Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

OsterToledo 2026 promete encantar com “Luz que Renova” na Vila Páscoa

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Foto: ilustração

Por Marcos Antonio Santos

Evento artístico e cultural ocorrerá nos dias 21 e 22 de março, integrando tradições ucranianas e germânicas com experiências sensoriais e sustentáveis

Nesta semana, os organizadores da OsterToledo – “Luz que Renova” 2026 se reuniram com o prefeito Mario Costenato, na sala do Gabinete da Prefeitura. Estiveram presentes, entre outros convidados, a presidente da Cooperativa de Artesãos de Toledo (Cooarte), Marilene Lessa de Lima, e o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Thiago D’Arisbo.

O evento será realizado nos dias 21 e 22 de março, no Parque Ecológico Diva Paim Barth (Lago Municipal), e trará muitas novidades para o público.

OsterToledo 2026 – “Luz que Renova”

O projeto cenográfico e cultural transforma a Vila Páscoa em um percurso artístico, sensorial e comunitário. Concebido e desenvolvido por Ana Maria Pappini, o evento integra tradições ucranianas e germânicas com uma linguagem visual contemporânea, priorizando sustentabilidade e participação comunitária.

Tema e conceito

O tema “Luz que Renova” simboliza renovação, esperança e a atmosfera acolhedora da Páscoa. A luz será usada como elemento cenográfico e emocional, transformando a Vila Páscoa em um ambiente poético e harmonioso.

Local e organização

Toda a ambientação, circulação e cenografia estarão concentradas na Vila Páscoa, garantindo organização, segurança e integração com o lago. O projeto valoriza tradições culturais, estética ucraniana e germânica e oferece novos cenários fotográficos para visitantes e turistas.

Diretrizes e objetivos

Integração total com a Vila Páscoa e seus caminhos

Cores tradicionais da Páscoa em harmonia com a paisagem

Iluminação suave e acolhedora, com destaque para o lago

Elementos simbólicos como ovos, flores e esculturas temáticas

Promoção de sustentabilidade com uso de PET, restauração de elementos e iluminação eficiente

Experiência do público

Visitantes poderão aproveitar caminhos seguros, áreas fotográficas renovadas, novas esculturas temáticas e espaços acolhedores para famílias.

Cozinha social

A produção das casquinhas depende do apoio da Cozinha Social da Prefeitura, responsável pelo preparo de lanches para o evento. Sem esse suporte, a confecção das casquinhas não será possível.

Árvore Osterbaum – símbolo do evento

A Árvore Osterbaum será uma árvore natural seca, revestida com crochê artesanal, representando tradição, sensibilidade e estética manual da Osterfest.

Altura estimada: 8 m

Elementos decorativos: 120 a 200 ovos decorados

Instalação: diretamente no solo, com berço escavado e compactação

Manutenção: revisão semanal e ajustes no crochê conforme umidade e vento

Paleta oficial: Vermelho cereja, azul profundo, amarelo ovo, verde oliva claro e branco

O conceito artístico da Osterbaum simboliza renascimento, memória ancestral e força da natureza, integrando tradições ucranianas e germânicas à temática “Luz que Renova”.

Foto: ilustração

Projeto

O projeto da OsterToledo 2026 tem a direção artística, concepção e desenvolvimento de Ana Maria Pappini. A Gazeta de Toledo conversou com a artista sobre o evento e suas novidades.

Gazeta: O que a inspirou a criar os projetos para a OsterToledo 2026?

Ana Maria: A inspiração surgiu a partir do convite da Marilene, que expressou o desejo de expandir e qualificar esteticamente a festa. Embora a OsterToledo já existisse e celebrasse as tradições ucranianas e germânicas, percebi que havia espaço para aprofundar a experiência e criar algo mais sensível e memorável para a comunidade.

Ao aceitar o convite, senti a necessidade de mergulhar na essência dessas culturas — seus símbolos, suas cores, seus rituais — e pensar em como transformá-los em uma linguagem visual que fosse respeitosa, mas ao mesmo tempo contemporânea. A inspiração verdadeira nasceu do encontro entre memória e renovação: honrar as raízes culturais que formam nossa cidade, ao mesmo tempo em que criamos uma atmosfera luminosa, acolhedora e significativa para todos os públicos.

