A UTI Neonatal é o espaço dentro da Hoesp que requer um cuidado muito diferente dos demais setores. É com a delicadeza e o carinho de todos os funcionários, que é possível observarmos as recuperações dos pacientes internados. “A delicadeza e a habilidade são fatores importantes do atendimento, que difere muito dos demais setores. Mas isso, principalmente o diferencial de ter a “mão mais leve”, é desenvolvido aqui dentro, e sempre com muito carinho com todos os bebês”, afirma a enfermeira coordenadora da UTI Neonatal da Hoesp, Laura Barbieri Cerón Reis.
São quase 200 bebês internados anualmente na UTI Neonatal da Hoesp. Em 2022, foram 198 bebês de toda região, que nasceram no hospital ou foram transferidos. “A Hoesp é referência em alta complexidade e gestação de alto risco, o que gera uma grande demanda de prematuros extremos, que são bebês que nascem com menos de 24/23 semanas de gestação. Esses recém-nascidos são os maiores desafios de toda a equipe de atendimento”, avalia a enfermeira.
A UTI Neonatal é um dos setores que influenciam a taxa de mortalidade da Hoesp, hoje em 2,10%, bem abaixo do preconizado pela Organização Mundial de Saúde, que é de 4% para hospitais de alto risco. “A melhor coisa dentro de uma UTI é ver a evolução dos pacientes, mas também temos as evoluções não tão boas, que compreendemos que também faz parte do setor, e as nossas taxas são boas, resultado de uma dedicação de muito amor de toda a equipe”, afirma.
E todo esse cuidado com os bebês também depende da ajuda dos pais, que podem visitar os pequeno das 9h até às 21h. “Os pais têm entrada livre, e observamos que os bebês que recebem essa visita mais frequente tem uma evolução muito melhor. Por isso, priorizamos durante o dia essas visitas especiais”, comenta Laura.
PROJETO PEQUENO AMOR
A UTI Neonatal já contabiliza 23 anos de atendimento, conta com 11 leitos, e ganhou uma nova cara recentemente. Móveis novos, pinturas novas e uma estrutura física muito mais acolhedora. Isso tudo foi possível através do Projeto Pequeno Amor, criado por uma mãe que teve seus filhos internados nesse setor.
São cinco anos de projeto, e os resultados são excelentes. “Já foram doados diversos equipamentos, como incubadoras, monitores, entre outros, além da reforma, que tornou o espaço ainda melhor, para toda a equipe, assim como para a família”, enfatiza Laura.
O novo espaço traz resultados positivos para a humanização do atendimento. “Traz uma harmonia durante a recuperação e essa estrutura faz a diferença na vida destes bebês. Acreditamos que cada setor deveria ter um projeto tão engajado como esse. O Projeto Pequeno Amor é um exemplo a ser seguido, e deve ser reconhecido pela diferença que faz dentro do hospital com todas as doações feitas pela comunidade, através desse projeto”, diz o enfermeiro de relações públicas, Itamar Weiwanko.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Hoesp





