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“O absolvido do pão de queijo”

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E não é que, do alto da criatividade política brasileira, nasceu mais um marco do surrealismo institucional? Um ex-político — desses que somem do noticiário, mas nunca do processo — foi finalmente absolvido. Do quê? De um combo criminoso com tempero mineiro e recheio paranaense.

Segundo consta nos autos do absurdo, o nobre cidadão:

  • Falsificou documentos como quem preenche ficha de motel;
  • Criou ruas fantasmas entre Toledo (PR) e Belo Horizonte (MG), com direito a trajeto alternativo digno de GPS possuído;
  • E apresentou certificado falso de um curso obrigatório que, vejam só, ele até pisou na porta, mas, não voltou nas horas determinadas.

Mas calma. Doze anos depois, ele foi absolvido. A Justiça, com toda sua lerdeza gourmet, decidiu que tudo isso — com notas frias, mentiras quentes e pão de queijo na nota fiscal — horário de abastecimentos sem sincronismos-não era lá tão grave assim.

Dizem por aí que se livrar da condenação custou o olho da cara, talvez até um rim — mas como o dinheiro não era dele, o custo foi diluído nos cofres públicos mesmo. E quanto ao certificado falso? Ora, ele agora pode até dar aula de “ética pública”, com pós-graduação em “como escapar da cadeia com um lanche típico”.

E enquanto isso, o Brasil segue sob o comando de bandidos com colarinho e caneta. Um Supremo que muitos enxergam como balcão de blindagem, e togados que, diante de um “simples pão de queijo”, agem como se estivessem julgando uma receita, não um crime.

No fim, apesar de ainda haver possibilidade de recorrer, aprendemos a lição:
No Brasil, o problema nunca foi o pão de queijo.
É quem o compra. Com o seu dinheiro.

Relembre o caso AQUI nesse link

Declaração da secretária-geral do SerToledo sobre o auxílio-alimentação:

“A atual gestão realizou em apenas seis meses o que outros prefeitos não conseguiram fazer em quatro anos.”

Declaração do vereador e representante do SINVAR, Bruno Radunz, sobre o auxílio-alimentação:

“Em nome do SINVAR e do setor comercial, posso afirmar que, especialmente no ramo de mercados — onde também atuo —, haverá uma economia de pelo menos R$ 150 mil. Esse valor corresponde às taxas e aos juros abusivos cobrados pelos cartões corporativos, que frequentemente apresentavam problemas de bloqueio e causavam transtornos aos servidores.”

Vereadores exigem ofício, mas ignoram o conteúdo

Recebi com surpresa (e uma boa dose de humor involuntário) a correspondência oficial encaminhada por alguns vereadores do município de Maripá, endereçada ao prefeito, exigindo que os convites para futuras capacitações sejam realizados formalmente, por ofício, e não mais por mensagem no grupo institucional da Câmara, em aplicativo de mensagens.

Curioso. Os parlamentares foram devidamente avisados. Tiveram acesso à informação com antecedência. Mas, ao invés de comparecerem para fiscalizar, conhecer e avaliar a qualidade da capacitação — algo que faz parte de suas obrigações públicas — preferiram se apegar ao formato do convite. Não era papel timbrado? Não valia. Porque, ao que tudo indica, o problema não é a comunicação. É a conveniência. Ou, seria porque essas capacitações não geram diárias?

Mais curioso ainda é a crítica à suposta “falta de clareza” sobre o papel dos vereadores no curso. Ora, a Lei Orgânica é clara: vereadores podem — e devem — acompanhar as ações do Executivo. Mas isso exige algo que não se escreve em ofício: presença, interesse e responsabilidade.

Em vez disso, preferiram a retórica vazia de um documento protocolado, recheado de formalidades, com ecos de orientações externas — pasmem — vindas de alguns “consultores” picaretas de Toledo, mestres na arte de confundir fiscalização com politicagem barata.

A pergunta que não cala:
Se havia desconfiança sobre o curso, por que não compareceram para verificar com os próprios olhos?
Ou seria mais conveniente questionar de longe, sem correr o risco de encontrar qualidade onde não se esperava?

Não é o canal de comunicação que impede o exercício da função pública.
É a falta de vontade.
É a submissão a interesses paralelos.
É a covardia travestida de zelo institucional.

Formalidade é importante, sim. Mas jamais deve ser usada como escudo para encobrir omissão, politicagem e manipulação. Especialmente quando os mesmos que exigem ofício agora se preparam para mais uma jornada “técnica” em Foz do Iguaçu — com cursos duvidosos e recursos públicos indo, mais uma vez, pelo ralo.

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Edição nº2809 – 18/02/2026

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