Cada elemento foi concebido para despertar pertencimento, emoção e a sensação de renascimento que a Páscoa simboliza. Meu objetivo foi que a comunidade se reconhecesse, se encantasse e vivenciasse a festa de forma intensa, com brilho, esperança e envolvimento emocional. É desse lugar — onde tradição e sensibilidade se encontram — que nasce a força inspiradora da OsterToledo 2026.

Gazeta: No papel tudo está bonito. Quando estiver montado, ficará ainda mais impactante?

Ana Maria: Sim, acredito que o impacto será muito maior no espaço real. No papel conseguimos visualizar estética e conceito, mas é no ambiente físico que a magia acontece. As proporções ganham vida, as cores dialogam com a luz natural e artificial, e o público se move entre os elementos, criando suas próprias conexões emocionais.

A OsterToledo sempre teve força cultural, mas nesta edição ampliada o ambiente físico vai potencializar ainda mais essa experiência. Tenho certeza de que, ao entrar no espaço, as pessoas sentirão algo que o desenho não consegue transmitir — a presença, a atmosfera e o encantamento que só o encontro entre arte, tradição e comunidade pode gerar.

Gazeta: Como foi o processo criativo para desenvolver peças que dialogassem com a identidade da OsterToledo?

Ana Maria: O processo começou com uma análise detalhada da identidade já consolidada da OsterToledo, ancorada nas tradições ucranianas e germânicas. Levantei os elementos visuais, simbólicos e cromáticos dessas culturas e das edições anteriores, sempre considerando a sustentabilidade, priorizando materiais reutilizáveis, de baixo impacto ambiental e técnicas responsáveis.

Minhas viagens e experiências em outras culturas também foram fundamentais. Elas trouxeram referências de formas, cores e modos de celebração que, cuidadosamente selecionadas, dialogam com a linguagem da festa sem descaracterizá-la, fortalecendo sua identidade e ao mesmo tempo oferecendo um toque contemporâneo.

A partir disso, estruturei um repertório técnico que orientou toda a criação: paletas de cores, padrões, iconografia e conceitos visuais que garantissem coerência cultural, unidade estética, legibilidade espacial e impacto sensorial. Cada elemento foi prototipado pensando em durabilidade, eficiência energética e integração harmoniosa aos espaços naturais e urbanos do evento.

Gazeta: Quais materiais e técnicas você escolheu para este projeto e por quê?

Ana Maria: A escolha dos materiais e técnicas teve como objetivo dar nova roupagem aos elementos já utilizados em edições anteriores, mantendo a identidade, mas ampliando impacto estético e simbólico. Algumas peças, como esculturas e ovos, serão revestidas com crochê produzido pela comunidade, fortalecendo o vínculo afetivo do público com a festa e valorizando o trabalho artesanal local.

Além disso, utilizei madeira, galhos secos, folhas e árvores secas, combinados com iluminação em LED de baixo impacto. Esses materiais permitem reduzir custos, ampliar a sustentabilidade e respeitar o meio ambiente, sem comprometer a qualidade estética e a expressividade das peças.

O resultado é um conjunto de obras que integra técnicas artesanais comunitárias, design contemporâneo e soluções ecologicamente responsáveis, reforçando a proposta de uma OsterToledo mais criativa, acolhedora e sustentável.

Gazeta: Que mensagem ou sensação você espera transmitir ao público por meio dessas obras?

Ana Maria: Espero envolver o público em uma sensação de encantamento delicado, como quem reencontra algo familiar, mas ao mesmo tempo surpreendentemente novo. Cada peça foi criada para que a tradição ucraniana e germânica não apenas seja vista, mas sentida — como uma memória que desperta, uma raiz que reconhece o próprio solo.

Desejo que as pessoas percebam a beleza do trabalho coletivo e artesanal: o crochê que aquece, os ovos feitos à mão, o gesto comunitário que faz a festa pulsar. E que também sintam a leveza da natureza presente nos materiais reciclados, nas folhas e galhos secos e na iluminação suave, que ilumina sem agredir o ambiente.

Quero que cada obra transmita a mesma mensagem: a Páscoa é renascimento, luz que retorna, esperança que se refaz. Que os visitantes caminhem pelo espaço como se atravessassem um poema visual, onde tradição, sustentabilidade e afeto se entrelaçam. Se, ao final, cada pessoa sair tocada — mesmo que discretamente — por uma emoção boa, uma lembrança doce ou uma vontade renovada de cuidar do que é nosso, então a narrativa da OsterToledo 2026 terá cumprido sua missão.

Fotos: ilustrações

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2811 – 02/03/2026

Cotações em tempo real