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Brasil livre de aftosa sem vacinação pode aumentar exportação de carnes

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Deputado federal Dilceu Sperafico (PP). Foto: Assessoria

Por Dilceu Sperafico*

O Brasil, como um dos principais produtores e exportadores de grãos e proteínas animais do mundo, recebeu merecido reconhecimento à  sanidade, qualidade e sustentabilidade de sua pecuária, no dia seis de junho, em Paris, na França. Foi o certificado de País livre da febre aftosa sem vacinação, fundamental para exportação de carne bovina e derivados. O documento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), foi entregue depois de aprovado no dia 29 de maio, na 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da instituição. O reconhecimento da OMSA deve colaborar para ampliação dos atuais e abertura de novos mercados internacionais para a carne brasileira, apesar de tarifaços e seus efeitos no agronegócio e agroindústria do País.  A última vez que o Brasil registrou foco de aftosa foi em 2006 e a enfermidade animal infecciosa aguda causa febre, seguida de vesículas ou aftas, principalmente, na boca e pés de animais de casco fendido, como bovinos, búfalos, caprinos, ovinos e suínos.

A aftosa trata-se de febre de rápida disseminação e quando foco é registrado o produtor precisa interditar a área e sacrificar todos seus animais para evitar a propagação da doença. A partir do momento em que é confirmado o registro de caso de aftosa, há restrições com relação à comercialização internacional da proteína animal. O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, vêm avançando em seus volumes e destinos de vendas, com aumento de 23,7% em junho. Em 2024, o Brasil estabeleceu novo recorde nas exportações de carne bovina, atingindo 2,89 milhões de toneladas, com aumento de 26% em relação a 2023. O faturamento totalizou 12,8 bilhões de dólares, com crescimento de 22% em comparação ao ano anterior. A China foi o principal destino, importando 1,33 milhão de toneladas, contribuindo com seis bilhões de dólares e consolidando o Brasil como o maior exportador de carne bovina do mundo. A China, Estados Unidos, União Europeia e Emirados Árabes foram os principais compradores do produto brasileiro no período.

Conforme a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), trata-se de momento positivo histórico para a cadeia agroindustrial da carne bovina do País, após décadas de promoção ativa de vacinação e rigorosos controles sanitários dos rebanhos. A nova certificação sanitária posiciona o Brasil em novo patamar no comércio internacional e poderá ajudar na abertura de mercados “altamente exigentes”, como o Japão, entre outros. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), países como Filipinas e Indonésia já manifestaram interesse imediato em importar miúdos bovinos com base nesse novo status sanitário. A entidade está utilizando a conquista como ativo estratégico em negociações com mercados altamente exigentes, mas que pagam mais pelo produto. Mesmo que com o novo status o governo brasileiro precisará renegociar diversos certificados sanitários e tributários, o que pode demandar negociações e ajustes no curto prazo. Em compensação, além da possibilidade de ampliação do mercado internacional, o reconhecimento pode trazer redução de custos para o produtor rural e os Estados, como indica a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Além disso, os criadores dos bovinos também poderão ser melhor remunerados, porque alguns dos possíveis novos mercados, como o Japão, pagam mais pelo produto.

*Dilceu Sperafico é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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