Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Case de sucesso de Toledo é exposto pela Funtec em festival internacional

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Apresentação ocorreu na última sexta-feira (28/11), em Londrina, durante painel do qual participaram a diretora-executiva da fundação e o prefeito de Ibiporã. Foto: divulgação

O Parque Ney Braga Eventos, em Londrina, sediou, entre quinta e sexta-feira (27 e 28/11) da semana passada, o Festival Internacional de Inovação de Londrina (Fill). Entre as discussões que movimentaram o segundo dia, destacou-se o painel “Descomplicando Políticas Públicas de Inovação”, que evidenciou as experiências de Toledo e Ibiporã.

Mediado pela advogada Renata Queiroz, o debate reuniu a diretora-executiva da Fundação para o Desenvolvimento Sustentável, Científico e Tecnológico de Toledo (Funtec), Tatiany Barbiero, e o prefeito de Ibiporã, José Maria Ferreira. Antes de passar a palavra aos convidados, Renata, derrubou dois mitos: “Se o poder público não atrapalhar, ele já ajuda” e “inovação é coisa para cidade grande”. 

Segundo ela, essas são as frases que mais escuta ao prestar consultoria a governos. “Estamos aqui justamente para mostrar que isso não é verdade. O município pode, sim, fomentar inovação e pode fazer isso com instrumentos simples e acessíveis”, pontuou.

Funtec – Em sua fala, Tatiany apresentou o percurso de Toledo com o Contrato Público de Solução Inovadora (CPSI), considerado hoje uma referência no Paraná. “É uma honra compartilhar a nossa trajetória. Sempre tivemos inovação muito presente na rotina do município, mas inovar no setor público é muito difícil quando você não pode comprar nada que envolva risco tecnológico”, disse.

A diretora-executiva explicou que Toledo iniciou na modalidade em 2022, com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae/PR), que auxiliou o município na preparação conceitual e na compreensão do instrumento. “Antes usávamos apenas a licitação convencional, cujas especificações precisam ser detalhadas para o produto pronto. A CPSI, que também é um tipo de licitação, permitiu adquirir uma solução cuja especificação não está definida, ou seja, uma solução em desenvolvimento ou validação”, relatou.

A construção desse caminho, no entanto, não foi simples. “O primeiro passo foi levantar nossas demandas. Reunimos todas as secretarias e chegamos a 14 necessidades, e 12 tinham base tecnológica”, contou.

Articulação – Depois de filtrar a viabilidade, chegaram a cinco possibilidades e escolheram uma, levando em conta um desafio decisivo: o orçamento. “Essa é a primeira dica que deixo. Sem entender o orçamento disponível, a CPSI não caminha”, afirmou.

Outro ponto-chave foi a articulação interna. “A segunda dica é simples: articulação, articulação e articulação. Muitas áreas estão envolvidas: jurídico, compras, secretarias. Se quem participa não entende seu papel, o processo emperra”, destacou.

Tatiany reforçou que o mérito da execução não é apenas do instrumento jurídico, mas principalmente das pessoas envolvidas. “Tivemos uma equipe de servidores muito comprometida. Eles fizeram acontecer. Sem essa postura colaborativa, a CPSI simplesmente não sairia do papel.”

Com o edital pronto (elaborado sem referências prévias, já que o município não dispunha de modelos como o Catalisa Gov na época), Toledo recebeu oito inscrições de startups. “Divulgamos nacionalmente porque queríamos a maior diversidade possível de soluções”, explicou Tatiany. 

Três propostas foram consideradas aderentes ao problema e uma foi selecionada para a prova de conceito (POC). “Soluções já prontas, de prateleira, não servem para CPSI. Se a startup tem algo 100% pronto, não é inovação e não tem risco tecnológico. Portanto, não se enquadra”, disse.

Ibiporã – Na sequência, o prefeito José Maria Ferreira apresentou a visão de Ibiporã, destacando que políticas públicas de inovação dependem de estratégia, articulação e constância. Ele afirmou que a experiência de Toledo contribui para orientar outros gestores que buscam inserir inovação no cotidiano administrativo. “Inovar não é um ato isolado, é um processo organizado. Os municípios não podem ter medo de testar caminhos novos”, frisou. “O que Tatiany apresentou aqui mostra que dá para fazer, mesmo em cidades médias. O que falta muitas vezes não é recurso, mas decisão política e capacidade de articulação”, avaliou. 

O prefeito defendeu ainda que municípios se apoiem mutuamente. “O desenvolvimento regional depende de iniciativas conjuntas. Se uma cidade avança, o território avança”, comentou.

Solução para todos – O painel reforçou que inovação pública não é prerrogativa de grandes capitais. Além de ampliar eficiência e economia, instrumentos como o CPSI permitem soluções mais próximas das necessidades reais da população.

A mediadora reforçou o recado dos convidados: a inovação é possível quando há método, intenção e continuidade. “Estamos falando de instrumentos legais acessíveis e que não exigem grandes estruturas. O que exige é vontade de fazer”, sublinhou. 

O evento – O Fill 2025 foi promovido pela Estação 43, com correalização do Sebrae/PR e da Associação Brasileira de Tecnologia, Inovação e Comunicação (Abratic). A programação contou ainda com apoio do Governo do Estado, por meio das secretarias da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), Turismo (Setu), Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Fundação Araucária.

Fonte: Secom/Pref. de Toledo

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2811 – 02/03/2026

Cotações em tempo real