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A América Latina e seu potencial na exportação de commodities

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    Dilceu Sperafico*

A América Latina e especialmente o Brasil não podem perder a oportunidade que a história da humanidade está lhes oferecendo, como é a opção de se consolidar como a maior superpotência da produção e exportação de commodities do mundo. Além de dispor das maiores áreas agricultáveis do planeta, o continente latino-americano reúne mais de 20% das reservas globais de cinco metais cruciais para a transição energética, o que ressalta sua importância para o desenvolvimento e bem-estar de todos os países do planeta.

         Conforme especialistas, durante cinco séculos, pelo menos, a América Latina e seus dois bilhões de hectares de terra foram fonte vital de alimentos, combustíveis e metais para o mundo. O problema é que oferta de produtos essenciais não foi exatamente alternativa comercial dos líderes e habitantes do continente. Na prática, a América Latina foi saqueada por colonizadores em busca de ouro, prata, algodão e açúcar, passando depois a fornecer borracha e petróleo para Europa e Estados Unidos, mas nem sempre recebendo em troca os valores justos.

Agora, conforme pesquisadores, a América Latina tem a chance de se tornar a superpotência mundial de commodities do século 21, mas desta precisa se alertar para aproveitar a oportunidade e promover seu desenvolvimento econômico e social. Para começar, a transição para energia limpa se prolongará por décadas de demanda por metais indispensáveis para a expansão necessária de parques de geração de energia solar e eólica, fios de alta tensão e carros elétricos. A América Latina, vale repetir, tem mais de um quinto das reservas globais de cinco desses metais cruciais.

         De acordo com especialistas., o continente já se destaca na mineração de cobre, fundamental nas tecnologias verdes e detém reserva de 60% do lítio conhecido no mundo, que é usado em todos os principais tipos de baterias para veículos elétricos. Além de ser rica em prata, estanho e níquel, a América Latina se beneficiará até mesmo se a transição verde passar por dificuldades, graças a descobertas recentes de petróleo que poderiam atender de 5% a 10% da demanda global até 2030.

         Além disso, na medida em que o mundo se preocupa mais com o meio ambiente, também necessita de mais alimentos para sua população carente. São bilhões de bocas para alimentar, o que estimulará a demanda por carboidratos, proteínas e iguarias que a América Latina produz com abundância. Prova disso é que o continente já fornece mais de 30% do milho, carne bovina e de aves e açúcar do mundo, além de 60% da demanda de soja mundial. Oito em cada 10 xícaras de café servidas no mundo são preparadas com grãos de café latino-americano e até 2032, as exportações líquidas de alimentos do continente podem ultrapassar 100 bilhões de dólares, o maior registro disparado do mundo.

         Prova disso é que rivais endinheirados observam nossas riquezas, fazendo surgir nova disputa geopolítica no planeta, como demonstrou a venda por mineradora brasileira de 13% de sua unidade de metais básicos para joint-venture da Arábia Saudita, por cerca de três bilhões de dólares. Ao mesmo tempo, a China destinou 1,4 bilhão de dólares para elevar a produção de lítio na Bolívia e a Europa prometeu investir 45 bilhões de euros em projetos latino-americanos destinados a reduzir emissões de gases de efeito estufa. Essa condição anima o Brasil, que detém os maiores território, agronegócio e reservas do continente.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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