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30 anos de coragem e crescimento: Prati- Donaduzzi inaugura nova planta fabril

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Por Marcos Antonio Santos

Foi inaugurada oficialmente a nova planta fabril da Prati-Donaduzzi, denominada Sólidos IV (comprimidos, capsulas, etc.) Concretização de um ciclo que teve um investimento de R$ 650 milhões, que possibilitaram a aquisição dos melhores e mais modernos equipamentos de automatização, tecnologia de ponta e produção sustentável. A cerimônia foi realizada nessa terça-feira, 20, com a presença de várias autoridades políticas, entre elas, o governador Ratinho Júnior.

Os números da maior empresa de medicamentos genéricos do Brasil, são tão grandiosos a exemplo da história dessa empresa, que em 2023, completará 30 anos. Se a princípio eram fabricados 30 mil comprimidos por dia, agora a meta da empresa é que com a nova planta fabril passará dos atuais 12 bilhões de doses para uma produção anual da ordem de 17 bilhões de doses, fazendo com que a Prati se torne o maior fabricante de comprimidos da América Latina.

“Neste momento em que o Brasil sofre com a falta de medicamentos, essa unidade vem para complementar a nossa capacidade produtiva, onde passaremos a produzir 17 bilhões de doses terapêuticas por ano. Temos nessa nova unidade, o que há de mais avançado em indústria farmacêutica do mundo. O intuito dessa unidade, além de produzir e ser certificada pela Anvisa, também em breve ser certificada por agências importantes reguladoras, a exemplo da FDA. Faz parte de um projeto de internacionalização da Prati, e que estamos dando um pontapé inicial neste momento”, diz o presidente da Prati-Donaduzzi, Eder Fernando Mafissoni. A Food and Drug Administration (FDA) é uma agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

A diretora-adjunta da Anvisa, Daniela Marreco Serqueira disse que a Anvisa vem se alinhando com as principais agências internacionais. “Com a FDA e agências da Europa, Canadá e Austrália. E o fato de uma planta fabril ser certificada pela Anvisa, significa, sim, que tem critérios para ser cerificada pelas principais agências do mundo, porque os requisitos são alinhados. Esperamos sucesso nessa iniciativa da Prati, que brevemente consiga a certificação com a FDA”, diz.

Nova planta fabril teve investimentos de R$ 650 milhões e gera 450 vagas de emprego. Foto: Gazeta de Toledo

PROJETOS DE R$ 1,2 BILHÃO – E para os próximos anos, o objetivo da empresa é um novo investimento que chegará a R$ 1,2 bilhão. Mafissoni disse ainda que na nova unidade fabril já gera mais de 450 vagas de emprego.  “Essa inauguração é parte de um compromisso, que assumimos no final de 2019, com o governo do estado, que compreendia a geração de mais 250 empregos. Mas, já geramos até o momento com 453 novos empregos direto, e ainda temos vagas abertas. Temos o objetivo de dobrar de tamanho a cada cinco anos, e estamos iniciando um novo ciclo para dobrar mais uma vez o crescimento da empresa. Teremos um novo investimento que chegará a R$1,2 bilhão até 2027. Metade desse valor será para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, além da construção de novas plantas, uma delas de medicamentos injetáveis, que será construída no Biopark, e ainda modernizar as atuais áreas fabris”, revela Eder Mafissoni.

PRATI, 30 ANOS DE HISTÓRIAS – Carmen Donaduzzi é empreendedora, e há quase 30 anos, participou da fundação da indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi. Em seu pronunciamento, ela contou um pouco da história da empresa, que nasceu em 1993, pequena, e hoje, é a maior do setor em medicamentos genéricos do Brasil, e tudo começou em Pernambuco, onde morava com o esposo Dr. Luiz Donaduzzi. “As pessoas que hoje nos visitam veem grandes prédios, mas podem ter certeza, isso começou muito diferente. Em Pernambucano fazíamos medicamentos na cozinha, e o Luiz descobriu que em Toledo existia um programa chamado Bom Emprego, que possibilitava o empréstimo de algum dinheiro, e que a prefeitura estava doando terreno em comodato. E decidimos vir para Toledo, e não tínhamos nada. E conseguimos construir uma indústria farmacêutica”, recorda doutora Carmem.     

Ela disse que a pesquisa não para na Prati-Donaduzzi. “À medida que produzimos, a pesquisa continua. Isso eu sei muito bem, porque faço parte do grupo de pesquisa e de inovação.  Você não sabe o sabor que tem quando se discute produtos novos, agora estamos debatendo o canabidiol, e também outros produtos. E isso vai trazer mais benefícios para a população, porque fazemos produtos de qualidade a preço acessível, e isso foi sempre uma das nossas qualidades. O que é importante ainda é o grande número de colaboradores e cada vez tem mais espaço na Prati para trabalhar. As nossas máquinas são cada vez mais tecnológicas, mas temos como ensinar os novos colaboradores, porque fazer as pessoas crescerem está no nosso DNA desde que chegamos a Toledo” afirma Carmem Donaduzzi.

Dr. Luiz e Dra. Carmem ao lado do governador Ratinho Júnior.Foto: Gazeta de Toledo

Segundo Dr. Luiz Donaduzzi, até hoje, ele não fez os cálculos de quantas vidas os medicamentos da Prati conseguiram salvar. “Quando a gente lança uma molécula, ela baixa o preço de mercado de um medicamento em 25% em média, então estamos produzindo 12 bilhões, e com planta nova, serão 17 bilhões de doses por ano, e com isso muito mais pessoas terão acesso a esses medicamentos, que é de alta qualidade, mas, baratos. Isso nos deixa muito felizes. Sem contar os mais de 5 mil colaboradores que temos aqui, que estão melhorando de vida”.

“ Os medicamentos chegam para diminuir as dores do mundo, esperamos que seja essa a função do medicamento, e isso tem levado o aumento da expectativa de vida das pessoas, a alimentação também, e outros fatores. O próprio conhecimento tem elevado a expectativa de vida. E o medicamento é fator interessante e melhora a saúde e tira um pouco a dor do mundo”, menciona Dr. Luiz Donaduzzi.

Inauguração oficial da nova planta fabril da Prati-Donaduzzi. Foto: Gazeta de Toledo

O governador Ratinho Junior disse que o mundo está colocando o estado do Paraná, como sendo o mais inovador, e isso, se dá graças a ações como da família Prati e Donaduzzi “que gera emprego, enquanto o nosso governo, apenas gera e facilita esse bom ambiente que atrai investimentos, inclusive internacional, como é essa grande indústria farmacêutica que tem vontade de trabalhar e gosta do que faz. Que a coragem da família Prati e Donaduzzi possa ser transmitida para esses jovens que chegam aqui como estagiários e depois se formam.  Viva a Prati-Donaduzzi e viva o Paraná”, afirma Ratinho Júnior.

Ratinho Júnior visitando a nova planta fabril da Prati. Foto: AEN

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