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O agronegócio e o plantio de florestas em pequenas propriedades rurais

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Dilceu Sperafico. Foto: Assessoria

   Dilceu Sperafico*

         O agronegócio brasileiro continua evoluindo, inovando, oferecendo alternativas aos produtores e trabalhadores e garantindo soluções para deficiências e/ou carências do País. Exemplo disso está na profissionalização e ampliação do cultivo de árvores, nativas ou não, além da já tradicional criação de bovinos, ovinos e caprinos, consorciada às matas com árvores de maior porte preservadas ou reflorestadas, com essa finalidade e benefícios para ambas as atividades.

         Trata-se do plantio com finalidades econômicas e preservacionistas de matas nativas, contando com financiamentos públicos e privados. Prova disso é que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), está implantando novo fundo de investimentos com a finalidade de alavancar a restauração de florestas em biomas como o Cerrado, a Amazônia e a Mata Atlântica, além de propriedades rurais de todo o País.

         Denominado de Floresta Viva, o fundo é filantrópico e reúne recursos doados pelo próprio BNDES, que por estatuto tem de destinar parte do lucro à filantropia e empresas parceiras e agricultores interessados. A estrutura é de ‘matchfund’, ou seja, para cada real do setor privado, o banco coloca mais outro real no empreendimento.

A 1ª rodada de captação e investimento do fundo deverá atingir 140 milhões de reais no total, com metade do BNDES e metade dos demais doadores, como a Petrobras, Fundo Vale, Heineken, Coopercitrus, Itaipu Binacional, Philip Morris e Estado do Mato Grosso do Sul, que estão destinando contribuições ao projeto.

         O objetivo é alcançar 500 milhões de reais em investimentos com futuras rodadas, ao longo de sete anos. “Com os doadores que já aderiram, somamos 86 milhões de reais comprometidos e estamos em conversas avançadas com empresas de energia, frigoríficos e bancos de desenvolvimento internacionais, com o que certamente alcançaremos nossas metas”, destaca Bruno Aranha, diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES.

         Com isso, o desafio inicial é restaurar entre 16 mil e 33 mil hectares de florestas e capturar até nove milhões de toneladas de CO2. O foco são pequenas propriedades rurais, áreas indígenas e quilombolas, pois como estão sendo investidos recursos filantrópicos, focando em quem mais necessita de apoio financeiro para desenvolver projetos econômicos e socioambientais. 

O modelo adotado pelo projeto replica algo que já é feito no País e no mundo, como são doações de recursos públicos e privados para pequenos projetos. Especialistas da área florestal consultados avaliam que a iniciativa poderia ter impacto maior se o fundo fosse constituído com lógica empresarial, em que gestor fosse contratado para selecionar as áreas de restauro e pudesse fazer isso em escala, desenvolvendo fornecedores e tecnologias e reduzindo o custo da recuperação por hectare.

Esse outro modelo não está descartado para o futuro, pois segundo responsáveis pelo empreendimento, o projeto em andamento é uma das iniciativas estudadas e não estão descartadas outras possibilidades. Conforme especialistas, entre os limitadores de fundo de investimento em reflorestamento estão empresas que ainda encaram a atividade como uma despesa e não como investimento e o bolso acessado ainda é o da filantropia. Na prática, o reflorestamento deveria ser visto como as demais culturas agrícolas, voltadas aos rendimentos dos produtores e trabalhadores rurais e do próprio País.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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