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O agronegócio brasileiro e a geração de alimentos e empregos

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Dilceu Sperafico*

O agronegócio brasileiro não se destaca somente na produção, transformação e exportação de alimentos com qualidade, diversidade e sustentabilidade. A agropecuária nacional igualmente tem grande representatividade na geração de empregos, renda, tributos e oportunidades de novos empreendimentos, especialmente na transformação de grãos e proteínas animais. Dessa forma, o produtor rural contribui muito para o desenvolvimento econômico e social do País e especialmente de Estados e municípios com maior expressão na produção primária.

Conforme estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizado em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), campus de Piracicaba, São Paulo (SP), o agronegócio brasileiro mantinha mais de 28,6 milhões de trabalhadores no início de 2024, o que equivale a 26,85% do total de ocupações no País. Se forem levados em consideração os familiares desses trabalhadores rurais, pode-se dizer que a agropecuária sustenta mais da metade da população nacional. Esses números foram recordes registrados na série histórica de levantamentos no setor, iniciados em 2012.

De acordo com o levantamento, a população ocupada no agronegócio cresceu 3,0%, atingindo 827 mil pessoas no 1º trimestre de 2024, em números absolutos. O aumento foi impulsionado, principalmente, pelos crescimentos dos contingentes empregados nos agrosserviços, com aumento de 9,9% no volume de empregos no setor. No segmento de insumos, a elevação foi de 5,1%, equivalente a 14,54 mil pessoas. O avanço nesses segmentos foi reflexo do excepcional desempenho da produção dentro da porteira das propriedades rurais, o que estimulou os segmentos a montante e a jusante no agronegócio.

No segmento agroindustrial, a população ocupada cresceu 3,4%, pois foram observados avanços nas agroindústrias pecuárias, impulsionados pelas indústrias de abate de animais e de laticínios, enquanto houve recuos nas agroindústrias agrícolas, pressionadas pelas quedas no número de pessoas atuando nas unidades industriais de açúcar, etanol, café, óleos e gorduras, massas, têxteis de base natural, vestuários e acessórios e produtos e móveis de madeira. Entre 2023 e 2024, o aumento da população ocupada no agronegócio foi bancado por empregados com carteira assinada, o que indica o aumento da formalização do emprego e por trabalhadores com maior nível de instrução, com ensino médio e superior, além do maior número de empregadas femininas.

Segundo o estudo, essa tendência é verificada no setor rural desde o início da série histórica e é creditada aos avanços na tecnologia, especialmente nos equipamentos utilizados no cultivo de grãos e na criação

de animais. Essa nova realidade explica, por exemplo, a queda na geração de empregos na agropecuária, com a população ocupada caindo 5%, com perda de 432,99 mil empregos entre 2023 e 2024. Os pesquisadores responsáveis pelo estudo indicam que esse cenário está atrelado a retrações observadas na horticultura, cafeicultura, plantio de cereais, bovinocultura, cultivo de laranjas, produção florestal e atividades denominadas “outras lavouras” e “outros animais”, além da utilização de equipamentos modernos e controlados por computadores, inclusive com decisões tomadas à distância, via internet.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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