Foto: Jaelson Lucas/AEN

Em de 2021 as compras atingiram 3,6 milhões de dólares; vinhos, óleos e maçãs estão entre as principais preferências dos brasileiros

Em 2019 entrou em vigor o acordo de equivalência de produtos orgânicos entre o Brasil e o Chile e as contas já são positivas. Este acordo indica que “os produtos orgânicos que cumprem os regulamentos chilenos podem entrar no Brasil com o selo orgânico chileno, e os que cumprem os regulamentos brasileiros podem entrar no Chile com o selo orgânico chileno”.

Três anos após o acordo entrar em vigor, e com as complexidades provocadas pela pandemia para os países, o consumo brasileiro de produtos orgânicos chilenos apresentou crescimento. No final de 2021, as remessas do Chile atingiram a marca de 3,6 milhões de dólares, com destaque para vinhos, azeites, maçãs e morangos congelados.

“As empresas chilenas estão investindo em uma produção mais sustentável, produtos ecológicos e orgânicos que não só respeitam o ambiente e as comunidades, mas também fornecem uma alimentação saudável e de qualidade para as pessoas. Assim, vimos como os envios de produtos orgânicos chilenos para o mundo renderam 326 milhões de dólares, o que demonstra o grande potencial de crescimento que o Chile tem para oferecer ao Brasil” disse Hugo Corales, Diretor Comercial do ProChile em São Paulo, Brasil.

Assim, 5 exportadores chilenos estão hoje presentes na 13ª edição da feira Biofach Brasil, os principais produtos orgânicos e agroecológicos reunidos na América Latina. São empresas que oferecem sumos e purés de fruta, concentrados de bagas e pó liofilizado, fruta fresca, vinhos, fruta congelada, entre outros. A feira será realizada até sábado, 11 de Junho, em 2022.

Baixo impacto ambiental, eficiência hídrica, melhoria do solo, baixa incidência de pragas e doenças, barreiras fitossanitárias naturais, sistemas de qualidade, normas e procedimentos claros são atributos muito importantes da produção orgânica no Chile. Isto, juntamente com a geografia, clima e profissionalismo dos seus trabalhadores, significou um elevado reconhecimento internacional da produção orgânica chilena e das suas normas, com regulamentos muito claros definidos pela autoridade competente.

O Chile tem três acordos de equivalência e/ou reconhecimento mútuo: desde 2018 com a União Europeia e no ano seguinte com a Suíça e o Brasil. Com esta última abrange produtos de origem vegetal, tanto frescos como transformados, incluindo vinhos biológicos.

Este acordo é impulsionado pela recente entrada em vigor do novo Acordo de Comércio Livre entre os dois países em Janeiro deste ano. Moderniza e complementa o ECA N°35 assinado entre o Mercosul e o Chile nos anos 90, incorporando disciplinas de ponta, tais como comércio eletrônico, MPMEs, questões laborais, ambientais e de gênero, entre muitas outras.

Fonte: Assessoria