não precisa desenhar. Cada leitor sabe muito bem quem são “eles”.
Toledo no topo do Índice de Progresso Social – IPS
Toledo aparece entre os cinco melhores municípios do Paraná no Índice de Progresso Social 2025, com nota 67,80 e liderança regional no Oeste. No discurso, o prefeito Mario Costenaro adotou tom institucional e dividiu o mérito com gestões anteriores e com a comunidade — movimento que reforça a narrativa de continuidade administrativa e maturidade institucional do município.
Resultado positivo, mas com alerta para “oportunidades”
Apesar do bom desempenho nas áreas de Necessidades Humanas Básicas e Bem-estar, Toledo ainda tem desafio importante no eixo “Oportunidades”, onde registrou 50,59 pontos. A leitura política é clara: o governo comemora o avanço, mas sabe que inclusão social, mobilidade econômica e acesso a chances reais de desenvolvimento seguem como o próximo campo de disputa — e de cobrança pública.




