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Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

A festa da Epifania, em sintonia com a celebração do Natal, nos lembra que, através de sua Encarnação, Deus não apenas apareceu na história, mas se manifestou, confiando-nos toda a responsabilidade e a alegria de, primeiro, buscar e, depois, reconhecer os sinais de sua presença na realidade e na história. O caminho dos Magos é um desafio para nos perguntarmos com quanta liberdade interior estamos dispostos a nos colocar em movimento para encontrar e adorar o Deus feito homem.

A surpreendente jornada dos Magos é contextualizada pela liturgia no convite que o profeta Isaías ousa fazer a Jerusalém, em um tempo sombrio e escasso de esperança. Israel é chamado a se levantar e ressurgir porque a luz de Deus já brilha sobre sua desolação. Somente confiando nessa palavra, o povo santo de Deus poderá finalmente se tornar um sol invencível e universal, para o qual todas as nações marcharão em festa.

Esta poderosa imagem é adotada pela liturgia para nos lembrar que o Natal é a chegada e a revelação de uma luz fulgurante que Deus, um dia, quis depositar nas trevas deste mundo. Na medida em que nos deixamos tocar e surpreender por essa luz, podemos todos nos tornar tão luminosos que revelaremos ao mundo a Boa Nova de que Deus está conosco, para sempre.

Em que consiste essa poderosa iluminação, capaz de clarear toda a “escuridão” que “cobre a terra” (Is60,2)? O apóstolo Paulo explica bem, comparando a vinda de Jesus a um presente maravilhoso e inesperado, superior a qualquer expectativa e acessível à humanidade apenas por meio do Espírito: “Por revelação, tive conhecimento do mistério” (Ef 3,3).

O mistério não deve ser entendido como algo oculto e inacessível. Pelo contrário, trata-se de uma realidade que Deus pretende revelar, mas apenas de uma forma adequada à nossa liberdade, cujo destino não pode ser outro senão o de conhecer gradualmente todas as coisas unicamente através da força de um desejo livre e pessoal.

A Encarnação do Verbo como manifestação de um grande mistério, nos incentiva a verificar o quanto estamos dispostos a ser homens e mulheres em viagem e, sobretudo, à procura de algo do qual sentimos falta. Os Magos, que nos precedem felizes e de joelhos diante do Rei Menino, ofereceram “seus tesouros” ao Menino-Deus. Esse gesto recorda “que os gentios são chamados, em Cristo Jesus, a compartilhar a mesma herança, a formar um só corpo e a ser participantes da mesma promessa por meio do Evangelho” (Ef 3,6). Eles nos lembram que, para encontrar aquele que já “nasceu” (Mt 2,1), devemos estar dispostos a ultrapassar muitos limites e equilíbrios conquistados, a fim de alcançar aquela plenitude que ainda nos falta. De fato, depois de buscar, é necessário ter a coragem de fazer novas perguntas para não parar o caminho: “Onde está o rei dos judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2,2).

Os Magos não se envergonham de perguntar e assumir que não sabem tudo. O rei Herodes e toda Jerusalém, ao contrário, ficam perturbados diante dessa busca e se fecham em uma triste autossuficiência, temendo que a vinda de Deus ao mundo possa ameaçar o seu poder.

A Epifania declara que a verdadeira luz veio ao mundo e está brilhando. Os magos, com a troca de presentes, ganharam o Verbo de Deus presente no meio de nós e agora podem levar ao mundo a luz que ilumina e aproxima os corações e produz alegria.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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Edição nº2808 – 13/02/2026

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