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A comunidade que nasce da Páscoa

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

O tempo da Páscoa, que dura 50 dias, mais longo do que o tempo da Quaresma, e culmina na grande solenidade de Pentecostes, é dedicado especialmente à leitura dos Atos dos Apóstolos: assim podemos aprofundar as vivências da Igreja dos primeiros apóstolos, repleta do Espírito, empenhada na vida comum, atenta aos mais necessitados, afligida por tribulações e não isenta de tensões, mas sempre perseverante na paz, dom do Ressuscitado.

Neste 2º Domingo de Páscoa, o domingo da Oitava, e dedicado à Divina Misericórdia pelo Santo Papa João Paulo II, a liturgia coloca no centro a experiência do encontro com o Ressuscitado, que vivifica a fé, destrói o medo e transforma seus discípulos em verdadeiros apóstolos (=enviados).

As leituras deste domingo nos introduzem no grande evento da Ressurreição, de modo especial, como esta notícia produz efeitos transformadores na primeira comunidade dos discípulos em Jerusalém. O medo dá lugar à coragem, a tristeza à alegria. Desta experiência pascal nasce a comunidade onde todos tinham os mesmos sentimentos. Os discípulos, reunidos em comunidade, recebem o envio, a paz e a força do Espírito para o perdão dos pecados; “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio. Recebei o Espírito Santo! A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados”.

O evangelho (Jo 20,19-31) nos ajuda a reviver os acontecimentos na vida dos discípulos depois da morte de Jesus. Eles, apesar de tudo, continuam juntos. São João acentua que é noite, o primeiro dia da semana, os apóstolos estavam em uma casa com as portas trancadas, por medo dos judeus. Os Apóstolos, antes da Ressurreição e dom do Espírito, não foram capazes de compreender tudo o que estava acontecendo, principalmente, a Ressurreição de Jesus.

Ao entrar no lugar em que estavam reunidos os discípulos, Jesus lhes comunica o dom da paz e lhes mostra suas mãos e o lado com os sinais de suas feridas. Em seguida, ele os envia à mesma missão havia recebido do Pai. Soprando sobre eles lhes comunica o seu Espírito vivificador e santificador, dando-lhes o poder de perdoar os pecados, atualizando a grande promessa da salvação e da nova criação. Através do perdão, que é dado mediante a ação do Espírito Santo, somos de fato renovados, transformados em novas criaturas em Cristo.

Jesus sempre retorna. Ele quer viver pessoalmente o encontro que muda a existência e lhe dá o sopro da eternidade. Jesus conhece o coração de Tomé e tem grande ternura: “oito dias depois” volta entre os Onze precisamente para ele, para devolver-lhe a coragem da primeira hora e a grande alegria que os outros apóstolos já experimentaram. Todos nós somos Tomé: desejosos de encontrar Aquele que está vivo e dá o Espírito e a Vida, desejosos de experimentar seu amor, tocar seu poder e vê-lo vivo na glória da Ressurreição. E Jesus volta novamente, de maneira especial, para encontrar cada um de nós, na Igreja, onde Ele oferece e renova os dons da salvação. É lá, na comunidade onde, juntos vivemos nossa fé, que Jesus vem ao encontro de nossas incredulidades: não há outro lugar para participar de sua salvação e receber a missão de ir ao mundo, cheios do Espírito, para anunciar que Ele está vivo e que, “crendo”, cada um tem “vida em seu nome”.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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Edição nº2810 – 24/02/2026

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