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Sede santos como vosso Pai celeste é Santo

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

Há três domingos, com a proclamação das Bem-aventuranças, tivemos a oportunidade de refletir sobre o tema do cristão quanto ao uso da força e da violência. As palavras de Jesus se tornam cada vez mais exigentes e difíceis de compreender. É necessário recordar a nossa vocação primordial: somos criados à imagem e semelhança de Deus, por isso a ordem de Jesus: “Sede perfeitos como o Pai do céu é perfeito”. Ele coloca diante de nós frases que conhecemos bem: “olho por olho, dente por dente”; “oferecer a outra face”; “se alguém quer sua túnica, dá-lhe também o manto”. Isso nos desconcerta porque é contrário à “sabedoria” humana! Jesus nos mostra que a vida é cheia de contradições e precisamos dar pequenos passos, aprender a vencer o mal com o bem. É muito difícil, mas não é impossível! Ele deu o exemplo: “Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem”.

O mundo julga ser loucura retribuir o ódio com amor, o mal com o bem, as ofensas com o perdão. São Paulo muito bem afirma que “a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus” (1 Cor 3,19). A capacidade de viver a unidade, a tolerância, o respeito à diversidade, enfim, o amor, pode ser adquirido pela aprendizagem. Se se descuida, a violência toma conta dos corações das pessoas e o sentimento de vingança dá lugar a gestos da mais total crueldade.

Hoje (19/02), no Evangelho (Mt 5,38-48), Jesus desafia os seus discípulos a pensar e agir de modo diferente e nos propõe o paradigma do verdadeiro cristão: o Reino dos Céus é incompatível com o ódio e a violência. Jesus vai mais além quando afirma que é preciso amar os que nos odeiam! Poderíamos dizer: é impossível agir assim! Aí o texto do evangelho cheio de antíteses e contrastes: inimigos, fazer o bem, os que nos odeiam, bendizer os que nos amaldiçoam, rezar pelos inimigos. Poderíamos nos perguntar: Por que o homem deve se opor aos seus instintos mais imediatos que o impelem a reagir à ofensa, a revidar e a vingar-se? A resposta é simples: em Cristo somos filhos e filhas de Deus. Nisso consiste a vida cristã configurada a Cristo. Nossa vocação é amar o próximo como Cristo o amou. Nossa referência será sempre o Pai do céu que é bom, misericordioso, lento à ira e incapaz de negar o perdão a quem suplica de coração puro.

Sob o olhar da fé não existe outra saída para a humanidade. As palavras de Jesus podem até parecer ingênuas diante de um mundo violento. “Amai vossos inimigos e fazei o bem aos que vos perseguem”. Porém, é a palavra que mais precisamos ouvir nestes momentos em que, imersos na perplexidade, não sabemos o que fazer de concreto para que a humanidade caminhe em outra direção, deixando de lado a violência, a vingança, a intolerância. Há em Jesus uma convicção profunda: não se pode vencer o mal à base do ódio e da violência. O mal só é vencido pelo bem. Isso não significa tolerar as injustiças e se intimidar na luta contra mal, mas promover o cuidado para não destruir pessoas.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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